Bonito Cinesur 2026 já tem data e cara de evento que vale pegar a estrada: de 24 de julho a 1º de agosto, em Bonito (MS), o festival anuncia sessões especiais e pré-estreia nacional com Bruno Gagliasso.
- Abertura com Reynaldo Gianecchini e estreia “Quentinho”
- “Honestino” chega antes: Bruno Gagliasso em sessão especial
- Doc raiz com “Minha Terra Estrangeira” e aula magna
- A homenagem de peso e o Troféu Pantanal
- Encerramento com Paulo Betti e programação aberta
Abertura com Reynaldo Gianecchini e estreia “Quentinho”
O Bonito Cinesur – Festival de Cinema Sul-Americano 2026 vai rolar entre 24 de julho e 1º de agosto, em Bonito (MS). A cerimônia de abertura acontece no dia 24/07, às 19h30, no Auditório Kadiwéu, dentro do Centro de Convenções de Bonito, com Reynaldo Gianecchini como anfitrião.
Logo na sequência, entra em cena o longa panamenho-colombiano “Querido Trópico”, dirigido por Ana Endara. A ideia aqui parece clara: começar o festival com cinema que mistura história e clima humano, daqueles que não ficam só no “passa no telão e acabou”. É o tipo de abertura que dá vontade de sentar mais perto e prestar atenção no detalhe, sabe?
E se você curte festival, essa parte é importante: o Bonito Cinesur costuma puxar para uma vibe de curadoria forte, com sessões que conversam entre si. Neste ano, a programação promete ir do afetivo ao documental, com espaço para debate e presença de gente grande do audiovisual.
“Honestino” chega antes: Bruno Gagliasso em sessão especial
O grande destaque do calendário é a pré-estreia nacional de “Honestino”, um filme que mistura documentário e ficção para contar a trajetória de Honestino Guimarães. O personagem é interpretado por Bruno Gagliasso, e a história coloca o líder estudantil no centro: presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) e símbolo de resistência contra a Ditadura Militar.
A primeira sessão acontece em 25/07, às 20h, também no Auditório Kadiwéu. E não é só exibição: Bruno Gagliasso e o diretor Aurélio Michiles comparecem à sessão. Ou seja, além do filme, você ganha aquele bônus extra que festival tem de melhor: conversa, contexto e olho no olho com quem fez a coisa acontecer.
“Honestino” chega com potencial de virar discussão longa depois da sala escura. E convenhamos: quando o cinema puxa para a história real, a experiência fica mais viciante, como se fosse um RPG narrativo, só que com responsabilidade social.
Doc raiz com “Minha Terra Estrangeira” e aula magna
Outra parada forte é a sessão especial de “Minha Terra Estrangeira”, que recebe João Moreira Salles e Louise Botkay. O documentário acompanha Almir Suruí e sua filha Txai às vésperas das eleições de 2022, com foco na disputa política e na ameaça à Amazônia. Tem aquele “peso” de documentário que não deixa você desligar o cérebro depois dos créditos.
Além da exibição, João Moreira Salles participa de uma aula magna no dia 29/07, às 14h30, na Sala Glauce Rocha, com o tema “O Problema do Documentário”. É quase como se o festival abrisse uma segunda tela: enquanto um filme conta história, a aula tenta explicar por que certas histórias precisam existir e como elas são construídas.
Para quem curte bastidor intelectual, vale muito a atenção. Se a sua referência geek é “lore bem escrita”, pensa em doc como lore da vida real. E aqui tem autor em campo.
O assunto documental também conversa com o debate mais amplo de como imagens moldam percepção. Para aprofundar o universo de documentários e produção, a Wikipedia tem uma visão geral do gênero e seus formatos, sem enrolação.
A homenagem de peso e o Troféu Pantanal
O Bonito Cinesur 2026 prepara uma homenagem grande para Paulina García. A atriz, diretora de teatro e dramaturga chilena é conhecida por trabalhos como “A Noiva do Deserto”, “Narcos” e “Gloria”, além de ter um Urso de Prata de Melhor Atriz no currículo, pelo Festival de Berlim.
Quando um festival chama alguém com esse histórico, a chance de ver um tipo de cinema mais autoral e uma presença marcante é alta. E Paulina García tem exatamente essa assinatura: performance que segura a atenção e direção que respeita silêncio, tempo e subtexto.
Entre as sessões especiais também entram títulos como “A História Oficial”, “Aldeia de Nalike”, “Martírio”, “Do Sul” e “A Vingança”, além de “Jackson – Na Batida do Pandeiro” e mais. E para fechar a conta com sabor de prêmio, Vincent Carelli recebe o Troféu Pantanal pelo conjunto da obra.
Encerramento com Paulo Betti e programação aberta
O encerramento do Bonito Cinesur 2026 acontece em 1º de agosto, com apresentação do ator, diretor e roteirista Paulo Betti. E não para por aí: Betti também participa da charla cinematográfica “Interpretação para Cinema e TV” no dia 31/07, às 14h30, na Sala Glauce Rocha.
Ou seja: dá para cair na programação em formato “fã de filme” e também em formato “fã de processo criativo”. E tem um detalhe que é quase brinde de missão: a entrada é franca. Sim, aquele tipo de informação que faz a galera planejar corrida, colocar lembrete no celular e ir mesmo, sem desculpa.
Se você tá procurando um festival que misture cinema sul-americano, nomes fortes e sessões com presença de artistas, esse Bonito Cinesur está com o pacote completo. Agora é só escolher qual sala vai virar sua primeira parada.
Vai encarar o cinema sul-americano in loco?
Entre pré-estreia com Bruno Gagliasso, documentários com discussão quente e homenagens de peso, o Bonito Cinesur 2026 promete uma programação que não trata filme como “conteúdo”, mas como conversa. E convenhamos: quando a história vem com sala cheia e gente envolvida, a experiência fica daquelas que rendem lembrança, debate e vontade de voltar na próxima edição.
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