Globoplay: Cauã Reymond revela bastidores de “Jogada de Risco” e Cris explica o jogo

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Globoplay coloca a lupa nos bastidores do futebol em “Jogada de Risco” e, spoiler moral da história: dá para ser muito mais do que personagem quando você também ajuda a construir o roteiro.

Bastidores até por trás das câmeras: Cauã virou quase um diretor

Em “Jogada de Risco”, nova série do Globoplay, Cauã Reymond não fica só no modo “ator em cena”. Ao contrário. Ele explica que o envolvimento começou antes das gravações e foi bem além de interpretar Maurício, ex-jogador que decide recomeçar como empresário de atletas.

Foram seis anos de desenvolvimento. Nesse período, Cauã participou de etapas que muita gente do elenco nem imagina que existe no processo: pesquisa para dar base ao projeto, acompanhamento dos roteiros, colaboração na construção de diálogos, participação em testes, escolha de elenco e reuniões para achar “soluções” que deixassem a história mais orgânica.

Ele também relata que chegou a dirigir algumas cenas e diárias. Ou seja, é aquele cenário nerd perfeito para quem ama produção: a série não nasce só no estúdio, nasce também na cola do processo criativo.

Cris, o cérebro das negociações: Mariana Sena explica o poder por trás do terno

Do outro lado do tabuleiro está Cris, personagem de Mariana Sena. Na trama, ela divide com Maurício a condução das negociações e tenta ganhar espaço em um ambiente majoritariamente masculino.

Mariana deixa claro o papel estratégico: “A Cris é o cérebro dessa relação”. Não é só fala bonita. A personagem tem expertise para lidar com situações de pressão, escolher quando avançar e quando recuar, e apontar a melhor tomada de decisão para o protagonista.

O mais legal para quem curte narrativa cheia de tensão é que a atriz destaca uma característica que evita que a personagem vire “fácil de ler”. A Cris não é totalmente decifrável: você nunca sabe o que ela está pensando, nem se está concordando ou discordando. Isso mantém as possibilidades abertas até o fim.

Educação financeira e o lado amargo do “jogo”

Mesmo sendo ficção, “Jogada de Risco” mergulha em temas que soam bem reais. Um dos pontos que mais afetou Cauã durante a pesquisa foi a má administração financeira de atletas ao final da carreira. A série usa isso como um motor dramático, conectando escolhas pessoais a consequências profissionais.

Ele ressalta que o problema não fica restrito ao futebol. A lógica é parecida em vários setores: quando a renda para de entrar do jeito alto e constante, quem não ajusta os gastos ou não tem educação financeira pode acabar refém de má influência, familiares ou amigos.

É aquela mistura de entretenimento com reflexão que funciona muito bem no streaming: você assiste achando que é só intriga de bastidor e, quando vê, está pensando na vida fora da tela.

Como a série chega perto da realidade (sem ser “baseada em um caso” específico)

Outra sacada do projeto é o compromisso com proximidade. Cauã afirma que a série não está inspirada em uma situação real específica, mas que a equipe mergulhou na realidade do mercado do futebol para construir situações convincentes.

O resultado é um universo onde o público provavelmente vai se reconhecer. A sensação descrita é quase de “caramba, rola isso mesmo?”. E rola, no sentido de dinâmica humana, poder, interesses, traições e decisões rápidas que mudam tudo em minutos.

Para quem quer entender melhor esse tipo de produção e como o futebol aparece no audiovisual, vale a referência do universo do futebol e como ele é frequentemente usado como contexto narrativo.

“Jogada de Risco” é só entretenimento, ou é um teste de sobrevivência de verdade?

Entre Maurício e Cris, o que “Jogada de Risco” entrega vai além de intriga. É a ideia de que, no fim das contas, poder não é só quem tem, é quem entende quando agir. E se a Cris é mesmo o cérebro do tabuleiro, você consegue antecipar o próximo passo dela?

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