Charli XCX revela tracklist de Music, Fashion, Film

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Charli XCX acaba de soltar a tracklist completa do novo álbum Music, Fashion, Film e, sim, tem dueto com David Cronenberg. Porque quando o assunto é chaos pop, a rainha não brinca.

Tracklist na mão: o que esperar de Music, Fashion, Film

O novo disco Music, Fashion, Film chega em 24 de julho e marca o sétimo álbum de estúdio de Charli XCX. A novidade da vez é a lista com 11 faixas, misturando títulos curtos e afiados com nomes que parecem pistas de filme de baixo orçamento, só que com glitter e high-tech no lugar do sangue cenográfico.

Entre as músicas, dá para sentir que a proposta é manter a energia do período brat, mas expandir a “câmera” para um universo mais conceitual. O álbum vem com abertura usando “Rock Music”, e logo em seguida a sequência segue com faixas como “SS26”, “Card Declined” e “Camera”. Sim, tem vibe de clique, recorte, corte e transição perfeita para virais em vídeo curto.

Confira a tracklist completa: “Rock Music”, “SS26”, “Card Declined”, “Camera”, “2007”, “I’m Afraid”, “Yeah”, “Wink Wink”, “Persona”, “Magic Metal Montana” e fecha com “No One Lasts Forever”, featuring David Cronenberg.

No One Lasts Forever: o dueto improvável com Cronenberg

Agora segura essa: “No One Lasts Forever” traz um dueto com David Cronenberg, o cara por trás de obras que misturam corpo, tecnologia e terror psicológico. Se Charli é pop futurista com senso de humor meio ácido, Cronenberg é o apocalipse elegante que transforma desconforto em arte. Ou seja: o encontro tem tudo para virar uma daquelas faixas que as pessoas citam por anos.

O curioso é como o álbum já entrega o clima antes mesmo do nome aparecer no créditos. Títulos como “Persona” e “Magic Metal Montana” lembram aquela sensação de mundo alternativo, onde a fantasia não é escapismo, é um tipo de experimento. E Cronenberg historicamente adora justamente essa ideia de “o que acontece quando o humano vira projeto”.

Para quem quer contextualizar esse crossover cinematográfico, a obra de Cronenberg costuma ser o melhor atalho. O diretor tem uma página bem completa na Wikipedia, que ajuda a ligar os pontos entre estética, temas e influência na cultura pop.

Singles lançados e como eles setam o clima do álbum

O Music, Fashion, Film não está chegando “no seco”. Pelo caminho, Charli já promoveu três singles que funcionam como amostras do que vem por aí: “Rock Music”, “SS26” e “Wink Wink”. E, honestamente, cada um deles parece servir para uma camada diferente do conceito.

“Rock Music” entra como faixa de impacto direto, com cara de refrão pronto para galera cantar em loop. “SS26” soa como um marcador de temporada, quase como se o álbum dissesse “o futuro chegou, a moda mudou, e a pista também”. Já “Wink Wink” é o tempero: brinca com a ideia de flerte, ironia e aquela teatralidade que Charli faz melhor do que ninguém.

Com isso, dá para imaginar que o disco vai transitar por energias diferentes sem perder a identidade. É pop eletrônico que não pede desculpa, e que usa referências como quem usa efeitos visuais. O resultado tende a ser daquele tipo de álbum que você ouve uma vez e fala “ok, ok”, mas na quinta escuta já está vivendo dentro dele.

Ganchos geek: estética, títulos e o “filme” dentro do som

O título do álbum é praticamente uma ordem de missão: Music, Fashion, Film. E isso não é só rótulo para marketing, é uma declaração de direção criativa. Dá para ler a tracklist como cenas. “Camera” sugere enquadramento, “Persona” aponta para máscaras e identidade, e “I’m Afraid” joga luz em um lado mais vulnerável, aquele contraste que sempre deixa Charli mais interessante.

Além disso, a faixa “2007” é o tipo de nostalgia que não vira museu, vira combustível. Não é “voltar no tempo”, é pegar uma estética antiga e remixar como se fosse grafite em parede nova. Para completar, “Wink Wink” e “Yeah” carregam a assinatura de frases curtinhas que viram meme sonoro, o que combina com a forma como a era atual consome música.

E se você curte geekismo de bastidores, o Cronenberg no featuring é o crossover oficial: o pop assume uma postura mais “cinema de autor” sem abandonar a pista. É como se o álbum dissesse que dá para ser barulhento, provocativo e conceitual ao mesmo tempo. Tipo crossover de franquias, só que com sintetizador.

E agora, você cai no refrão ou no pesadelo criativo?

Com estreia marcada para 24 de julho e uma tracklist que vai de “Rock Music” até o prometedor encontro em “No One Lasts Forever”, o Music, Fashion, Film já nasce com cara de evento. Se a Charli costuma ser o tipo de artista que transforma audição em experiência, agora ela ainda chama um dos nomes mais marcantes do terror cinematográfico para tocar junto.

Vai ser pop para dançar, mas com aquela sensação de que existe uma história escondida no plano de fundo. E sinceramente? Eu já estou com medo de gostar ainda mais.

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