Naoki Hamaguchi revelou que já chegou aos créditos finais de Final Fantasy VII Revelation nada menos que 46 vezes. Sim, isso mesmo. O cara basicamente virou o chefe secreto da paciência e do completismo.
- Quantas vezes o diretor já chegou aos créditos?
- Por que ele estima mais de 100 horas para “ver tudo”?
- Completismo ou história na velocidade do foguete: o que muda?
- Highwind, conteúdo e o tamanho do capítulo final
- Vale a pena mirar nas 100 horas?
Introdução: quando o próprio diretor vira o speedrunner do próprio jogo
Se você é do time que abre mapa, fuça em cada menu e ainda tenta achar “aquele detalhe escondido” como se fosse missão paralela da vida real, vai se identificar. O diretor de Final Fantasy VII Revelation, Naoki Hamaguchi, comentou sobre o tamanho do capítulo final e deixou uma informação que bate como um spoiler emocional para qualquer um que pensa em zerar com calma. E sim: são 46 chegadas aos créditos finais.
Quantas vezes o diretor já chegou aos créditos?
Em entrevista repercutida por veículos como o GameSpot, Hamaguchi contou que já finalizou o jogo 46 vezes antes mesmo do lançamento. A frase dele deixa claro que isso não é só “zerar por zerar”. É checar e validar recursos, testar fluxos e olhar detalhes como um dev que acorda e escolhe o trabalho.
Ele também comentou que tenta repetir esse processo quando consegue. Em viagens de negócios, por exemplo, ele usa o tempinho livre para checar versões mais recentes. Traduzindo: até no modo avião, o diretor está caçando bugs como quem procura matéria-prima para a próxima fase.
Por que ele estima mais de 100 horas para “ver tudo”?
O ponto mais importante é a promessa de duração para quem quer explorar cada elemento. Hamaguchi disse que, se ele fosse analisar e verificar cada recurso do jogo, levaria facilmente mais de cem horas do começo ao fim.
Claro que nem dá para fazer isso em toda jogatina. Como diretor, ele tem um calendário (o que já prova que a gente não vive no “modo RPG” dele). Então em alguns testes, ele pula combates ou foca só na história principal para ganhar velocidade e não travar a produção por causa de sidequests.
Completismo ou história na velocidade do foguete: o que muda?
A real é que Final Fantasy VII Revelation parece ter conteúdo suficiente para agradar os dois estilos: quem quer só o enredo e quem quer virar detetive de mecânicas. A diferença está no seu “contrato mental” com o jogo.
Se você topar o caminho do completismo, a tendência é estourar as horas por causa de minigames, batalhas extras e áreas para explorar. Já quem quer seguir direto, consegue encurtar o caminho pulando partes do conteúdo que ele mesmo mencionou como “não dá para verificar em todas as partidas”. Basicamente, o jogo oferece roteiro e também oferece labirinto.
Highwind, conteúdo e o tamanho do capítulo final
Dentro desse clima de “vamos rechear tudo”, o texto lembra que o grupo vai usar uma aeronave icônica, a Highwind, para se locomover. E quando você junta locomoção em mundo maior com mais áreas, minigames e batalhas, o resultado é aquele tipo de experiência que faz o jogador olhar o contador e pensar “ok… isso é jogo de verdade mesmo”.
E tem outro detalhe que reforça a ambição: o jogo pode ter um download enorme e a conversa recente aponta algo na casa de 200 GB. Ou seja, não é só tempo de tela. É “volume” de produção também. Para contextualizar esse universo, vale dar uma olhada em Final Fantasy VII e entender o quanto essa narrativa tem peso na história da franquia.
Você teria coragem de zerar 46 vezes antes do lançamento?
Com uma promessa de mais de 100 horas para quem quer ver tudo, Final Fantasy VII Revelation parece preparado para virar aquela referência de RPG “longo do jeito certo”. Mas aí vem a pergunta que dá pra comentar: você seria do time que vai atrás de cada detalhe… ou do time que só quer chegar na luta final contra Sephiroth sem piedade?
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