Macacos, a peça de Clayton Nascimento, vai virar filme com produção dos Estúdios Globo. Sim, o mundo corporativo decidiu abraçar narrativa pesada. E agora a gente quer saber: como isso sai do palco e chega na tela grande?
- O que está rolando com Macacos
- Quem está por trás do projeto
- Tema e responsabilidade: por que isso importa
- E Os Tatuyos, vai ter?
- Caminho até a estreia: quando chega
O que está rolando com Macacos
O longa-metragem em desenvolvimento baseado na peça Macacos ganhou sinal verde para virar filme pelas Estúdios Globo. A notícia foi divulgada com exclusividade pela Variety e aponta que o projeto já está em fase de construção, com previsão de início das filmagens para 2027. Ou seja: ainda tem chão pela frente, mas a rota já foi traçada.
A adaptação vai trabalhar um trecho da peça que trata do caso de Eduardo de Jesus Ferreira, um menino de 10 anos morto em 2015 durante uma operação policial no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Traduzindo: não é “drama genérico”, é narrativa ancorada em realidade e com potencial de impacto social.
Quem está por trás do projeto
Em vez de “pegar e filmar qualquer coisa”, o projeto já indica cuidado de processo. Clayton Nascimento, autor da peça, vai atuar como consultor do roteiro. Isso ajuda a manter a essência do texto e o tipo de olhar que a peça constrói no palco.
O roteiro fica sob responsabilidade de Mariana Jaspe, com supervisão de Jaqueline Souza. Esse tipo de arquitetura criativa costuma ser o que separa adaptação que respeita a obra daquela que só usa o nome como isca.
Tema e responsabilidade: por que isso importa
Segundo Amauri Soares, diretor da TV Globo e dos Estúdios Globo, o longa deve abordar temas como racismo estrutural e violência contra comunidades negras. Em 2026, isso não é pauta “de momento”. É pauta estrutural. E, quando vai para cinema e televisão, a discussão fica mais ampla.
E aqui entra uma parada que nerd gosta de entender: adaptar para audiovisual mexe com ritmo, ponto de vista e construção de empatia. O filme precisa equilibrar força dramática com linguagem responsável, porque o assunto não é abstrato. É história com consequências reais.
E Os Tatuyos, vai ter?
Além de Macacos, os Estúdios Globo também colocaram outro projeto em desenvolvimento: o telefilme Os Tatuyos, em parceria com a Artrupe Produções. A comédia acompanha um jovem surfista carioca que se apaixona por uma indígena ao vê-la em um vídeo viral e viaja até sua aldeia para tentar viver o romance.
O telefilme será filmado no segundo semestre deste ano e pode ter lançamento no Globoplay, Telecine ou TV Globo. Ou seja: enquanto um projeto mira reflexão social, o outro vai na vibe romance com tempero cultural. A Globo está diversificando o cardápio, oficialmente.
Caminho até a estreia: quando chega
Macacos ainda não tem data de estreia definida. Mas com previsão de filmagens para 2027, a gente pode esperar que a estratégia de distribuição e lançamento seja alinhada ao calendário do estúdio e ao posicionamento do projeto.
Se você curte cultura nerd no sentido mais amplo, isso aqui é um prato cheio: adaptação de teatro para tela costuma exigir leitura de linguagem e, principalmente, escolhas de quem vai conduzir o olhar do público. E, no caso de Macacos, o olhar vai ser cobrado.
Para entender melhor o contexto de operações policiais no Rio de Janeiro, você pode conferir informações gerais em Complexo do Alemão.
Esse filme de Macacos vai ser arte com impacto, ou só mais um “projeto importante” na prateleira?
A expectativa é alta, e a responsabilidade também. A pergunta é: você acha que Macacos vai conseguir manter a potência da peça no cinema, sem suavizar o que precisa ser encarado? Comenta aí.
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