Acreditamos que isso não perturbará muito o setor virou a frase mais citada da semana entre quem ama mídia física e quem já tá no modo “tudo digital”. E sim, isso tem nome, sobrenome e um monte de impacto pra **PlayStation 5**, **Ubisoft** e pro seu backlog.
- O que Yves Guillemot disse e por que ele está confiante
- O exemplo do PC: o digital como turbo do mercado
- Custos, preço e acessibilidade: o “lado business” da história
- E o físico, vai sumir mesmo? O que os fãs temem
- Isso vai “perturbar pouco” mesmo?
[ENTENDA] A polêmica começou quando a Sony anunciou que deixaria de produzir discos para novos jogos de PS5 a partir de janeiro de 2028. A internet reagiu como sempre reagia quando tiram a caixa da prateleira: com fúria, memes e teorias. No meio do caos, o CEO da Ubisoft, Yves Guillemot, escolheu falar de números. E é aí que a frase acima entra no radar.
O que Yves Guillemot disse e por que ele está confiante
Durante uma sessão de perguntas e respostas com investidores, Guillemot foi perguntado sobre o anúncio bombástico da Sony. A resposta dele não foi o clássico “vamos ouvir os fãs” (shippado por pouca ciência e muita esperança). Ele foi na linha: o digital pode até incomodar, mas não deve quebrar a indústria.
O argumento central foi que mudanças assim já foram vistas em outros mercados e, no fim, o setor consegue absorver a transição. Traduzindo do idioma executivo para o idioma gamer: “vocês podem brigar com carinho, mas a engrenagem vai continuar girando”.
O exemplo do PC: o digital como turbo do mercado
Segundo Guillemot, o que foi visto no PC ajudou a expandir o mercado. Em linguagem nerd: quando a barreira de entrada cai e o acesso fica mais simples, mais gente joga. A loja fica aberta, o download chega rápido, e a galera que não ligava pra mídia física passa a comprar do mesmo jeito.
Ou seja, não é só “tirar disco”. É redesenhar o caminho do consumidor até o jogo. E como o PC já passou por isso faz tempo, o CEO da Ubisoft parece achar que o resto do caminho é só seguir o mesmo roteiro.
Custos, preço e acessibilidade: o “lado business” da história
Outro ponto importante na fala do executivo foi a pressão sobre custos dos consoles. A lógica dele é bem direta: se o sistema for exclusivamente digital, o aparelho pode ficar mais acessível. Nada de leitor de disco para fabricar, transportar, manter e reparar em escala.
Isso conversa com uma dor que já aparece em várias conversas de bastidores: consoles mais caros precisam compensar com margem, e o digital costuma ser mais “amigável” para receitas recorrentes e compras imediatas. Para quem vive de relatório corporativo, isso é quase uma cheat code.
E o físico, vai sumir mesmo? O que os fãs temem
A parte que pega fogo não é só “eu gosto de disco”. É a discussão sobre propriedade, preservação e o medo de ver jogos virarem itens que você acessa enquanto a plataforma deixa. Uma coisa é comprar um item em mídia física e guardar. Outra é depender de licenças, armazenamento e política de loja.
Além disso, a internet apontou que a Sony já sabia que teria repercussão. E quando falamos de decisão corporativa que afeta colecionadores, preservacionistas e jogadores retrô, o tom tende a ficar assim: “não vai dar ruim” versus “vai dar muito ruim”.
Se você quer entender a linha oficial do anúncio, vale olhar o PlayStation Blog onde a mudança foi detalhada.
A frase “não perturbará muito o setor” é verdade… ou só soa bonita?
Na prática, pode ser que a indústria não “quebre” por causa do fim dos discos. Mas perturbar muito ou pouco depende do que você chama de “setor”: receita, logística, ou cultura gamer. Porque, para alguns, o disco não é só mídia. É arquivo afetivo e prova física do seu tempo investido.
Então fica a pergunta pra você: isso te deixa mais tranquilo ou só aumenta a sensação de que a gente está perdendo controle do que joga?
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