Filmes dos Beatles ganharam novas imagens de bastidores, com Joseph Quinn e Paul Mescal caracterizados como George Harrison e Paul McCartney.
- Quinn e Mescal no set
- Um visual com cara de anos 1960
- Quatro Beatles, quatro pontos de vista
- Quem mais está na história?
- Quando os filmes chegam aos cinemas?
Quinn e Mescal no set
Joseph Quinn e Paul Mescal foram vistos durante uma gravação dos filmes sobre os Beatles dirigidos por Sam Mendes. As imagens circularam nas redes sociais neste sábado, 3 de outubro, e mostram os atores já caracterizados como dois dos músicos mais reconhecíveis da história do rock.
Quinn interpreta George Harrison, enquanto Mescal assume o papel de Paul McCartney. Não é exatamente pouca coisa: interpretar integrantes dos Beatles vem com uma comparação inevitável, porque todo mundo já viu fotos, entrevistas e apresentações do grupo até cansar. O desafio não é só lembrar os músicos, mas encontrar uma maneira de dar vida a eles sem transformar a atuação numa imitação de festa à fantasia.
Por enquanto, as fotos não revelam detalhes da cena nem confirmam qual momento específico da trajetória da banda está sendo filmado. Mas o figurino já serve como uma pista interessante sobre o período retratado.
Um visual com cara de anos 1960
A caracterização de George Harrison, especialmente o cabelo, aponta para o início dos anos 1960. É uma fase anterior à imagem mais psicodélica que muita gente associa aos Beatles, quando o grupo ainda estava construindo sua identidade e conquistando espaço para além de Liverpool.
Essa escolha visual pode parecer um detalhe pequeno, mas, numa história sobre uma banda que mudou tanto em apenas uma década, o período faz diferença. Os Beatles do começo da carreira não tinham a mesma imagem, o mesmo som ou a mesma relação com a fama que os músicos de Abbey Road. Se os filmes souberem usar essas transformações como parte da narrativa, já começam com um bom caminho pela frente.
Quatro Beatles, quatro pontos de vista
O projeto de Sam Mendes não será uma cinebiografia única e convencional. A proposta é lançar quatro filmes, cada um concentrado na perspectiva de um integrante: Paul Mescal como McCartney, Harris Dickinson como John Lennon, Barry Keoghan como Ringo Starr e Joseph Quinn como George Harrison.
As histórias devem se cruzar para acompanhar a trajetória do grupo, de Liverpool ao centro da cultura global, até a separação em 1970. É uma estrutura ambiciosa e, convenhamos, faz sentido para uma banda cuja história já foi contada e recontada de várias maneiras. Em vez de tentar encaixar tudo num filme só, Mendes tem espaço para mostrar como cada integrante viveu a mesma jornada de um jeito diferente.
Também é uma aposta que pode render contrastes interessantes. A parceria criativa de Lennon e McCartney costuma dominar as conversas sobre a banda, mas Harrison e Starr não eram figurantes na própria história. Dar a cada um um filme pode abrir espaço para perspectivas que ficam de lado quando a narrativa corre para chegar aos maiores sucessos.
Quem mais está na história?
O elenco inclui Harry Lloyd como George Martin, produtor musical de longa data dos Beatles, e James Norton como Brian Epstein, empresário do grupo. A produção também traz nomes ligados ao círculo íntimo da banda: David Morrissey interpreta Jim McCartney, pai de Paul; Leanne Best será Mimi, tia de John; e Bobby Schofield viverá Neil Aspinall, road manager e confidente dos músicos.
Completam essa turma Daniel Hoffmann-Gill como Mal Evans, roadie dos Beatles; Arthur Darvill como Derek Taylor, assessor de imprensa e amigo da banda; e Adam Pally como Allen Klein, empresário musical cuja relação com o grupo foi controversa. É um elenco de apoio parrudo, e a presença dessas figuras pode ajudar a mostrar que a história dos Beatles não aconteceu apenas nos palcos e nos estúdios.
Quando os filmes chegam aos cinemas?
As quatro cinebiografias têm estreia marcada nos cinemas para 6 de abril de 2028. Ainda falta bastante tempo, então estas imagens de set são só um primeiro gostinho, não um trailer disfarçado de notícia. Mesmo assim, ver Quinn e Mescal caracterizados torna o projeto um pouco mais concreto: os Beatles estão começando a sair do elenco anunciado e aparecer diante das câmeras.
Agora fica a curiosidade: como quatro filmes conectados vão equilibrar as diferentes versões dessa história sem repetir os mesmos acontecimentos em loop? Se Mendes acertar o ritmo, a ideia pode ser uma maneira bem diferente de revisitar uma banda que parece já ter sido tema de tudo. E, para quem cresceu ouvindo Hey Jude, Help! ou Come Together, acompanhar essa transformação na tela promete ser uma viagem e tanto.
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