Revisão: Juliana Paiva Zapparoli e eu, mesmo fugindo da minha zona de conforto, caímos no Anime Geek de maio de 2026 em Belém do Pará para testemunhar como a galera do Norte faz acontecer um evento geek com energia de sobra e programação do tipo “tem de tudo”.
- Belém do Pará em destaque no Anime Geek
- Mapa do rolê: salas, andares e surpresas
- BelJogos e os indies paraenses que surpreendem
- Pokémon, Maid Café e os detalhes que pegam
- Palco principal: Piano que Toca, Grinnan e AniRap
Belém do Pará em destaque no Anime Geek
Mesmo com o grosso do engajamento geek brasileiro ficando mais concentrado no eixo Sudeste, é impossível ignorar o Norte do país quando o assunto é comunidade ativa. E Belém? Ô cidade que abraça fandom. Esse Anime Geek rolou em espaços da Faci e do colégio Ideal, e já dá pra sentir que a intenção era clara: juntar otakus, gamers, cosplayers e curiosos num mesmo ecossistema.
Um ponto que deixou tudo especial foi a composição do time de convidados. O influenciador Piano que Toca e o dublador Felipe Grinnan marcaram presença no palco principal, elevando o evento pra um nível “não é só hobby, é cultura pop acontecendo ao vivo”. Eu e o João (XAG) fomos representando o site, e confesso: foi a minha primeira experiência como imprensa fora do eixo, e a adrenalina veio junto.
Mapa do rolê: salas, andares e surpresas
O evento foi dividido em salas temáticas espalhadas por cinco ou seis andares. No térreo, a vibe era de “mercado geek”. Tinha merch local, quiosques vendendo itens e até espaço com referências ao trabalho do Felipe Grinnan. Também rolaram dois palcos, com o principal puxando atrações do horário oficial, tipo concursos de cosplay e uma disputa de comilança que parecia ter pacto com a fome.
Nos andares acima, a coisa ficou ainda mais variada. O primeiro andar tinha a sala do BelJogos e um Maid Café de Pokémon. Mais pra frente, apareceram PCs competitivos com jogos como LoL, WoW e CS. E sim, teve torneio de Super Smash Bros. Ultimate em sala própria. No topo do passeio, algumas atrações foram mais inusitadas: artes marciais, Just Dance, K-pop, karaokê, Beat Saber, além de um labirinto inspirado em Resident Evil. Ou seja: foi tipo RPG, só que sua classe era “visitante cansado, mas feliz”.
BelJogos e os indies paraenses que surpreendem
Se eu precisava de um momento “ok, isso aqui é importante”, foi quando cheguei na sala do BelJogos. A comunidade trabalha para difundir games com participação local e ainda ajuda a fortalecer o cenário de gamedev do Pará. E eles montaram uma sala pensada pra público testar e conversar com quem faz.
Entre os projetos apresentados, dois chamaram minha atenção logo de cara: Trio Adventure e Code Bunny. O Trio Adventure estava disponível para Nintendo Switch e é um platformer 2D por fases, com aquele gostinho nostálgico de jogo de navegador. Já o Code Bunny é outro tipo de pegada: são duas personagens jogáveis, com mecânicas próprias, pixel art dinâmica e uma referência clara ao universo de plataformas clássicas, lembrando Sonic e a energia de Mega Man Zero. A cereja do bolo? Eles comentaram que o jogo tem lançamento planejado para breve no Switch.
O que mais rende aqui, além do gameplay, é o contexto. Eu sabia que era brasileiro, mas não tinha noção do envolvimento paraense. Conversando com os organizadores, eles contaram que têm contato com os devs e até fazem entrevistas no canal do YouTube. Ganhei adesivos do Code Bunny e saí com a sensação de “isso aqui faz falta, e faz muito”.
Pokémon, Maid Café e os detalhes que pegam
A sala de Pokémon foi outro destaque, principalmente por conectar o universo do TCG com decoração temática e jogos no ecossistema da Nintendo, incluindo até títulos que fogem do “só o portfólio principal” e vão pra coisas como Mario Kart Wii e Super Smash Bros. Ultimate. O carinho era evidente.
Mas nem tudo foi perfeito. A impressão geral foi de que a sala estava pequena para a quantidade de atrações e, em alguns pontos, rolou uma sensação de organização irregular, com certos elementos parecendo colocados de qualquer jeito. Nada que “quebre o evento”, mas dá pra notar quando um espaço feito com amor precisa de mais fôlego e planejamento.
Sobre o Maid Café de Pokémon: eu tentei chegar, mas foi longe do tipo “atração disputada até no modo fast travel”. Fiquei de fora dessa vez, e sinceramente? Na próxima, eu volto só pra isso.
Palco principal: Piano que Toca, Grinnan e AniRap
O palco principal foi o coração do rolê. E o Piano que Toca fez jus ao nome: tocou músicas tradicionais de clássicos de videogame, tipo Sonic The Hedgehog e Guile de Street Fighter II, e ainda passeou por faixas de jogos recentes como GRIS e Genshin Impact, além de um hype bem do jeitão do fandom para coisas que ainda estão na conversa. Mas o mais legal foi a sequência de músicas da Nintendo, incluindo temas de Super Mario Galaxy, Super Mario Bros 3 e Donkey Kong Country 2.
O site também fez entrevista exclusiva com o Piano que Toca, e foi aquele tipo de conversa que passa educação e tranquilidade. Já o Felipe Grinnan entrou com apresentação comentando curiosidades da carreira e dos personagens. Por causa do aperto de horários, a entrevista acabou em formato de coletiva, e ela rendeu um texto e vídeo bem completos. Aliás, vale mencionar o trabalho dele em dublagens icônicas, e a conversa tocou até desafios na profissão e questões relacionadas à IA generativa. Se você curte esse assunto, vale dar uma olhada na entrevista do Felipe Grinnan pra entender o bastidor.
Quanto ao AniRap, ele cantou no palco com músicas geek, mas não foi entrevistado pela equipe naquele momento. Ainda assim, fechou o ciclo com aquela energia que fã reconhece na hora.
Pará faz barulho, e o Anime Geek entrega do jeito certo?
No fim, o Anime Geek de maio de 2026 foi um evento divertido e marcante, principalmente pela experiência de ir como imprensa pela primeira vez. Mesmo com correria, deu pra perceber que a comunidade geek paraense é engajada, tem paixão de verdade e sabe transformar uma programação cheia de salas em encontro de gente. Que venha a próxima, porque energia de fandom assim não deveria ficar só uma vez por ano.
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