Robopocalypse vai ganhar uma série com Ron Howard na direção do piloto e Akiva Goldsman no roteiro.
- Quem está no comando?
- Uma guerra contra as máquinas
- O longo caminho até a TV
- Agora, a pergunta é: quando?
Quem está no comando?
A adaptação do romance de Daniel H. Wilson está sendo desenvolvida pela Imagine Entertainment e pela Weed Road. Ron Howard vai dirigir o episódio piloto, enquanto Akiva Goldsman escreve a série e assume a função de showrunner. A Amblin Entertainment, empresa de Steven Spielberg, também participa como produtora executiva.
Nos bastidores, a produção reúne Brian Grazer e Jeb Brody, da Imagine, além de Greg Lessans e Rachel Wizenberg, da Weed Pictures. É um time experiente, mas isso ainda não significa que a série já tenha casa: por enquanto, o projeto não está ligado a emissora ou serviço de streaming.
Howard e Goldsman já trabalharam juntos em Uma Mente Brilhante, filme que rendeu a Howard os Oscars de direção e melhor filme, e a Goldsman a estatueta de roteiro adaptado. Currículo forte, portanto. A questão é descobrir se essa parceria vai encontrar em Robopocalypse o formato certo para uma história que já passou anos tentando chegar às telas.
Uma guerra contra as máquinas
O livro imagina uma guerra entre a humanidade e robôs controlados por uma inteligência artificial avançada. A premissa tem aquele sabor familiar de ficção científica em que a tecnologia criada para facilitar a vida resolve cobrar a conta. Só que, segundo a proposta da obra, o conflito não é apenas um desfile de máquinas perigosas: também importa o que acontece com as pessoas quando os sistemas em que confiam se voltam contra elas.
É justamente aí que a ideia pode render mais na televisão. Uma série tem espaço para acompanhar diferentes personagens e mostrar como uma crise desse tamanho se espalha, em vez de correr para encaixar tudo em duas horas. Claro, isso depende de roteiro e execução. Robôs ameaçadores são legais, mas não sustentam uma temporada sozinhos. Até os Exterminadores precisam de uma boa história para além do metal e das explosões.
Howard destacou o suspense e a escala da trama, mas também os temas humanos e a sensação de que aquele futuro não parece tão distante. É uma combinação que conversa com os nossos receios atuais sobre inteligência artificial, sem que isso transforme automaticamente a série numa previsão literal do amanhã.
O longo caminho até a TV
Robopocalypse já teve uma jornada de adaptação quase tão movimentada quanto a guerra que conta. Steven Spielberg comprou os direitos antes mesmo da publicação do romance. Drew Goddard chegou a escrever uma versão do roteiro, e Anne Hathaway e Chris Hemsworth foram cotados para estrelar o projeto.
O filme acabou engavetado por Spielberg em 2014. Anos depois, em 2018, Michael Bay tentou assumir a adaptação, mas a versão cinematográfica também não avançou. Agora, a troca do cinema pela televisão pode ser uma chance de dar mais fôlego à história, além de um lembrete de que anúncio de desenvolvimento não é garantia de estreia.
A participação executiva da Amblin aproxima o novo projeto do estúdio ligado à tentativa anterior de Spielberg, mas o formato e a equipe criativa mudaram. O que ainda não sabemos é se a série vai seguir de perto o romance ou tomar liberdades para construir sua própria versão desse apocalipse tecnológico.
Agora, a pergunta é: quando?
Por enquanto, não há plataforma, canal, elenco confirmado nem previsão de estreia divulgada. O primeiro marco concreto será o piloto dirigido por Howard; depois disso, ainda será preciso entender se a produção recebe sinal verde para seguir adiante e como vai montar o restante da temporada.
Vale manter o entusiasmo no modo cauteloso. O projeto tem nomes de peso e uma premissa que combina ação com um tema bem atual, mas Robopocalypse já mostrou que chegar ao papel não é o mesmo que chegar à tela. Se a equipe conseguir equilibrar escala, suspense e personagens que importam, a série pode finalmente encontrar o caminho. Até lá, o apocalipse das máquinas continua em desenvolvimento, não na nossa sala de estar.
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