Velozes e Furiosos: NBCUniversal aprova séries live-action

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Velozes e Furiosos vai ganhar uma turbinada no universo de séries live-action. A NBCUniversal confirmou desenvolvimento de pelo menos uma produção e, segundo Vin Diesel, o plano inclui quatro projetos, com um modelo de avaliação “sem pré-seleção” que lembra bastante a estratégia da HBO em Game of Thrones.

O “modo Game of Thrones” no desenvolvimento

Depois de meses de especulação, a NBCUniversal finalmente colocou o pé no acelerador e confirmou que pelo menos uma série live-action baseada em Velozes e Furiosos está em desenvolvimento. E o que chama atenção é a abordagem: em vez de anunciar um pacote fechado e partir direto para produção total, a emissora planeja avaliar os projetos antes de decidir o que entra de vez no catálogo.

O papo aqui lembra a forma como a HBO tratou os spin-offs de Game of Thrones. Naquela época, a ideia era testar diferentes caminhos dentro do mesmo universo, com apostas que poderiam virar séries grandes ou ficar pelo caminho se não encaixassem. Em outras palavras: menos “vamos fazer tudo” e mais “vamos ver o que pega”.

Quatro séries, mas nada garantido

Segundo Vin Diesel, o universo deve ser expandido em nada menos que quatro séries. Só que o detalhe importante, aquele que impede a empolgação de virar ansiedade, é que nem todas podem ser aprovadas. O serviço de streaming (Peacock) deve receber roteiros e projetos vindos do estúdio irmão Universal Television, mas não haverá fase de seleção prévia.

Tradução: em vez de um “pacote pronto”, o Peacock vai analisar cada série individualmente e decidir se encomenda uma, algumas ou até nenhuma. Isso pode soar meio “Opa, então nada é certo”, mas, sinceramente, é um jeito bem sensato de reduzir risco. Séries custam caro e, numa franquia que já passou por tudo de corrida de rua até espionagem e viagens mais ousadas, a consistência do material precisa estar afiada.

De quebra, fica aquele gostinho de universo compartilhado crescendo no esquema múltiplas frentes. É como se a franquia estivesse jogando em um mapa aberto, só que antes de liberar as próximas rotas, a plataforma checa se o plano faz sentido.

Vin Diesel e o piloto escrito por Mike Daniels

No centro do projeto, Diesel aparece como produtor executivo da adaptação para a série principal. Ele, que eternizou Dominic Toretto nas telonas, vai assumir o lado criativo e de proteção da marca. E, para o piloto, o nome confirmado é Mike Daniels, responsável pelo episódio inicial.

Daniels e Diesel já trabalharam juntos em Shades of Blue, da NBC. Ou seja, não é um casamento surpresa. É mais aquele tipo de colaboração que tende a acelerar alinhamentos, porque a turma já sabe como pensa e como conduz um trabalho do começo ao fim.

Por enquanto, não foram revelados detalhes sobre quais serão exatamente as quatro séries, tampouco arcos de personagens. Mas o universo é grande o suficiente para brincar com épocas diferentes, operações paralelas e novas equipes dentro daquela lógica familiar de “todo mundo se ajudando quando a coisa fica feia”.

Por que Vin Diesel mudou de ideia sobre TV

Durante o evento, Vin Diesel reforçou a importância de proteger a marca Velozes e Furiosos. E isso explica por que, inicialmente, ele teria recusado propostas para fazer uma sequência do filme original. A preocupação era manter a franquia com integridade, sem atropelar o que funcionou.

Na fala do astro, o ponto foi que, na última década, fãs passaram a pedir mais expansão de legado. Não apenas continuação, mas histórias que aprofundassem personagens e conectassem melhor o universo. E foi aí que o movimento para TV ganhou força: ele disse que mudou de ideia depois que Donna Langley passou a supervisionar as operações de TV da NBCUniversal.

O argumento foi bem direto: ele acreditou que, no formato de série, haveria proteção para a integridade dos personagens e para o apelo internacional e “família” que virou assinatura da saga. É basicamente o Diesel dizendo: “se for para fazer, que seja do jeito certo”. E, honestamente, nessa altura do campeonato, faz sentido.

Para quem acompanha notícias do mundo geek, vale lembrar que essa estratégia de franquias migrando para séries virou tendência forte no audiovisual. E não é só Game of Thrones que abriu essa porta, várias propriedades estão seguindo rotas parecidas para expandir universos sem perder o controle da narrativa.

O que ainda dá para expandir na família Toretto?

Com quatro séries em potencial e um sistema de avaliação que pode aprovar uma, várias ou nenhuma, Velozes e Furiosos parece pronto para viver uma era de expansão mais estratégica do que impulsiva. A pergunta é: o universo aguenta mais gente, mais frentes e mais histórias sem virar bagunça? Se o piloto estiver no nível e a equipe respeitar a essência da família, pode ser aquela raridade: uma franquia blockbuster que acerta a mão também no formato seriado.

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