O Urso termina: derradeira temporada e Nuremberg

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O Urso voltou com tudo neste fim de semana, mas já chega com aquele balde de água fria: a 5ª temporada é a derradeira.

O Urso fecha a conta do jeito Carmy

Quem acompanhou The Bear sabe: a série vende menos “comida” e mais caos bem temperado. A trama, centrada nos bastidores de um restaurante tumultuado assumido pelo chef Carmy após a morte do irmão, sempre brincou com obsessão, trauma familiar e aquele terror gostoso de pressão profissional.

Agora, a 5ª temporada coloca o ponto final na mesa. O arco começa depois de Carmy deixar a indústria de restaurantes e passar o bastão para Sydney, Richie e Natalie, junto com a equipe que já virou praticamente família de quem vê. Só que, como a vida nunca colabora, rola ameaça de venda e falta de dinheiro, e o grupo ainda precisa encarar um último serviço para tentar conquistar a desejada estrela Michelin. Tipo modo “chefe final” do jogo: sem recurso, sem escudo, mas com coração e faca afiada.

Jeremy Allen White volta no centro do furacão, e a pergunta que paira é bem humana: quando você atinge o topo, ainda sabe o que está buscando? Em vez de só terminar “bonitinho”, a temporada parece apostar em um fechamento emocional, no ponto em que Carmy precisa repensar seu lugar dentro da cozinha e, no fundo, também em si mesmo.

Nuremberg chega com elenco forte e imagem pesada

Entre as estreias do fim de semana, Nuremberg é o destaque cinematográfico. O filme traz uma missão com cara de thriller histórico: oitenta anos depois, o julgamento segue rendendo histórias que tentam transformar arquivos do passado em narrativa atual. Desta vez, o foco vai para o psiquiatra do Exército dos EUA Douglas Kelley, que recebe a tarefa de avaliar Hermann Göring e outros oficiais de alto escalão do regime nazista, enquanto os Aliados se preparam para o julgamento mais importante do século.

O que chama atenção aqui é a construção psicológica. Kelley, ao mergulhar na mente desses líderes, começa a perder a linha que separa “bem” e “mal”. E o roteiro não economiza em imagens reais fortíssimas dos campos de concentração, apresentadas como um filme dentro do filme, como se a obra tentasse te colocar no banco do tribunal e forçar o espectador a encarar o que seria fácil empurrar para debaixo do tapete.

O elenco também é aquele tipo de escalação que faz barulho. Rami Malek interpreta o psiquiatra, e dá para lembrar do talento dele também como um Fred Mercury que ficou marcado. Já Russel Crowe aparece como Göring, e a proposta é bem clara: tirar ele da zona de “figurante em decadência” e colocar para funcionar de verdade no papel.

Se a sua curiosidade é sobre o contexto, uma referência rápida é o material da Encyclopedia Britannica (via Encyclopedia.com), que ajuda a situar o julgamento sem estragar a experiência do filme.

Copa no radar: docs para maratonar entre jogos

Beleza, você pode até estar no modo “Copa do Mundo no volume máximo”, mas dá para fazer o cérebro descansar com doc e minissérie entre um jogo e outro. E sim, tem opção boa.

Tetra – Acreditar de novo relembra a trajetória da seleção brasileira rumo ao tetracampeonato de 1994, com entrevistas e imagens inéditas feitas pelos próprios jogadores. É aquele tipo de produção que acerta em cheio em quem gosta de memória afetiva, mas sem virar só saudade.

Baila, Vini entra na linha de retrato íntimo. O documentário mostra um período antes do protagonismo absoluto do Vini Jr na seleção, mas já deixa ver personalidade, resiliência e os altos e baixos até virar astro mundial. A direção de Andrucha Waddington e Emílio Domingos acompanha a intimidade do jogador desde o Flamengo, passando por locais como Brasil, Espanha, Inglaterra, Estados Unidos, Catar, Marrocos e França. E tem um tema sério e necessário: o enfrentamento ao racismo.

Por fim, a minissérie The English Game (O jogo inglês) tem aquele charme de história de luta de classes dentro do futebol. Começa em 1879 com dois nomes centrais para o profissionalismo: Fergus Suter e Arthur Kinnaird, e a tensão entre regras que impediam pagamento e a evolução do esporte. Assinatura respeitável, inclusive: é do criador de Downton Abbey.

Onde encaixar no seu cronograma de finde

O Urso pede um tempo que dá para sentir. Por ser uma despedida, tende a render aquela maratona emocional, daquelas que você termina e fica pensando por horas. Então, encaixe a temporada em um momento em que você não vai precisar correr para fazer “outra coisa”. Afinal, Carmy não é exatamente do tipo que deixa passar.

Nuremberg conversa bem com a vibe de filme “mais pesado” do fim de semana. Melhor reservar para um dia em que você esteja com o clima certo, porque a obra puxa para o lado psicológico e também para um olhar duro sobre o passado. Se você curte história e performance, o pacote com Rami Malek e Russel Crowe parece bem promissor.

E entre um gol e outro, a galera pode alternar docs de futebol como Tetra e Baila, Vini para manter o tema esportivo sem cair no modo “só notícia e repeteco”. Minissérie britânica também ajuda a variar o ritmo, principalmente se você quiser algo menos direto no tempo real.

Séries acabam, mas as discussões ficam, né?

Esse finde tem aquela mistura rara: fechamento de saga com O Urso, impacto histórico com Nuremberg e futebol de encaixe perfeito entre jogos com docs e minisséries. A má notícia para os fãs é real, mas pelo menos a despedida vem com fome, pressão e um último serviço digno de cozinha grande.

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