Maelstrom: Keanu Reeves entra no lugar de Alan Ritchson

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Maelstrom ganhou um novo protagonista: Keanu Reeves substitui Alan Ritchson no filme de ação da Netflix.

Keanu assume o comando

Depois de Alan Ritchson, de Reacher, deixar o projeto, Keanu Reeves foi anunciado como protagonista de Maelstrom, novo longa de ação da Netflix. A troca coloca no centro da história um astro que já transformou ternos, armas e combates coreografados em praticamente uma marca registrada.

Ritchson parecia uma escolha bem natural para um thriller de pancadaria: o sujeito tem porte de quem poderia resolver uma briga só ocupando o espaço da sala. Reeves, por outro lado, traz aquela presença mais contida que os fãs de John Wick conhecem bem. Não sabemos ainda como o filme vai aproveitar esse repertório, mas a mudança certamente altera o tempero da produção.

Por enquanto, não há detalhes divulgados sobre o motivo da saída de Ritchson, nem informações de estreia ou início das filmagens. Então nada de montar teorias conspiratórias no estilo Reddit: o que está confirmado é a substituição e a participação de Reeves.

Uma noite contra o relógio

Em Maelstrom, um agente federal recebe a missão de proteger a noiva de um traficante de armas. Ela quer testemunhar contra o criminoso e, como costuma acontecer nesses filmes, isso transforma sua vida numa péssima noite para ficar sem um plano de fuga.

A situação piora com a chegada de um furacão. A tempestade interrompe as comunicações e impede que reforços cheguem, deixando os dois isolados enquanto os homens do traficante tentam encontrá-los. É aquela receita clássica de ação em que o clima não está apenas no cenário: também funciona como mais um inimigo.

A trama concentrada em uma única noite pode ajudar o filme a manter o ritmo sem precisar inventar subtramas para preencher espaço. E, convenhamos, furacão, criminosos armados e Keanu Reeves tentando sobreviver parecem ingredientes suficientes para uma sessão de sofá com pipoca e zero vontade de atender o celular.

Um projeto que esperou décadas

O caminho até a Netflix foi longo. O roteiro original é de Gregory Fitzpatrick, que já morreu, e está sendo revisado por Mark Bianculli, de How to Rob a Bank. A história chegou a ser apresentada em 1993, mas nunca saiu do papel. Agora, mais de três décadas depois, ganhou uma nova chance.

Essa demora não significa que o filme vá carregar a estética dos anos 1990, claro. Com um roteiro atualizado e uma nova escalação, Maelstrom pode acabar bem diferente da ideia que circulava na época. Ainda assim, existe algo curioso em ver um projeto antigo ressurgir: Hollywood tem uma gaveta de ideias esquecidas que parece maior que o arquivo de missões de um agente secreto.

O que esperar de Maelstrom

Na direção está Jaume Collet-Serra, cineasta de Bagagem de Risco, thriller de ação natalino que conquistou uma audiência enorme na Netflix. É um nome acostumado a conduzir tensão e perigo em espaços limitados, combinação que conversa diretamente com uma história de sobrevivência cercada por uma tempestade.

A parceria também dá uma pista do tipo de filme que podemos encontrar: ação direta, ameaça constante e uma situação que vai ficando mais apertada conforme a noite avança. Não é preciso reinventar o gênero para entregar diversão, mas o roteiro vai precisar dar personalidade aos personagens para que Maelstrom não seja só mais uma missão impossível com chuva forte.

Com Reeves à frente e Collet-Serra atrás das câmeras, o projeto já tem motivos para chamar atenção. Agora falta descobrir quando as gravações começam e, principalmente, se a Netflix vai transformar essa velha promessa em um thriller à altura do elenco. Até lá, a escalação nova já deixa uma pergunta divertida no ar: quantos capangas um furacão e John Wick disfarçado de agente federal conseguem enfrentar numa noite só?

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