Rentrée geek: cinema, streaming e teatro [GUIA] com estreias

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Setembro é aquele mês em que os palcos voltam depois da pausa do verão e, do mesmo jeito, o cinema e o streaming chegam à rentrée com estreias para todos os gostos. Sim, é oficialmente a temporada de “só mais um episódio” e “só mais uma ida ao teatro”.

O que vale no cinema em setembro

Se você é do time que respeita o ritual do ecrã grande, setembro vem com promessas bem fortes. Primeiro: o documentário “Oasis: Don’t Look Back in Anger”, que leva à sala de cinema o regresso dos irmãos Liam e Noel Gallagher aos palcos, incluindo uma primeira entrevista conjunta em décadas. É daquelas coisas que fazem o peito apertar e o pé bater, sabe?

Agora, se você prefere comédia com tempero de caos, há “O Jacaré”, fechado na vibe de thriller urbano com um assalto de 180 mil euros e um jacaré chamado Gigolô a fazer a sua aparição no meio do caos da Reboleira. E sim, o filme faz o jogo de comédia, drama e suspense sem pedir desculpa.

Para quem gosta de histórias com ritmo e elenco português, a comédia “Santo António, o Casamenteiro de Lisboa” coloca Rita Blanco e Joaquim Monchique no papel de funcionários da Câmara que tentam “reinventar” um evento que ameaça o emprego deles. Depois entra uma multinacional francesa na equação e a missão fica ainda mais torta.

Fechando o pacote de salas: “Magia e Sedução: Segredos de Família”, com Sandra Bullock e Nicole Kidman de volta como Sally e Gilliam Owens. A maldição familiar ganha mais páginas, viagens ao Reino Unido e um regresso de elenco que sabe que nostalgia também é argumento.

Para contextualizar o universo cinematográfico das produções e elenco ao estilo “nerd que investiga”, vale bater o olho em referências como a Wikipédia de Oasis quando precisar de relembrar datas e formação. (Sim, eu sei, é o mapa do tesouro dos fãs.)

Streaming sem pedir licença

No streaming, a rentrée vem com uma mentalidade clara: ou você assiste, ou você perde o meme. A começar por “Monstro: A História de Lizzie Borden” na Netflix. A série revisita o caso de 1892, do assassinato à machadada em Massachusetts, e revisita a lenda com o foco em Lizzie Borden. Ryan Murphy e equipa voltam ao formato de antologia, onde o crime real vira narrativa com tensão e estética própria.

Na zona da série europeia e do crime bem embalado, aparece “4 Blocks Zero” no HBO Max. Esta prequela recua à Berlim dos anos 90 e acompanha Malik Hamady quando tenta construir uma vida melhor com a família. Só que o cunhado Ibrahim volta da prisão e um segredo perigoso começa a dar tilt em tudo. Spoiler interno? Dá para sentir o que vem aí sem precisar de superpoderes.

E tem ainda o documentário sobre Joana Marques, “Culpada ou Inocente?” no Prime Video, que chega em setembro pela perspetiva da humorista. A graça aqui é dupla: mistura comédia e justiça, mas com o peso do que realmente aconteceu e o impacto que ultrapassou os tribunais.

Teatro que provoca (e faz rir)

Teatro em setembro é aquele desbloqueio que muita gente adia. A peça “Cantar de Galo” no Teatro Carlos Alberto (Porto) pega num símbolo português e transforma a pergunta em motor dramático: e se o galo de Barcelos pudesse contar a própria história? A direção e interpretação de Jorge Andrade puxam para uma reflexão sobre fascismo, nacionalismo e liberdade, atravessando períodos históricos com humor e desconforto na medida certa.

Em Évora, “Pouvoir” usa teatro de marionetas para discutir liberdade, poder e participação, partindo do ponto de vista de uma marioneta farta de ser manipulada. A ideia é simples e afiada: o palco vira laboratório social, e o público é convidado a imaginar sistemas alternativos.

Já em Lisboa, “Dois + Dois” no Teatro Villaret volta com comédia e perguntas difíceis sobre amor, desejo e fidelidade. Com João Jesus, Jessica Athayde, Ana Cloe e Miguel Raposo, a peça explora o choque entre rotina e novidade, o que os casais mostram e o que escondem. Traduzindo: é aquele tipo de conversa que você faz depois do jantar, mas em palco.

A rotina perfeita de setembro para quem é fã

Se você quer maximizar a rentrée sem virar zumbi, aqui vai um plano simples. Dia de semana: streaming com episódio curto e vibe de antologia ou crime, porque é perfeito para não “perder o fio”. Fim de semana: cinema quando der, especialmente se o filme tem evento, música, ou aquele charme de sala cheia. E quando a cabeça estiver cansada do feed, mete o teatro na agenda. Teatro é o reboot mental de graça.

O resultado? Você vive setembro como se fosse uma season completa, sem cair no clássico “amanhã eu vejo”. E, cá entre nós, a melhor parte é contar histórias depois. Tipo: “eu fui ao teatro e agora não consigo ver o mundo do mesmo jeito”. Sim, fica meio dramático, mas é isso que é bonito.

Você vai deixar setembro passar, ou vai transformar a rentrée no seu modo level-up?

Entre estreias no cinema, séries no streaming e peças que misturam humor e política, setembro chegou para lembrar que cultura não tira férias. Agora é contigo: qual vai ser o teu primeiro “ok, eu só vou ver mais um” ou “hoje eu mereço uma sessão de teatro”?

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