Se bateu saudade de animes parecidos com Attack on Titan, estas dez histórias têm mistério, tensão e mundos cheios de segredos.
- O que faz uma boa substituta?
- Monstros, vingança e sobrevivência
- Mundos que escondem a verdade
- Guerra, identidade e escolhas difíceis
- Qual deles merece sua próxima maratona?
O que faz uma boa substituta?
Vamos combinar: não existe outro anime que simplesmente coloque uma peruca e ocupe o lugar de Attack on Titan. A série começa com a urgência de uma história de vingança, vira um quebra-cabeça sobre a própria realidade e termina discutindo guerra, poder e identidade. E ainda deixa Eren no centro de debates que continuam rendendo conversa até hoje.
Então, a ideia aqui não é procurar dez clones de titãs. É recomendar histórias que acertam em alguma parte dessa combinação: sociedades cercadas, protagonistas obcecados por respostas, conflitos políticos ou aquela sensação deliciosa de que o mundo está escondendo algo bem grande.
Monstros, vingança e sobrevivência
Kabaneri of the Iron Fortress é a escolha mais próxima no visual e no ritmo. Em vez de muralhas, a humanidade tenta sobreviver em comboios blindados, enquanto os Kabane, criaturas que lembram mortos-vivos, avançam. A série não esconde suas semelhanças com Attack on Titan, mas entrega ação ágil e confrontos bem animados. É uma boa pedida para quem quer adrenalina sem passar muitos episódios esperando a história engrenar.
Em Seraph of the End, um vírus devastador abre caminho para vampiros que mantêm crianças humanas sob seu controle. Yuu escapa de uma tentativa de fuga que termina em tragédia e transforma a perda em combustível para a vingança. A relação dele com Mika dá um peso emocional à trama, que mistura batalhas, hierarquias militares e criaturas sobrenaturais.
Fire Force troca os titãs por pessoas que se transformam em criaturas em chamas. Shinra entra para uma brigada especial e, junto da Companhia 8, começa a investigar a origem dos incêndios humanos. Por trás das lutas estilizadas e do humor, existe uma conspiração que vai aumentando de escala. Só um aviso de amigo: o tom pode oscilar bastante entre o drama e a comédia.
Já Gurren Lagann começa com uma humanidade escondida no subterrâneo, aterrorizada pelos homens-besta. Simon e Kamina sonham em alcançar a superfície, e a aventura cresce até propor conflitos muito maiores do que seu início sugere. Se você curte ver uma história expandir o próprio horizonte a cada arco, esse mecha tem energia de sobra.
Mundos que escondem a verdade
From the New World constrói uma sociedade aparentemente tranquila, onde jovens desenvolvem poderes psíquicos. Quando Saki começa a notar desaparecimentos e contradições, a utopia ganha rachaduras. É menos focado em ação do que Attack on Titan, mas compensa com terror psicológico e perguntas incômodas sobre o preço de manter uma sociedade em ordem.
Em No. 6, a paz da cidade futurista que dá nome à série também parece depender de verdades cuidadosamente escondidas. Shion protege Nezumi, um fugitivo, e acaba afastado da vida privilegiada que conhecia. O reencontro dos dois anos depois coloca a amizade no centro de uma trama sobre autoritarismo, desigualdade e os bastidores de uma cidade que se vende como perfeita.
Ergo Proxy é para quem gosta de mistério com atmosfera pesada. Em uma cidade protegida por uma cúpula, a investigadora Re-l Mayer apura casos ligados a robôs que começam a desenvolver consciência. A investigação leva aos Proxies e a perguntas sobre humanidade, memória e o mundo fora da cidade. Não é uma série que mastiga as respostas, então prepare a cabeça para montar algumas peças.
Gargantia on the Verdurous Planet começa no espaço, com o piloto Ledo caindo numa Terra quase toda coberta por água. A nova realidade, muito diferente da sociedade militarizada em que cresceu, faz com que ele questione a guerra contra os Hideauze e o que lhe ensinaram sobre eles. O choque entre culturas dá à série uma camada de descoberta que combina com a curiosidade por trás de Attack on Titan.
Guerra, identidade e escolhas difíceis
Se o que mais ficou com você foi o debate sobre quem merece ser tratado como humano, 86 Eighty-Six é parada obrigatória. A República de San Magnolia afirma combater sem perder soldados, mas quem vai para o campo de batalha são os jovens do Distrito 86, pessoas marginalizadas pelo próprio Estado. Lena, responsável por acompanhar uma unidade, começa a encarar a distância entre a propaganda e a realidade. É uma história de guerra que não trata seus custos como detalhe de fundo.
Land of the Lustrous troca humanos por seres feitos de gemas, perseguidos por Lunarianos que os capturam como objetos preciosos. Phos, considerada frágil demais para lutar, tenta descobrir mais sobre aquele mundo e proteger seus companheiros. A transformação da personagem dá à série uma abordagem singular sobre identidade e mudança. O anime não adapta toda a história do mangá, então vale saber que a jornada continua além da animação.
Qual deles merece sua próxima maratona?
Para ação rápida, eu começaria por Kabaneri. Para conspiração e dilemas sociais, iria de 86 ou From the New World. E, se a vontade é trocar o combate por um mistério mais estranho, Ergo Proxy tem bastante coisa para mastigar. Nenhum substitui a trajetória de Eren, claro. Mas cada um encontra um jeito próprio de fazer você olhar para aquele mundo fictício e pensar: “tem alguma coisa muito errada aqui”.
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