Resident Evil vai acabar? O plano dos próximos 10 anos

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Resident Evil pode encerrar sua história principal na próxima década, mas isso não significa que a Capcom vai guardar a franquia na gaveta.

O que Takeuchi quis dizer

Calma, fãs: ainda não é hora de espalhar as ervas verdes pelo chão e decretar o fim de tudo. Jun Takeuchi, produtor da série, comentou que a narrativa central de Resident Evil pode chegar a uma conclusão nos próximos dez anos. A palavra importante aqui é “história”, não “franquia”.

Em entrevista ao portal japonês 47 News, Takeuchi explicou que o lançamento de Requiem fecha um capítulo iniciado cerca de uma década antes. A fala gerou manchetes sobre o possível fim da série até 2036, mas essa leitura mistura duas coisas bem diferentes: encerrar um arco narrativo e parar de fazer jogos.

É como confundir o final de uma saga de Star Wars com o fechamento definitivo da galáxia. Uma história pode chegar ao seu destino sem que o universo perca espaço para novas aventuras.

Dez anos de plano, não de adeus

Segundo Takeuchi, a Capcom começou a pensar com mais cuidado no rumo da narrativa enquanto trabalhava no remake de Resident Evil 2, lançado em 2019. Até então, a trama da série havia crescido lançamento após lançamento, sem um grande mapa traçado desde o começo. A equipe passou a olhar para os jogos como partes de um plano de marca para uma década.

Esse período inclui os remakes de Resident Evil 2, 3 e 4, além de Village e Requiem. Takeuchi também mencionou que a ordem dos remakes ganha um significado quando os jogos são vistos em conjunto. Ou seja, não é só nostalgia com gráficos bonitos: existe uma intenção de organizar e conduzir a história central.

A declaração não confirma exatamente quando esse arco termina, nem revela todos os títulos que virão antes disso. O produtor evitou dar uma contagem de jogos inéditos, mas indicou que há vários lançamentos no horizonte. Para quem já estava imaginando uma contagem regressiva para o último jogo, ainda falta bastante para o alarme tocar.

A franquia ainda tem muita munição

A Capcom não parece ter motivo para abandonar uma de suas marcas mais populares. Resident Evil continua vendendo bem, e a série pode seguir por caminhos que não dependem da trama principal. Remakes, histórias paralelas, personagens conhecidos em novas situações e cenários inéditos são possibilidades que deixam a porta aberta.

Jill Valentine e Rebecca Chambers, por exemplo, poderiam voltar em projetos que explorem outros momentos da cronologia. E há espaço para sair dos corredores familiares: Masato Kumazawa, produtor de Requiem, já comentou que um jogo ambientado no Japão poderia acontecer no futuro. A série ainda não usou esse cenário nos jogos, apesar de ele ter aparecido em um mangá derivado oficial.

Isso não quer dizer que todas essas ideias estejam confirmadas. É apenas um lembrete de que o universo de Resident Evil não precisa ficar preso ao próximo capítulo da trama central. Se a Capcom quiser, dá para continuar espalhando zumbis por aí sem esticar uma história além do ponto.

O que pode vir depois?

O cenário mais provável é uma transição, não um funeral. A narrativa principal pode fechar um ciclo nos próximos dez anos, enquanto novos jogos exploram outros personagens, períodos ou lugares. A empresa ainda não explicou como fará isso, então vale separar o que foi dito do que a gente gostaria de ver.

Como fã, prefiro uma história com começo, meio e fim a uma trama que continua só porque a máquina precisa girar. Mas isso não exige que a franquia desapareça. Se a Capcom souber equilibrar encerramento e novas ideias, podemos ganhar um final satisfatório para o arco atual e, depois, outra visita àquela mansão onde ninguém deveria entrar sem munição sobrando.

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