Primetime abriu com força nos cinemas e colocou Robert Pattinson no topo de um novo recorde da A24.
- Uma estreia de peso
- O que explica o interesse?
- Crítica, público e orçamento
- E quando chega ao Brasil?
Uma estreia de peso
Robert Pattinson já provou que consegue transitar entre blockbusters e projetos bem mais esquisitos. Agora, Primetime também está chamando atenção na bilheteria: o filme arrecadou cerca de US$ 19,2 milhões em seu primeiro fim de semana nos Estados Unidos e no Canadá.
Com esse resultado, a produção garantiu a maior abertura de um filme de Pattinson pela A24, superando O Drama, que estreou com US$ 14,4 milhões no mercado doméstico. O longa anterior do ator, estrelado também por Zendaya, encerrou sua carreira mundial com US$ 134,7 milhões. Não é pouca coisa para um estúdio mais conhecido por apostas autorais do que por transformar cada lançamento em evento de shopping.
O número ainda coloca Primetime entre as maiores estreias domésticas da história da A24. O filme fica em terceiro lugar, atrás de Backrooms, com US$ 81,4 milhões, e Guerra Civil, que abriu com US$ 25,5 milhões. Ou seja: Pattinson não apenas bateu seu próprio recorde no estúdio, como deixou para trás um título que já tinha sido um começo bastante respeitável.
O que explica o interesse?
Dirigido por Lance Oppenheim, Primetime acompanha Chris Hansen, apresentador conhecido pelo programa To Catch a Predator. O roteiro de Ajon Singh parte do artigo Tonight on Dateline This Man Will Die, publicado por Luke Dittrich na Esquire em 2007. A mistura de televisão, crime e bastidores da busca por audiência já tem aquele potencial desconfortável que faz a gente pensar duas vezes antes de chamar tudo de “entretenimento”.
O tema conversa com o fascínio atual por histórias de true crime, mas também cutuca uma questão incômoda: até onde vai a linha entre expor uma investigação e transformar pessoas reais em espetáculo? É uma premissa que parece feita para o cinema independente, com espaço para tensão e zonas cinzentas, em vez de respostas mastigadas. E Pattinson, que costuma escolher personagens pouco previsíveis, combina com esse tipo de material.
Antes da estreia comercial, o longa passou pelo Festival de Veneza. Essa vitrine ajuda a criar conversa, mas a bilheteria mostra que o interesse não ficou restrito ao circuito de festivais. A curiosidade pelo tema e a presença de um astro com apelo popular podem ter se encontrado no momento certo.
Crítica, público e orçamento
Os primeiros números de recepção também são positivos. Primetime aparece com 87% de aprovação da crítica e 81% do público no Rotten Tomatoes, além de nota B no CinemaScore. Os índices superam os de O Drama no agregador, que registrou 76% entre críticos e 78% entre espectadores.
Claro, aprovação não é garantia de pernas longas nas salas, mas ajuda a manter o filme no radar depois do fim de semana de estreia. E há outro detalhe que torna o começo interessante: o orçamento estimado seria de US$ 14,5 milhões. A projeção citada para o ponto de equilíbrio gira em torno de US$ 36,2 milhões, então a abertura doméstica já representa um impulso importante para a produção.
Além de Pattinson, o elenco reúne Skyler Gisondo, Merritt Wever, Phoebe Bridgers, Anna Faris, Alex Winter, Bokeem Woodbine e Tony Revolori. Jeff Zucker também aparece como ele mesmo. É um conjunto curioso, daqueles que podem render encontros inesperados na tela.
E quando chega ao Brasil?
Por enquanto, não há data anunciada para a estreia brasileira. Então, apesar do bom desempenho nos Estados Unidos e no Canadá, ainda não dá para marcar a sessão por aqui. Para quem acompanha Pattinson desde os papéis mais improváveis até os grandes filmes de estúdio, fica a expectativa de ver como essa história de crime e televisão funciona na tela grande.
O resultado inicial já é uma vitória para a A24 e um novo marco para o ator dentro do estúdio. Agora, o desafio de Primetime é transformar uma estreia forte em uma trajetória consistente. Se a curiosidade do público continuar e a recepção se mantiver, esse pode ser mais um caso em que Pattinson escolhe um projeto fora do óbvio e acerta em cheio.
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