Assassin’s Creed: Odyssey deu uma virada absurda depois do lançamento de A Odisseia, e os números chegam no modo “resultado final de raid”: aumento de 90% na base de jogadores ativos em poucos dias.
- [ENTENDA] o que aconteceu com Odyssey
- PS Plus e Game Pass foram o “buff”
- Por que um filme puxa um jogo de 8 anos
- Isso acende um “Resynced”?
- A Ubisoft vai repetir a jogada?
Assassin’s Creed Odyssey: o surto começou com A Odisseia
De acordo com a Alinea Analytics, o número de jogadores ativos de Assassin’s Creed: Odyssey quase dobrou após o lançamento de A Odisseia, de Christopher Nolan. O filme estreou em 17 de julho, e em dez dias o jogo de 2018 saiu de uma base estimada de 122 mil jogadores para 233 mil ativos, um aumento de 90%.
Traduzindo: o hype cinematográfico caiu no colo do mundo gamer e virou engajamento imediato. Não é só “alguém lembrou do jogo”: é gente voltando e gente começando do zero. O tipo de fenômeno que deixa o marketing de qualquer empresa com aquele sorriso de cosplay bem feito.
PS Plus e Game Pass foram o “buff” do crescimento
A análise do chefe de mercado da Alinea, Rhys Elliott, aponta que o crescimento foi impulsionado principalmente por plataformas. Nos consoles, os números ficaram bem diferentes entre as bases.
No PlayStation, houve aumento de 94%, chegando a 114 mil usuários diários. Já no Xbox, o salto foi ainda maior: 134%, saindo de 36 mil para 84 mil ativos.
O motivo? Presença do jogo no PS Plus e no Game Pass. Ou seja: quando o filme popularizou a “vibe” grega épica, a assinatura já deixava o caminho pronto. Fãs que tinham largado o jogo voltaram, e novos jogadores entraram porque estava “lá”, sem aquela barreira chata de pagar do nada.
Por que um filme puxa um jogo de 8 anos (e funciona mesmo)
O dado mais interessante não é só o crescimento, mas o tipo de impacto. Elliott resumiu bem a diferença entre compra e engajamento: o filme não fez milhões comprarem um jogo antigo. Ele fez uma parcela relevante voltar a jogar.
E isso importa demais. Afinal, Assassin’s Creed: Odyssey é um título que pede tempo e exploração. A própria leitura é que a galera encontrou uma experiência de 60 horas dentro de uma assinatura que já pagava. É quase como se o streaming do entretenimento tivesse “emprestado” público para o mundo dos games.
Se você é do time que acha que nostalgia é só tema de TikTok, esses números dão um puxão de realidade: nostalgia também pode ser sistema de distribuição. Nerd demais para ser coincidência, né?
Isso acende um “Resynced” para Odyssey?
Mesmo com o salto no engajamento, as vendas do jogo cresceram de forma mais modesta, com cerca de 400 mil cópias vendidas no acumulado do ano. Mas, convenhamos, para a Ubisoft e para qualquer estúdio, o recado é claro: o jogo ainda tem tração.
E aqui entra a cereja do bolo: o sucesso recente de Black Flag Resynced mostra que a Ubisoft sabe capitalizar relançamentos. Então, faz sentido imaginar que AC Odyssey Resynced seja um caminho plausível, especialmente porque a “segunda vida” do jogo já foi acionada por um evento pop.
O mercado ama uma boa sinergia: franquia forte, timing perfeito e plataforma como vitrine. Se Odyssey já voltou a bombar, quem vai segurar a ideia de lapidar o produto e relançar?
Para contexto sobre a franquia e o jogo, vale acompanhar também a página oficial do Assassin’s Creed na Wikipédia.
O próximo passo da Ubisoft vai ser remasterizar Odyssey como quem acerta um critical?
Com um aumento de 90% na base de jogadores ativos por causa de A Odisseia, fica difícil não achar que a Ubisoft ganhou “munição” para tentar de novo. Você aposta em Resynced para Odyssey, ou acha que vão só deixar o jogo no serviço e colher o tráfego do hype?
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