CIA, série estrelada por Tom Ellis, colocou Colin Glass contra a parede no fim da 1ª temporada. E pelo jeito, não foi só o roteiro que decidiu aumentar a pressão, foi o próprio personagem que finalmente perdeu o controle.
- O que desmoronou no fim da 1ª temporada
- O truque do Colin: emoções na chave “liga e desliga”
- Toni, a vulnerabilidade e o “foguete pronto pra explodir”
- O detalhe nerd do episódio com trocadilho
- Agora, e a 2ª temporada?
O que desmoronou no fim da 1ª temporada
No final de CIA, o Col apaga o modo “profissional impecável” e entra no modo “tá tudo pegando fogo por dentro”. Segundo Ellis, a temporada inteira foi construindo Colin como alguém que consegue administrar o que sente como se tivesse um controle remoto das próprias reações.
Mas naquele desfecho, o personagem chega ao limite. Não é um colapso aleatório. É como se cada camada de controle tivesse sido testada até sobrar só a verdade crua batendo na porta.
O truque do Colin: emoções na chave “liga e desliga”
Ellis explicou a lógica emocional de Colin com uma imagem bem objetiva: ele parece ter uma espécie de sistema interno que permite ligar e desligar sentimentos. Isso funciona enquanto ele está no trabalho e precisa operar como espião, estável, calculado e sempre um passo à frente.
Ou seja, Colin não é frio por falta de afeto. Ele é frio porque aprendeu a manter tudo sob domínio. E o roteiro brinca com isso o tempo todo, forçando o protagonista a agir antes de realmente sentir. Até que, no fim da temporada, a conta chega.
Toni, a vulnerabilidade e o “foguete pronto pra explodir”
O divisor de águas, na visão de Tom Ellis, é descobrir que Toni (Angela Sarafyan) estava viva o tempo todo. Para Colin, isso não é só “uma informação a mais”. É a primeira vez em que ele fica emocionalmente vulnerável de um jeito que não dá para maquiar.
Ellis descreve o personagem “absolutamente quebrado” e ainda reforça uma raiva contida. Mesmo tentando manter a pose de controle, você percebe que tem algo borbulhando. E aí vem a melhor metáfora: Colin é, literalmente, como um foguete pronto para explodir a qualquer momento.
O detalhe nerd do episódio com trocadilho
Tem ainda um acerto que é quase fanservice para quem curte as camadas escondidas do show. Ellis contou que a escolha do título do episódio tem um trocadilho com o sobrenome do personagem, e que ele mesmo ouvia músicas da Annie Lennox nos fones antes de começar as filmagens.
Se isso não é “método ator + referência pop” na medida, eu não sei o que é. A sensação é que a série entra no clima do personagem não só com ação, mas com trilha emocional. Para dar uma contextualizada na artista, dá para conferir em Wikipedia de Annie Lennox.
A 2ª temporada vai deixar Colin explodir de vez, ou vai puxar o gatilho com mais frieza?
Depois do que o fim da 1ª temporada fez com o Colin, fica difícil imaginar que a 2ª temporada vai voltar ao mesmo nível de controle. Agora a pergunta é: a série vai permitir que a explosão vire crescimento, ou vai transformar essa vulnerabilidade em munição para o próximo jogo?
Porque, se tem uma coisa que Ellis deixou claro, é que Colin não está só “em perigo”. Ele está no modo ignição.
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