Sony PlayStation Studios está daquele jeito: alguns estúdios já estão com um pé no próximo salto e outros parecem em modo “segredo de estado”. Bora desbravar o que dá para esperar de cada time interno e quais projetos podem aparecer primeiro no PS5.
- Panorama rápido: por que o calendário parece vazio
- Naughty Dog: espaço, sabres e possíveis segundas surpresas
- Santa Monica e Insomniac: mitologia e o Wolverine na agenda
- Guerrilla e Housemarque: Aloy e Saros seguem em movimento
- Bungie, Haven e o resto: live service, mudanças e silêncio
- Vai dar para sentir a próxima onda first-party?
O calendário first-party parece vazio, mas não é preguiça
Depois de uma sequência de lançamentos excelentes de terceiros em 2026, o foco da galera ficou no óbvio: e os PlayStation Studios próprios, cadê? A real é que tem mistura de fatores, tipo o “dungeon master” apertando o botão de pausa. Tem estúdio fechando, projetos engavetados, troca de estratégia e até aquela dúvida coletiva que pega fogo na comunidade: como fica o futuro quando a Sony decide encerrar discos físicos em 2028.
Ou seja, não é só falta de game. É o ecossistema mudando de forma. E quando o pipeline muda, os anúncios demoram. Enquanto isso, a gente fica lendo sinais indiretos e caçando pistas como detetive de anime.
Naughty Dog: Intergalactic quer roubar a cena do PS5
A Naughty Dog parece estar totalmente focada em Intergalactic: The Heretic Prophet, um jogo espacial com estética retrô anos 80 e clima de caça a sindicato criminoso, com Tati Gabrielle no papel de Jordan A. Mun. O trailer deixou aquela impressão de que o combate vai ser mais profundo do que a galera já viu antes.
Detalhe nerd que vibra: a trilha está sendo composta por Trent Reznor e Atticus Ross do Nine Inch Nails. Isso costuma elevar o nível de atmosfera e, sinceramente, já é meio caminho para virar “evento”.
E tem mais: existe a conversa de que o estúdio trabalha em um segundo projeto não anunciado. Será que vem mais uma volta de The Last of Us ou algo bem fora do padrão? Por enquanto, só o tempo e os vazamentos do multiverso.
Santa Monica e Insomniac: mitologia nórdica e a bala de prata do Wolverine
Na Santa Monica Studio, o próximo passo já foi praticamente carimbado com God of War: Laufey. A história expande a saga nórdica para além dos nove reinos e foca em Faye, a esposa de Kratos, enfrentando deuses de várias mitologias. O formato parece misturar ação moderna com aquela agilidade típica dos tempos mais “arcade raiz” do estúdio.
Já a Insomniac Games tem data e vai com tudo: Marvel’s Wolverine, com lançamento previsto para 15 de setembro de 2026. Pelo que foi mostrado, a pegada tende a ser mais linear do que os últimos mundo aberto do Homem-Aranha, mas mantendo o DNA de fluidez e impacto do estúdio.
Entre vazamentos antigos e rumores que não se confirmaram, a sensação é que a Insomniac quer provar, na prática, que ainda dá para surpreender mesmo após anos acelerados de produção.
Guerrilla e Housemarque: Aloy antes do furacão e Saros tentando se firmar
A Guerrilla Games segue com Horizon do jeito que a franquia gosta: primeiro continua a expansão e depois começa a preparar o próximo capítulo. Como Burning Shores termina com gancho narrativo, faz sentido imaginar que o estúdio esteja perto de anunciar algo do “Horizon 3”.
Antes disso, tem o spin-off Horizon: Hunters Gathering, descrito como ação tática cooperativa para três jogadores, com um estilo visual que lembra desenho animado. Sem data confirmada, mas o foco em co-op sugere que a Guerrilla quer ampliar o alcance da série.
Do lado da Housemarque, Saros chegou em abril e a expectativa é de suporte pós-lançamento. Quem jogou Returnal sabe: meses depois pode rolar conteúdo extra e modos diferentes. Só fica no ar uma incógnita: rumores apontam que não teria versão para PC, pelo menos não agora.
Bungie e Haven: o peso do live service e o jogo do silêncio
A Bungie não é, oficialmente, um PlayStation Studio, mas foi adquirida pela Sony em 2022. E aí vem o combo complicado: desenvolvimento de Destiny 2 reduzido, demissões e, ao mesmo tempo, a presença de Marathon. O shooter de extração estreou em 2026 e recebeu aclamação, mas a contagem de jogadores virou debate sobre a sustentabilidade do projeto dentro da estratégia de jogos como serviço.
Já a Haven Studios é o exemplo do “cadê o jogo?”. O multiplayer Fairgames foi projetado para 2025, mas não saiu do radar direito. Com saída de Jade Raymond e pouca coisa mostrada desde o trailer de 2023, o que resta é esperar jogabilidade de verdade. Também há rumor de mudança de nome, tipo ficha nova num RPG que ninguém baixou ainda.
Enquanto isso, estúdios como Bend, Media Molecule e teamLFG reforçam a mesma vibe: projetos em transição, equipes reduzidas e pouca comunicação pública. É o famoso “está acontecendo, mas você não viu”.
Para contextualizar melhor a trajetória da Sony com seus estúdios e a estrutura do ecossistema, vale dar uma olhada em uma lista de empresas da Sony Interactive Entertainment.
O próximo “grande PS5 first-party” vem mais rápido do que a gente imagina?
Se os anúncios estão tímidos, pelo menos os sinais são claros: Intergalactic, God of War: Laufey, Marvel’s Wolverine e a continuação do universo Horizon formam um núcleo forte para reacender a fogueira do hype. Só que com tanta troca de estratégia, o timing pode virar roleta.
A pergunta é: qual estúdio você acha que vai surpreender primeiro e qual está mais “suspeito” no modo segredo? Manda sua aposta.
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