Anime Friends 2026 já tinha começado em modo turbo no primeiro dia, mas na sexta (3) foi aquele respiro: corredores mais “respiráveis” e tempo pra olhar tudo com calma, estilo personagem secundário virando protagonista.
Do caos ao respiro nos corredores
A sexta chegou com aquela energia de evento grande, mas sem a mesma sensação de “fila até o infinito”. O público continuava forte, porém os corredores do Anime Friends 2026 deixaram a navegação bem mais tranquila. Resultado: deu pra andar, parar, comparar e descobrir coisas sem ficar no modo sprint o tempo todo.
E isso muda tudo. Quando você não precisa desviar de multidão a cada dois passos, consegue bater o olho em uma mesa específica, notar detalhes diferentes e até revisitar áreas pra pegar aquele item que você jurou que ia comprar depois. Spoiler: geralmente não existe “depois”, existe “agora ou choro”.
Artists’ Alley: o paraíso das pequenas obras gigantes
Se tem um espaço que não decepciona no Anime Friends, é o Artists’ Alley. É impossível entrar pensando em “só dar uma olhada”. Entre ilustrações, adesivos, pins, chaveiros, prints e produtos autorais, cada mesa parece ter uma assinatura visual própria. E sempre tem aquele detalhe que te fisga, seja no traço, na paleta de cores ou no tema daquele lote.
Nessa rodada, além de sair com vários itens novos, a parte mais boa foi a conversa. Comprar é legal, mas bater papo com os artistas é tipo apertar o botão “story mode”: você entende as inspirações, ouve histórias por trás do trabalho e percebe como a cena independente cresce ano após ano. É menos “consumir” e mais “conectar”.
Também rolou aquele momento de descobrir novos escritores. No meu percurso, eu conversei com Jeff, autor de Rei de Lapa, e com Bex e Thai, escritoras de Pétalas de Akayama. O mais legal é que a experiência não fica só no objeto na mão. Você sai com vontade de ler, porque agora tem rosto, processo e intenção por trás.
Panini e NewPOP: lançamentos que gritam “leva pra casa”
Depois do Artists’ Alley, foi hora de passear pelas editoras, que estavam recheadas de novidades. A Panini levou uma seleção forte para o evento. Um dos destaques foi a edição da Mulher-Maravilha com estética inspirada em Berserk, que realmente chama atenção pela proposta visual. E tem os boxes que funcionam como imã de gente: no stand, Chainsaw Man estava lindão, com a galera parando só pra admirar e, claro, considerar pegar um pra coleção.
Já na NewPOP, a sensação era de “missão completa”. A proposta foi aumentar o acervo, e foi difícil sair sem garantir alguns volumes que faltavam na estante. Pra quem acompanha os lançamentos, o Anime Friends vira uma daquelas oportunidades perfeitas pra colocar leituras em dia e sair com um kit de nostalgia e ansiedade de virar a próxima página.
E sim, eu sei: a conta vem depois. Mas o coração, quando vê box bonito, faz basicamente uma invocação de “quero”.
Bambam, Cutie Pie e BL: literatura asiática em alta
O segundo dia também trouxe um momento bem especial pra quem curte literatura asiática. O Concerts In Brazil participou da coletiva de imprensa com Bambam, escritora tailandesa conhecida por Cutie Pie, obra que conquistou leitores no mundo todo e ganhou ainda mais evidência com a adaptação em série.
Bambam foi super simpática durante a conversa. Ela contou estar feliz por participar do Anime Friends e conhecer fãs brasileiros de perto. Um ponto que ficou no ar foi como o gênero BL (Boys’ Love) segue crescendo, ganhando mais espaço não só no Brasil, mas em diferentes países, com público cada vez mais diverso e engajado.
Ela também falou sobre o próprio processo de escrita, o carinho que recebe dos leitores e a emoção de ver histórias atravessando fronteiras. Foi daquelas conversas leves e divertidas que lembram por que eventos assim fazem sentido: são pontes entre culturas.
Sonic na SEGA e MUCC fechando o dia
Saindo da literatura, a energia migrou direto pros games. A SEGA marcou presença no Anime Friends com painel de novidades e área de testes. E, convenhamos, passar pelo estande e não jogar um pouco de Sonic seria praticamente um ato de heresia gamer.
Quando a noite chegou, o palco virou templo do rock japonês. O show do MUCC fechou o sábado com intensidade do começo ao fim, e o público respondeu na mesma medida: cantando, vibrando e garantindo que o evento terminasse com aquele gosto de “ok, isso foi memorável”. Se o primeiro dia foi sobre sentir a grandiosidade do Anime Friends, a sexta foi sobre descobrir os detalhes que tornam tudo especial.
No fim das contas, talvez essa seja a maior qualidade do Anime Friends 2026: sempre existe algo esperando pra ser descoberto nos corredores, mesmo pra quem já sabe onde tudo fica.
Qual vai ser seu próximo “achado” no Anime Friends?
Entre Artists’ Alley, editoras cheias de lançamento, literatura BL atravessando fronteiras, testes de games e um show pesado de MUCC, a sexta (3) provou que calma também é estratégia. Agora é torcer pra você não demorar tanto no próximo corredor… porque o “eu volto depois” quase nunca volta.
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