Iman Vellani diz: Gen Z não “odiam” super-heróis

Twitter
LinkedIn
Threads
Telegram
WhatsApp

Iman Vellani detonou a narrativa de que a Geração Z não se importa com super-heróis e explicou o que mudou: expectativa, foco emocional e a tal pressão de “ver tudo”.

Geração Z foi criada num mar de heróis

Nos últimos dias, pipocou aquela frase “daora e polêmica” de um produtor de cinema gringo: que a Geração Z não liga para o cinema de super-heróis. Só que, do outro lado do ringue, a atriz Iman Vellani, que interpreta a Kamala Khan no MCU (sim, a Miss Marvel), discordou com firmeza em uma sessão de perguntas e respostas online.

Segundo Vellani, a geração mais nova não parou de gostar do gênero. Ela só nasceu assistindo heróis em sequência, numa época em que superproduções eram quase “conteúdo padrão”. Ou seja: você cresce vendo multiverso, arco dramático, pós-créditos e referências o tempo todo. Naturalmente, o “wow” inicial diminui. É tipo quando você acostuma com Netflix no modo automático: não fica menos gostoso, só muda o nível de exigência.

Não é desinteresse: é obrigação demais

O ponto mais interessante é que a atriz crava uma diferença entre não se importar e se sentir obrigada. Ela resumiu a ideia assim: talvez a Geração Z tenha parado de se sentir inclinada a consumir tudo, a qualquer hora, só para “entender o universo”. Afinal, quando o fandom cresce, muita gente entra no modo checklist: assistir, decorar, teorizar e discutir no grupo.

Vellani sugere que o sarrafo subiu. A atenção do público está mais disputada do que nunca, com algoritmos, IA, redes sociais e mil opções de entretenimento. Então, não basta ser um filme com capa e poderes. Tem que ter algo que prenda de verdade, que pareça relevante para a vida real da galera.

O que a audiência quer agora: histórias emotivas

Pra Iman Vellani, o recado para roteiristas e estúdios é bem claro: histórias específicas e emocionais ganham espaço. E ela conecta isso com a “era da IA”, como se dissesse: hoje a audiência consegue sentir quando é fórmula reciclada. A chance de errar o tom ou soar genérico fica maior, porque todo mundo já viu de tudo no feed.

Em vez de só espetáculo, o público busca honestidade. Não é só “mais um herói salvando o mundo”. É sobre colocar sentimentos na mesa. Luto, identidade, legado, pertencimento. Palavras que parecem simples, mas quando viram narrativa, mudam tudo. É o tipo de coisa que atravessa gerações e não envelhece.

Super-herói funciona quando é gente primeiro

O argumento da atriz é quase uma aula sobre escrita: ela diz que a Geração Z responde bem quando o herói é tratado como pessoa em primeiro lugar. Traduzindo: menos “mitologia de marketing”, mais consequências reais. Quando os filmes mostram fragilidade, escolhas e identidade, o público entra sem precisar de “manual do universo”.

E ela ainda joga uma lógica bem pop: todo gênero passa por ciclos. Faroeste teve fase, musicais também, comédias românticas idem. Então, não é abandonar super-heróis. É achar novas maneiras de contar histórias dentro do formato. Algo como renovar o avatar da mesma skin, mas garantindo que a gameplay continue divertida.

E enquanto isso, o MCU continua se mexendo

Enquanto a discussão sobre “gostar ou não gostar” acontece, o MCU segue puxando o tapete para quem gosta de especulação. Vingadores: Doutor Destino está com direção de Anthony e Joe Russo e roteiro de Michael Waldron e Stephen McFreely. E sim, o vilão vai ser o Doutor Destino, com Robert Downey Jr assumindo esse novo papel.

O filme tem estreia marcada para 17 de dezembro de 2026. E, para quem vive de teoria, a escala do elenco dá munição: tem retorno de rostos clássicos e também um monte de nomes recém-introduzidos nas fases mais recentes. Para contextualizar o universo e acompanhar atualizações, dá para consultar a seção de Marvel.com e ver como a empresa vem organizando os anúncios oficiais.

Então é o fim dos super-heróis ou só evolução?

No fim das contas, a fala da Iman Vellani soa menos como “Geração Z cansou do gênero” e mais como “Geração Z quer que o gênero pare de tratar todo mundo como público cativo”. Super-herói não morreu. Ele só precisa de roupagem emocional, honestidade de roteiro e histórias que respeitem a inteligência de quem está assistindo.

Se o MCU ouvir esse recado, talvez a próxima onda não seja de menos fãs, e sim de fãs mais exigentes. E, honestamente? Isso é bem melhor do que ter plateia dormindo no sofá.

Sugestão para o seu Set-up Nerd:

Encontramos produtos incríveis com desconto!

Ver Funko Pop Kamala Khan na Amazon