Jesse Eisenberg e a série da A24: o que sabemos

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Jesse Eisenberg série A24: o ator vai escrever, dirigir e produzir um projeto ainda sem título, inspirado em um conto próprio.

Eisenberg assume o comando

Jesse Eisenberg está preparando uma série para a A24 e, desta vez, não vai ficar só na frente das câmeras. Ele será responsável pelo roteiro, pela direção e pela produção do projeto, que ainda não tem título nem elenco anunciado. Ou seja: por enquanto, temos uma ideia promissora e um nome bem conhecido no centro da criação, mas poucos detalhes concretos sobre como a série vai tomar forma.

Julia Brownell, roteirista de This Is Us, será a showrunner. É uma combinação interessante: Eisenberg parte de uma história própria, enquanto Brownell assume a condução do formato televisivo. Série não é filme esticado com pausas para o café; precisa construir ritmo e personagens ao longo de episódios. A presença de uma showrunner experiente pode ajudar a transformar a premissa em algo que sustente essa jornada.

Uma jovem em plena guerra cultural

A trama nasce de um conto escrito por Eisenberg e acompanha uma garota de 18 anos cujas convicções são colocadas à prova por novas ideias e relacionamentos. A história se passa no outono de 2002, período que o ator descreveu como o começo das guerras culturais. Não é exatamente uma época distante, mas já pertence a um mundo anterior às redes sociais como as conhecemos hoje.

Esse recorte pode render um drama sobre como a gente forma opiniões e o que acontece quando o círculo de convivência deixa de reforçá-las. Aos 18 anos, qualquer descoberta parece capaz de virar o mapa inteiro de cabeça para baixo. E, quando entram relações novas nessa equação, as certezas costumam ficar mais frágeis do que um plano de fuga do Império sem checar os caças TIE.

Existe a possibilidade de o projeto adaptar “Harper Jablonski”, conto incluído na coletânea Bream Gives Me Hiccups, publicada em 2016. Mas essa identificação ainda não foi confirmada. Melhor deixar a lupa investigativa na mesa por enquanto: sabemos que a série vem de um conto de Eisenberg, não qual texto específico será usado.

A24 e um time com cara de autoria

A parceria prolonga a aproximação de Eisenberg com a A24. O cineasta está por trás de A Grande Estreia, longa do estúdio estrelado por Julianne Moore que ele também escreveu e dirigiu. Para quem acompanha sua carreira, a série oferece uma chance de ver como suas ideias funcionam com mais espaço para desenvolver conflitos e personagens.

Eisenberg também é conhecido por interpretar Mark Zuckerberg em A Rede Social, papel que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de ator. Mas a novidade aqui não é apenas a presença de um rosto famoso: ele participa da criação em várias frentes, algo que pode dar à série uma identidade bem particular. Isso não garante acerto automático, claro. Às vezes, até capitão e navegador precisam recalcular a rota.

Netflix na disputa, mas sem confirmação

O projeto ainda será apresentado ao mercado, e a Netflix aparece como uma possível interessada. Isso não significa que a plataforma já tenha comprado a série. A empresa tem outras produções da A24 em seu catálogo, como Treta, mas, por enquanto, a distribuição deste novo título segue em aberto.

Peter Rice, ex-executivo da Disney e da Fox, é produtor executivo do projeto. Ele foi recentemente nomeado diretor de conteúdo da Netflix, mas não deve participar diretamente da produção. A expectativa é que a série seja oferecida a possíveis compradores nas próximas semanas. Até haver um anúncio oficial, ainda não dá para cravar onde ela será exibida.

O que esperar da série

O pacote tem ingredientes que chamam atenção: uma premissa sobre identidade e mudança, Eisenberg envolvido em roteiro e direção, Brownell na função de showrunner e a A24 como produtora. Só que faltam peças importantes, como título, elenco, número de episódios, cronograma e plataforma. A série está em desenvolvimento, não em contagem regressiva para estrear.

Por ora, a notícia vale mais pela combinação criativa do que por detalhes de produção. A ideia de acompanhar uma jovem confrontada por novas perspectivas pode render um drama íntimo, especialmente com o contexto de 2002 como pano de fundo. Se Eisenberg conseguir dar à história a mesma atenção que dedica aos personagens em seus trabalhos como roteirista, temos um projeto para acompanhar. Agora é esperar a próxima pista, sem transformar possibilidade em confirmação antes da hora.

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