Backrooms ganhou um encontro inusitado com séries da HBO em um vídeo promocional que brinca com os corredores sem fim do filme.
- Um crossover com cara de pesadelo
- O vídeo é promocional, não um crossover
- Do YouTube para a tela grande
- O que esperar do filme
Um crossover com cara de pesadelo
A HBO Max resolveu usar a ideia mais simples e eficiente possível para divulgar Backrooms: Um Não-Lugar: pegar produções conhecidas da casa e jogá-las, por alguns instantes, naquele labirinto de salas amareladas que parece ter sido construído por alguém com alergia a janelas.
O vídeo reúne cenas de títulos como True Detective, Lanternas, Família Soprano e O Cavaleiro dos Sete Reinos. A graça está no contraste: personagens de universos bem diferentes aparecem cercados pela atmosfera claustrofóbica de Backrooms. É o tipo de brincadeira que faz a gente pensar que até Tony Soprano perderia a pose depois de errar a saída pela décima vez.
Confira a publicação da HBO Max:
https://x.com/hbomax/status/2105403664017805780
O vídeo é promocional, não um crossover
Vale separar a brincadeira da realidade: o material é uma peça promocional, não uma confirmação de que essas séries fazem parte da história do longa. Nada indica que Lanterna Verde vai cruzar uma porta amarela e encontrar um mafioso de Nova Jersey no corredor seguinte. Por mais que essa reunião rendesse uma conversa esquisitíssima, não é essa a proposta.
A HBO Max associa o clima do filme a cenas de seu catálogo para criar um vídeo curto e divertido. E funciona justamente porque as Backrooms já parecem um lugar onde qualquer pessoa, de qualquer série, poderia acabar presa depois de tomar o corredor errado. O cenário é familiar e estranho ao mesmo tempo, uma combinação que dá um tempero extra à divulgação.
Do YouTube para a tela grande
O universo de Backrooms nasceu nos vídeos de Kane Parsons, que transformou corredores vazios e iluminação fluorescente numa das imagens mais reconhecíveis do terror de internet. A série de vídeos The Backrooms já ultrapassou 70 milhões de visualizações no YouTube, e agora Parsons dirige a adaptação para o cinema.
Essa transição tem um apelo especial: a ideia começou com recursos de internet e uma sensação de desconforto difícil de explicar, não com um monstro pulando na tela a cada cinco minutos. Para quem curte terror, isso é promissor. Às vezes, um corredor aparentemente normal assusta mais do que uma criatura com dentes demais. É o medo de não saber onde você está, nem se existe uma saída, que faz a premissa funcionar.
O filme conta com apoio da A24, produtora associada a títulos de terror como Hereditário, Midsommar e A Bruxa. Parsons também chama atenção por ter 20 anos e ser apontado como o diretor mais jovem da história do estúdio. Uma responsabilidade e tanto para alguém que começou construindo um pesadelo com cara de vídeo encontrado na internet.
O que esperar do filme
O elenco é liderado por Chiwetel Ejiofor, conhecido por 12 Anos de Escravidão, e Renate Reinsve, de Valor Sentimental. Mark Duplass, Finn Bennett e Lukita Maxwell também estão no longa. A combinação de intérpretes experientes com uma ideia que ganhou força online ajuda a colocar a adaptação no radar, embora o desafio seja preservar a estranheza que tornou os vídeos tão populares.
Porque expandir uma lenda de internet para um longa exige mais do que repetir paredes amarelas e luzes zumbindo. O filme precisa fazer esse espaço render tensão, personagens e uma história que se sustente sem explicar cada canto do mistério. Se acertar o equilíbrio, Backrooms pode provar que um dos cenários mais assustadores da cultura pop recente não precisa de uma saída fácil. E, depois desse vídeo, até as séries da HBO parecem ter entendido que se perder ali não é exatamente um passeio de domingo.
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