Borderlands: Eli Roth detonou a Lionsgate e disse que a versão final do filme “não pertence a ninguém”. O que aconteceu nos bastidores? Spoiler: teve mudança demais no meio do caminho.
- O que Eli Roth disse sobre a versão final de Borderlands
- PG-13, violência podada e o efeito “tenta agradar todo mundo”
- A longa gestação: refilmagens, trocas e nomes que somem do crédito
- Onde a Lionsgate entra nessa bagunça toda
- Borderlands virou um Frankenstein comercial? Então por que ainda dói
O que Eli Roth disse sobre a versão final de Borderlands
Eli Roth, diretor de Borderlands: O Destino do Universo Está em Jogo, afirmou em entrevista à Variety que o corte que chegou aos cinemas não era o filme que ele queria fazer. Na visão dele, a obra ficou sem identidade, tipo quando você monta uma build híbrida achando que vai ficar OP… e descobre que o dano tá dividido em três classes diferentes.
O resultado virou um problemão: o longa custou cerca de US$ 145 milhões e arrecadou apenas US$ 31 milhões no mundo. Traduzindo para o idioma do prejuízo: foram mais de US$ 115 milhões perdidos para a Lionsgate.
Roth também reforçou que o tom final virou aquele meio termo que frustra tanto fãs do material original quanto o público que só queria “ver um filme de boa”. A frase que mais grudou foi a ideia de que a versão final “não pertence a ninguém”.
PG-13, violência podada e o efeito “tenta agradar todo mundo”
Segundo Roth, um dos gargalos foi a insistência dos executivos na classificação PG-13. Isso obrigou mudanças no tom e na violência, e acabou criando um filme que, nas palavras dele, ficava entre duas propostas: nem era “infantil”, nem entregava a brutalidade que o universo dos games costuma prometer.
É aquele dilema geek clássico: você adapta algo com identidade forte para um rating mais “universal” e perde parte da alma. Roth resumiu como “um filme que tenta agradar a todos”, mas que no fim não acerta completamente nenhum grupo.
Como consequência, a experiência ficou meio sem “cara”. Se você é jogador, sente falta da violência mais extrema. Se você não é, pode achar a história pouco afiada. E aí o projeto vira um produto que parece ter sido temperado sem coragem.
A longa gestação: refilmagens, trocas e nomes que somem do crédito
O problema não começou no dia da premiere. Borderlands passou por um processo longo e conturbado. As filmagens iniciaram em 2021 com roteiro de Roth e Craig Mazin, conhecido por The Last of Us. Só que o projeto virou uma obra em constante revisão.
De acordo com o histórico divulgado, o filme recebeu extensas refilmagens sob a supervisão de Tim Miller, diretor de Deadpool. No meio disso tudo, Roth teria sido substituído na prática, e o filme seguiu para mais ajustes até o corte final existir.
Nos créditos, também rolaram confusões e sutilezas. Mazin retirou oficialmente seu nome do projeto e teria sido substituído por um pseudônimo, “Joe Crombie”. A treta de bastidor continua rendendo suspeitas e debates entre quem acompanha roteiro, créditos e reestruturação de projetos em Hollywood.
Onde a Lionsgate entra nessa bagunça toda
Para Roth, a direção do estúdio foi determinante. Ao colocar a classificação PG-13 como limite, a Lionsgate teria moldado as escolhas criativas e dificultado que o filme fosse fiel ao “nível” que os fãs esperavam. Em projetos assim, não é só violência que muda. Quando você reduz o que pode mostrar, muda também o ritmo, o impacto e até a forma como personagens funcionam na tela.
É como se o projeto inteiro tivesse virado um compromisso: ser “acessível” demais para um lado e “certinho” demais para outro. Daí a ideia de Roth de que a versão final acabou ficando sem dono, porque as decisões foram puxadas por forças diferentes ao mesmo tempo.
O filme ainda precisou lidar com o peso de uma franquia gigante e com expectativa alta, o que transforma qualquer desvio em discussão eterna nas redes. Porque sim, Borderlands tem fãs que não perdoam quando a adaptação parece ter desistido no caminho.
Para contexto, dá para revisar a página geral do filme e suas principais informações em Wikipedia.
Borderlands virou um Frankenstein comercial? Então por que ainda dói
Se a versão final “não pertence a ninguém”, então quem carregou o prejuízo foi todo mundo. No fim, parece que Borderlands virou um Frankenstein de decisões: refilmagens demais, limites criativos demais e um caminho que não deixava o filme assumir uma identidade só. Você acha que o problema foi a classificação PG-13, as trocas no comando, ou a receita de Hollywood para agradar geral? Manda a sua teoria nos comentários.
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