Batgirl cancelada: J.K. Simmons lamenta o fim do cinema

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Produção não chegou a ver as luzes do cinema se apagarem e, sinceramente, tem coisa mais cruel do que um projeto da DC que já estava perto de acontecer? Pois é: Batgirl morreu no estúdio, e J.K. Simmons colocou lenha (metafórica) nessa fogueira.

Batgirl, plateia-teste e a sensação de “negócio qualquer”

J.K. Simmons, que viveria o Comissário Gordon no filme, comentou o cancelamento de Batgirl de um jeito que dá para sentir o gosto amargo por trás da frase. Em entrevista ao ComicBook, o ator descreveu como algo “bizarro” e, principalmente, como uma decisão que não passou aquela confiança de “ah, era só uma questão criativa”.

Segundo Simmons, aparentemente o filme foi visto por uma plateia-teste e não parecia ter “dado uma nota ruim”. E aí vem a parte que deixa o fã com a cara de “ok, mas e o que aconteceu?”. Ele resume dizendo que foi, “uma escolha de negócios qualquer”. Para quem cresceu vendo super-herói como se fosse saga eterna, isso dói como NPC que te derruba no boss fight final.

Ainda assim, ele reforça o que foi feito: uma perspectiva empolgante de acompanhar a origem da heroína e, principalmente, a sensação de que o projeto tinha potencial para ser um filme de super-herói divertido. Só que diversão virou “missão encerrada antes da cutscene”.

Por que cancelaram? O argumento de custos e foco no cinema

O motivo oficial do cancelamento foi repetido várias vezes na época: corte de custos e mudança de prioridades. O CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, justificou a decisão com o argumento de que a companhia estava reduzindo gastos e ajustando o foco, saindo com mais força do streaming para os lançamentos cinematográficos.

Tradução para o idioma do consumidor comum: em vez de bancar a aposta em um filme que seguiria para a plataforma, preferiram concentrar recursos em estratégias que pareciam mais “pagáveis” naquele momento. E, na vida real, isso costuma ser o tipo de decisão que não dá espaço para sentimento, mesmo quando o elenco e a equipe já fizeram a parte deles.

Inclusive, o próprio cancelamento de Batgirl costuma ser citado junto de outras decisões similares do período, numa reorganização que mexeu na forma como o estúdio encarava orçamento e retorno. Se quiser contextualizar o impacto desse tipo de virada corporativa na Warner, uma referência útil costuma ser a Wikipedia de Warner Bros. Discovery, que organiza bem a linha de mudanças do período.

Elenco e contexto do DCEU que ficou no limbo

Batgirl seria parte do que ainda chamavam de continuidade do DCEU, ou seja, o universo de heróis da DC antes do comando mais novo de James Gunn e Peter Safran. O filme também entraria no catálogo da Max, mas com a ideia de manter a ponte com o que já tinha sido construído.

O elenco era o tipo de mix que deixa o fã fazendo contas mentais: Brendan Fraser seria o vilão Vagalume, e Michael Keaton apareceria como Batman. E, claro, J.K. Simmons entraria no time como Comissário Gordon, dando aquele peso de personagem que parece “atemporal”.

Na direção, a dupla Adil El Arbi e Bilall Fallah vinha de sucessos recentes de ação, especialmente no universo de Bad Boys. Então existia uma leitura clara: pegaram gente que sabe fazer ritmo de blockbuster e colocar isso no começo da trajetória da Batgirl.

Filmagens prontas, pós engavetada e o desperdício inevitável

As filmagens de Batgirl aconteceram entre o fim de 2021 e o começo de 2022. Ou seja: não foi algo que morreu no “dia 1 do cronograma”. Passou por etapa de produção, por organização, por escala, por tudo que o estúdio faz até chegar no ponto em que o filme começa a existir de verdade.

O orçamento girava em torno de US$ 90 milhões. E, segundo as informações da época, o projeto chegou a entrar em pós-produção antes do cancelamento. É aqui que entra a sensação de perda total: quando já tem edição, efeitos e finalização em curso, cancelar vira uma espécie de “apagar as luzes do cinema” já no meio do espetáculo.

Em vez de assistir, o que resta é imaginar o que teria sido. Batgirl continua sendo lembrada como um daqueles casos que viram lenda de bastidores: elenco qualificado, produção avançada e, ainda assim, decisão corporativa acima de tudo. E no fim, a frase de J.K. Simmons parece ecoar: não foi falta de trabalho, foi falta de acordo.

Mesmo com as luzes apagadas, Batgirl ainda assombra

No universo dos fãs, cancelamento é tipo patch mal aplicado: você percebe que algo podia ter melhorado, mas acabou quebrando. E Batgirl é esse tipo de história que continua viva, não no streaming, mas na conversa. J.K. Simmons deu voz ao que muita gente estava pensando: quando existe plateia-teste e ainda assim acontece o “negócio qualquer”, o sentimento é de que a produção não chegou a ver as luzes do cinema se apagarem.

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