Avatar: Os Sete Refúgios pode ser só o começo

Twitter
LinkedIn
Threads
Telegram
WhatsApp

Avatar: Os Sete Refúgios pode ser a primeira de várias novas viagens por um universo que ainda tem muita história para contar.

Mais histórias no mundo das dobras

O universo de Avatar parece longe de ficar sem fôlego. Em conversa sobre Avatar: Os Sete Refúgios, o co-criador Michael Dante DiMartino contou que ele e Bryan Konietzko continuam desenvolvendo ideias para novos projetos da franquia. Ainda não há uma lista oficial de produções ou datas para acompanhar, mas a dupla não está pensando apenas na série recém-chegada.

A notícia é especialmente boa para quem gosta de ver esse mundo mudar de cara a cada geração. Desde Aang, passando por Korra, Avatar mostrou que dá para manter elementos centrais, como o ciclo do Avatar e as dobras, sem repetir a mesma aventura. Cada época traz conflitos, tecnologias e dilemas próprios. É um modelo de expansão bem mais interessante do que simplesmente esticar uma história até ela perder o encanto.

Os Sete Refúgios já aposta numa mudança de escala. A trama se passa depois de um cataclismo e acompanha uma jovem dobradora de terra que descobre ser a nova Avatar, sucessora de Korra. Só que, nessa realidade, o título não garante que ela será recebida como salvadora: há quem a considere uma ameaça à humanidade.

Kuruk abre caminho

DiMartino também indicou que Kuruk é o primeiro entre esses projetos a começar a sair do campo das ideias. O personagem é um antigo Avatar da Nação da Água, conhecido pelos fãs da série original, e sua presença abre uma porta para explorar períodos da cronologia que ainda não foram o centro de uma produção animada.

Isso não significa, por enquanto, que já exista uma série de Kuruk confirmada com formato, elenco ou lançamento anunciados. O comentário do criador aponta para um projeto em desenvolvimento, não para uma estreia garantida. Parece detalhe, mas é aquela diferença importante entre “estamos trabalhando nisso” e “prepare a pipoca para tal dia”.

Mesmo assim, a escolha faz sentido. A vida de um Avatar antes de Aang pode render conflitos bem diferentes dos que já conhecemos, sem precisar colocar mais uma ameaça global na porta de Korra. E, convenhamos, acompanhar um Avatar de outra era é uma ótima chance de mostrar como o mundo se transformou antes de chegarmos às histórias que já vimos.

Sem plano de parar no número certo

Questionado sobre quantos derivados a equipe gostaria de fazer, DiMartino disse que não existe um número definido. Ele e Konietzko seguem criando e desenvolvendo outras ideias enquanto trabalham no material atual. Algumas podem chegar ao público; outras talvez permaneçam na prancheta. Por enquanto, não há como saber quais vão avançar nem quando isso pode acontecer.

Essa resposta é menos bombástica do que um anúncio de calendário cheio, mas também soa mais saudável. Franquias grandes às vezes confundem potencial com obrigação de lançar conteúdo sem parar. Avatar tem personagens, culturas e períodos históricos suficientes para inspirar novas histórias, mas cada projeto ainda precisa justificar sua existência. A expansão não vale muito se vier só para preencher uma planilha de estreias.

O ponto animador é que os criadores parecem enxergar a franquia como um universo, não apenas como uma sequência de temporadas sobre os mesmos protagonistas. Isso dá espaço para histórias menores, mudanças de perspectiva e até estilos diferentes, sem abandonar o equilíbrio entre aventura e reflexão que fez a série original conquistar tanta gente.

O futuro ainda está em aberto

Por enquanto, o foco imediato está em Avatar: Os Sete Refúgios. A nova série acompanha a Avatar e sua irmã gêmea, há muito perdida, enquanto as duas tentam entender suas origens e proteger os últimos refúgios da civilização. A estreia aconteceu em 9 de outubro no Paramount+, com três episódios; os capítulos seguintes chegam semanalmente, nos dias 16, 23 e 30 do mês.

Se a produção conseguir provar que ainda há caminhos novos para explorar, os próximos derivados terão terreno fértil. Kuruk é o primeiro nome citado por DiMartino, mas não há confirmação de quais outras ideias sairão do papel. Para os fãs, a melhor notícia talvez seja justamente essa: o universo continua aberto, e a próxima grande história ainda pode vir de uma época que a gente mal conhece.

Sugestão para o seu Set-up Nerd:

Encontramos produtos incríveis com desconto!

Ver Livro Roteiro Os Fundamentos do Screenwriting Syd Field na Amazon