50ª Mostra SP: o público já escolheu seus favoritos

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A 50ª Mostra SP terminou com escolhas do público que colocam produções brasileiras e internacionais em destaque.

Uma Mostra de grande escala

A 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo chegou ao fim na quinta-feira, 29 de outubro, com cerimônia no Teatro Cultura Artística. Foram duas semanas de programação, reunindo 394 títulos de mais de 90 países em 57 salas, espaços culturais e CEUs pela cidade.

É uma maratona e tanto, mesmo para quem tem energia de protagonista de shonen. Com tantos filmes na programação, os prêmios ajudam a destacar obras que conquistaram espectadores, júri e crítica. E, no caso do público, há uma boa mistura de cinema brasileiro e produções de outros países.

Os favoritos do público

Na categoria de ficção brasileira, o público escolheu dois vencedores: Feito Pipa, de Allan Deberton, e 100 Dias, de Carlos Saldanha. Já o prêmio de melhor documentário brasileiro foi para Fernanda, dirigido por Pedro Waddington.

Entre os filmes internacionais, O Sentido da Vida, de Ryūsuke Hamaguchi, levou o prêmio de melhor ficção. O reconhecimento de melhor documentário internacional ficou com O Beija-Flor Pinta Canções Perfumadas, de Matteo Norzi e Èlia Gasull Balada, coprodução do Peru, Estados Unidos e Catar.

Dois títulos brasileiros na ficção chamam atenção: em vez de uma escolha solitária, a premiação reconheceu tanto Feito Pipa quanto 100 Dias. É um resultado que dá espaço a mais de uma produção nacional e mostra como a votação popular pode criar um retrato diverso das sessões que marcaram a edição.

O júri e a crítica

Na competição, o prêmio do júri de melhor ficção foi para Cinco Anos, Quatro Meses, de Esteban Hoyos García e Juan Miguel Gelacio, filme da Colômbia e dos Estados Unidos. A categoria de documentário premiou O Beija-Flor Pinta Canções Perfumadas, que também conquistou o público internacional.

Fernanda Tovar recebeu o prêmio de melhor direção por Chicas Tristes, produção do México, Espanha e França. O mesmo filme também foi escolhido pela crítica como melhor filme internacional. Já o prêmio especial do júri foi para Edward Said: Entre Mundos, documentário dirigido por Maiken Baird.

Do lado brasileiro, a crítica premiou Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco, coprodução do Brasil e da Alemanha. Quando público, júri e crítica apontam para títulos diferentes, a lista fica mais interessante do que um simples placar: ela mostra que a Mostra abriu espaço para experiências e olhares distintos.

Prêmios que ampliam o mapa

As premiações especiais também contemplaram obras de diferentes perfis. O Prêmio Brada de melhor direção de arte foi para O Julgamento de Hein, de Kai Stänicke. Talismã, de Thais Fujinaga, recebeu o Prêmio Netflix, enquanto A Professora de Francês, de Ricardo Alves Jr., conquistou o Prêmio Projeto Paradiso.

Na seleção do Prisma Queer, Eu Planto Minha Mão no Jardim, de Boris Hadžija e Hoda Taheri, venceu como melhor filme internacional. O prêmio especial do júri foi para A Paixão Segundo G.H.B., de Gustavo Vinagre e Viva Couto, e London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli, levou o reconhecimento de melhor filme brasileiro.

Marco Bechis recebeu o Prêmio Humanidade. Já o Prêmio Leon Cakoff homenageou James Gray, Paulo Branco e S.S. Rajamouli. Com uma programação internacional enorme e reconhecimentos distribuídos entre várias frentes, a edição de aniversário termina deixando uma lista generosa para quem quer descobrir cinema além dos lançamentos mais comentados do ano. Agora fica a parte boa: anotar os títulos e torcer para que cheguem às salas brasileiras.

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