Blade: Mahershala Ali detona Kevin Feige? [ENTENDA]

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Blade virou assunto de bastidor pesado: Mahershala Ali revelou que concorda com Kevin Feige ter se sentido um “perdedor” por não ter feito o filme. E, sinceramente, faz sentido no nível “treinei o ano inteiro e nada andou”.

O “perdedor” que doeu em Feige

Em entrevista à GQ, Mahershala Ali comentou uma colocação de Kevin Feige sobre o reboot de Blade. A fala em questão foi quando Feige disse, em essência, que se considerava um perdedor por não ter conseguido tirar o projeto do papel com o ator no papel principal.

Ali foi direto, concordando com o executivo. A resposta dele, no clima de “ok, isso é justo”, reforça como a produção não ficou só no papel. Quando um ator passa a acreditar no projeto e depois a bola começa a rolar para trás, vira um tipo de frustração que não dá para disfarçar.

Ali: treino, promessa e frustração

O que pega é o nível de comprometimento que Mahershala Ali descreve ter feito. Ele contou que treinou pesado, tanto que chegou a estourar o joelho. No imaginário gamer, isso é equivalente a você farmar 200 horas, pegar o boss final, e o jogo salvar não… salva. Só que no mundo real, com contrato, agenda e planejamento.

Segundo Ali, ele ficou esperando o estúdio seguir com o filme. Ele treinava, se preparava, aprendia artes marciais e esgrima, ajustava rotina e até mudou para Atlanta com a família, na expectativa de filmar em breve. A sensação, pelo relato, era de “agora vai”, e aí… mais adiamentos.

Por que o reboot de Blade travou por anos

O problema de Blade não parece ser só uma questão de opinião criativa. O reboot viveu uma sequência de turbulências típicas de filme grande: mudanças de direção, trocas de roteiristas e reestruturações de visão. Em 2019, o projeto foi anunciado na San Diego Comic-Con, com Ali confirmado.

Mas o que deveria ser um começo de jornada virou um loop de “próximo passo”. O primeiro diretor que entrou foi Bassam Tariq, que acabou saindo em setembro de 2022, poucos meses antes do início previsto das filmagens. E, enquanto isso, o roteiro também sofria alterações, com diferentes versões e ajustes de tema.

O que a história mudou ao longo do desenvolvimento

Uma das coisas mais interessantes do caso é que Blade não ficou congelado numa única linha narrativa. Houve um roteiro que se passa nos anos 1920 e abordava escravidão, segundo as informações que circularam sobre o documento em desenvolvimento. Essa mudança de recorte temporal influencia diretamente tom, estética e até a forma como o personagem se conecta ao mundo.

Também apareceu a participação de roteiristas conhecidos, como Beau DeMayo, criador de X-Men 97, e mais recentemente Eric Pearson, com o texto indo por revisões e modificações no caminho. Ou seja: não foi “um roteiro, fim”. Foi um trabalho sendo refeito até quando dava.

Para entender melhor o histórico do personagem no universo Marvel, vale conferir a ficha do Blade nos quadrinhos, porque o mito do personagem ajuda a explicar por que a produção carrega tanta responsabilidade.

Blade vai sair do limbo?

Entre treino que virou lesão, mudanças de direção e roteiros que parecem série de TV sendo reescrita no meio da temporada, dá para entender por que Ali ficou na defensiva e por que Feige teria sentido culpa. Agora a pergunta que fica é: Blade vai enfim engrenar, ou vai continuar sendo aquele “logo chega” que nunca chega mesmo?

Se você estivesse no lugar do Ali, você diria que Feige foi injusto ou que a culpa realmente faz sentido? Comenta aí.

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