Monstro: Lizzie Borden na Netflix [ENTENDA] o que a série revela

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Monstro chega à Netflix com mais uma temporada inspirada em um dos crimes mais famosos dos EUA: Lizzie Borden. E sim, tem machado, tensão e aquela sensação de “como assim ninguém resolveu isso direito?”.

ENTENDA o hype: Ryan Murphy voltando para o true crime com tempero de drama

Se você curte true crime, sabe que Monstro virou aquela “série evento” da Netflix. A pegada é reconstituir crimes reais com personagens intensos, narrativa que te prende no sofá e debates eternos no estilo “ok, mas quem realmente fez?”. A quarta temporada agora troca os históricos mais conhecidos por um nome que virou lenda: Lizzie Borden.

O novo caso em Monstro: Lizzie Borden

Na última quinta-feira (17), a Netflix disponibilizou de uma vez os oito episódios da nova temporada de Monstro. Desta vez, a história é inspirada nos assassinatos ocorridos em 1892, quando Lizzie Borden foi acusada de matar o pai e a madrasta com golpes de machado.

O ponto que acelera o coração é a atmosfera: uma casa onde todo mundo parece ter algo a esconder, uma tensão familiar que só cresce e aquela sensação de que, no fim, a verdade pode ter sido engolida pelo medo e pelas versões convenientes.

Quem é quem no elenco e por que isso importa

O papel principal fica com Ella Beatty, escalada para encarnar Lizzie. E quando a Netflix coloca gente forte no elenco, a chance de funcionar é alta: a produção também conta com Charlie Hunnam, Rebecca Hall e Vicky Krieps.

O “combo” aqui é importante porque a série criada por Ryan Murphy e Ian Brennan sempre trabalha bem a dinâmica psicológica. Em outras temporadas, o que prende não é só o crime, é o jeito como a mente dos personagens fica torta diante das acusações.

Aliás, dá para lembrar de temporadas anteriores que abordaram casos como Jeffrey Dahmer, Lyle e Erik Menendez e Ed Gein. O DNA é parecido, mas a ferida é diferente.

O que a história real de Lizzie Borden traz

Na vida real, Lizzie tinha 32 anos quando Andrew e Abby foram encontrados mortos na própria casa em 4 de agosto de 1892. A acusação pesou, mas a jovem nunca confessou.

A série destaca uma relação bem conturbada entre Lizzie e a madrasta. O detalhe real é que não existia consenso sobre o tamanho do atrito. Ainda assim, a leitura de época sugeria que Abby estaria ligada ao dinheiro da família, e isso alimentaria a desconfiança.

Também tem a parte bizarra e reveladora: a relação com o pai teria desandado depois de ele matar pombos do pombal da filha. Furiosa, Lizzie teria se mudado, mas voltou uma semana antes do crime. A tensão, portanto, não era “do nada”. Ela vinha acumulando.

Quando o casal foi assassinado, as únicas pessoas na casa eram Lizzie e a governanta Bridget. No universo da produção, a relação entre as duas fica mais íntima. Uma teoria real famosa especula que elas poderiam ter um vínculo amoroso, o que adiciona camadas ao julgamento e às motivações.

Em relatos históricos, acredita-se que os crimes tenham sido com golpes de um machado, mas a arma não pôde ser determinada com certeza. A polícia também não encontrou roupas sujas de sangue, porém existiam vestidos manchados por causa do ciclo menstrual, que Bridget teria lavado em casa.

Por que esse caso ainda fascina

O julgamento de Lizzie terminou com absolvição. O júri, segundo registros, entendeu que o crime teria sido brutal demais para uma mulher cometer. O problema é que, no fim, ninguém mais foi investigado com o peso necessário para fechar a conta.

Lizzie morreu de pneumonia aos 66 anos sem confessar. E aí nasce o combustível do entretenimento: quando a história real fica sem respostas definitivas, a imaginação vira fanfic da vida real, só que com documentos, teorias e obsessão coletiva.

Em outras palavras: Monstro não está só recontando fatos. Está cutucando o que ainda dói na nossa curiosidade.

Para contexto do caso histórico, vale conferir também a página sobre Lizzie Borden na Wikipédia.

Você acredita que a série “explica” Lizzie Borden ou só deixa a dúvida mais gostosa?

A quarta temporada de Monstro joga luz em um caso que nunca fechou de verdade. E aí fica a pergunta que a Netflix sempre sabe fazer bem: é suspense psicológico ou é só falta de prova empilhada com narrativa afiada?

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