Buddy parece coisa de programa infantil, mas o unicórnio laranja esconde um pesadelo que chegou às salas de cinema.
- Sony entra na brincadeira
- O show que vira pesadelo
- Pais surpresos e salas em pânico
- O que esperar agora?
Sony entra na brincadeira
Tem filme que já entrega o perigo no pôster. Buddy faz o contrário: coloca um unicórnio grandalhão e colorido na frente da câmera, como se estivesse prestes a ensinar uma musiquinha para a criançada. A pegadinha é que, por trás da aparência simpática, existe um terror que virou assunto nos Estados Unidos.
A Sony Pictures Worldwide Acquisitions adquiriu os direitos internacionais do longa em um acordo estimado em sete dígitos, segundo informações do Deadline. Outros estúdios também disputavam o filme, que marca a estreia de Casper Kelly na direção de um longa-metragem. Kelly é conhecido por Too Many Cooks, aquele projeto de humor que começa parecendo uma abertura de sitcom e vai descarrilando de um jeito bem peculiar.
O acordo coloca Buddy no radar de públicos fora dos Estados Unidos, mas ainda não significa que já temos data para assistir por aqui. Por enquanto, não há previsão de lançamento no Brasil. Então, sem reservar ingresso nem preparar a sessão de Halloween ainda.
O show que vira pesadelo
A história se passa nos bastidores de um programa de TV fictício, daqueles com cenário alegre, crianças cantando e um personagem gigante para comandar a festa. Esse personagem é Buddy, um unicórnio laranja dublado por Keegan-Michael Key. A proposta parece familiar para quem cresceu vendo programas infantis dos anos 1990, e a comparação com Barney não surgiu do nada.
Só que o clima muda quando uma das crianças decide ir embora e quebra as regras daquele mundinho aparentemente perfeito. A fantasia desmancha, Buddy revela seu lado violento e passa a perseguir o grupo. É o tipo de virada que transforma uma música alegre em algo que você provavelmente não vai querer cantar antes de dormir.
Essa mistura de visual infantil com horror não é exatamente inédita, mas Buddy parece apostar na diferença entre o que a imagem promete e o que a trama entrega. Aí mora tanto o gancho quanto o risco: o filme quer que a gente sinta o choque, mas precisa deixar claro que a sessão não é para crianças pequenas.
Pais surpresos e salas em pânico
Nos Estados Unidos, o longa recebeu classificação R, que restringe a entrada de menores de 17 anos desacompanhados de um adulto. Ainda assim, a aparência do cartaz levou algumas famílias a imaginar que estavam diante de uma aventura infantil. O resultado, segundo os relatos, foi gente saindo da sala às pressas, pedidos de reembolso e crianças chorando ou entrando em pânico.
Dá para entender como o engano aconteceu: personagem colorido, unicórnio e clima de programa para crianças formam uma embalagem que grita “sessão da tarde”. Mas vale o lembrete sem sermão de tio chato: conferir a classificação indicativa antes de comprar ingresso leva poucos segundos e pode evitar uma lembrança bem desagradável para a família toda.
Ao mesmo tempo, a controvérsia ajudou a colocar o filme na conversa. Polêmica não é sinônimo automático de qualidade, claro, mas nesse caso a proposta visual já chama atenção antes mesmo de alguém saber o que acontece na história. O terror está justamente nessa quebra de expectativa, embora seja bom não confundir surpresa com recomendação para qualquer idade.
O que esperar agora?
Buddy estreou no Festival de Sundance e recebeu críticas positivas. Também teve um desempenho comercial expressivo nos Estados Unidos: arrecadou cerca de US$ 26,5 milhões, diante de um orçamento aproximado de US$ 5 milhões. Para um filme de terror com uma premissa tão estranha quanto fácil de explicar, é um resultado que chama atenção.
A aquisição da Sony amplia as chances de o unicórnio chegar a mais mercados, mas ainda falta saber como e quando isso pode acontecer no Brasil. Até lá, fica a curiosidade: será que o boca a boca vai vender o filme como uma maluquice divertida ou como uma armadilha para pais desavisados? Seja qual for a resposta, uma coisa já está clara: Buddy não veio distribuir abraços e cantar sobre amizade.
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