Austin Abrams sentiu que era “importante” jogar Resident Evil antes de gravar o novo longa e contou detalhes do que isso muda no set.
- Por que Austin Abrams decidiu jogar os jogos
- Sem cânone original, mas com a vibe certa
- Como Zach Cregger e o elenco entram nessa história
- O que esperar do novo Resident Evil nos cinemas
- Jogar antes foi o “segredo” para acertar a adaptação?
Por que Austin Abrams decidiu jogar os jogos
Em entrevista para a Variety, durante o evento de estreia de Resident Evil, Austin Abrams foi direto ao ponto: ele sentiu que precisava jogar os jogos antes de começar a performance. Não foi aquela coisa meio “tutorial de fã”, sabe? Foi mais sobre entender o tom e a vibe da experiência que a franquia construiu ao longo dos anos.
Segundo o ator, a ideia era chegar na gravação com a cabeça no mesmo clima: atmosfera tensa, sensação de ameaça constante e aquele “piso escorregadio” emocional que só o RE sabe passar. Em outras palavras, era pesquisa, mas também era jogo mental.
Sem cânone original, mas com a vibe certa
Um detalhe importante: o filme do diretor Zach Cregger não traz personagens do cânone original. Isso costuma deixar parte da galera com a pulga atrás da orelha, tipo: “beleza, mas e a fidelidade?”. Abrams explicou que, justamente por não ser uma repetição de elementos clássicos, fazer a pesquisa ajudou a calibrar a interpretação.
Ele também comentou algo que os nerds valorizam demais: o processo não foi “copiar e colar” os jogos. Foi entender como aqueles mundos funcionam em termos de ritmo, humor sombrio e medo crescente. Mesmo com personagem diferente, a base emocional precisava bater.
Como Zach Cregger e o elenco entram nessa história
Outra peça do quebra-cabeça é o comportamento criativo no set. Abrams lembrou que o próprio Zach Cregger não assistiu aos filmes anteriores, e ele, por tabela, também não ficou se guiando por eles. Isso é bem revelador porque sinaliza uma abordagem mais autoral, sem “amarrar” a obra na nostalgia como muleta.
O elenco também ajuda a formar a identidade do projeto: Paul Walter Hauser, Kali Reis, Zach Cherry e Johnno Wilson dividem espaço com Abrams, enquanto Shay Hatten assina o roteiro. Ou seja, a adaptação parece estar sendo tratada como um filme próprio, com DNA de jogos, mas sem depender do mesmo mapa.
Se você quiser contextualizar a franquia por fora, uma referência útil é a página de Resident Evil na Wikipédia, que resume a evolução dos jogos e o tamanho do legado.
O que esperar do novo Resident Evil nos cinemas
De acordo com a sinopse, a história acompanha um entregador médico que acaba no meio de um surto de criaturas infectadas. É o tipo de premissa que combina bem com a estrutura dos jogos: alguém “no lugar errado” e, de repente, o mundo vira uma armadilha em tempo real.
Como o filme está em cartaz no Brasil, a discussão agora é outra: a galera quer saber se a “pesquisa” de Abrams vira sensação na tela. E, sinceramente, faz sentido. Quando o ator entende a atmosfera, ele consegue sustentar escolhas de atuação que não ficam mecânicas. Você não vê o personagem “decorando”, você sente o pânico crescendo de verdade.
Além disso, vale lembrar que esse é mais um capítulo de reboot da franquia. Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City saiu em 2021 e deixou gosto amargo para parte dos fãs. Então, qualquer esforço extra para acertar o tom da experiência é quase obrigatório.
Jogar antes foi o “segredo” para acertar a adaptação?
Se Austin Abrams sentiu que era importante jogar para entender “tom e vibe”, então a pergunta que fica é: será que é isso que separa uma adaptação ok de uma adaptação que respeita o que os jogos fazem com a gente? Porque, pra franquia de terror como Resident Evil, acertar a atmosfera vale tanto quanto acertar a lore.
Vai ver nos cinemas? E vocês: teriam jogado antes também?
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