Milly Alcock vestindo o traje clássico de Supergirl encarando o mercenário Lobo, interpretado por Jason Momoa, em uma cena espacial do filme.

Supergirl

Avaliação:

Data de estreia: 2026-06-25
Elenco: – Milly Alcock, – Jason Momoa, – Matthias Schoenaerts, – Eve Ridley
Direção: Craig Gillespie
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Uma jornada épica e bem estruturada, impulsionada pelo brilho de Milly Alcock e um Momoa nascido para ser o Lobo

A nova fase do universo da DC nos cinemas carrega um peso colossal nos ombros, mas “Supergirl” prova que é possível alçar voo com segurança quando se tem um bom mapa nas mãos. Distanciando-se da bagunça narrativa que marcou os anos anteriores do estúdio, o novo longa protagonizado por Milly Alcock acerta exatamente onde mais importa: no básico bem feito. Em resumo, temos aqui uma história redondinha, com começo, meio e fim, que não se perde em ganchos excessivos para o futuro e foca em entregar uma aventura completa.

A introdução de Kara Zor-El é construída com um cuidado admirável. O filme dedica o tempo necessário para estabelecer quem ela é, seu trauma de ter visto Krypton queimar (ao contrário de seu primo, que era apenas um bebê) e sua visão de mundo endurecida. O desenvolvimento da protagonista é o grande coração da trama, e Milly Alcock entrega uma performance intensa, equilibrando a fúria alienígena com uma vulnerabilidade palpável.

Mesmo não assinando a direção do longa, é inegável que a obra carrega aquele inconfundível “quê” das produções de James Gunn. Como novo chefão e arquiteto do estúdio, a sua marca registrada transborda na tela. Há uma mistura muito fina entre o épico espacial, o coração pulsante dos personagens e aquele humor mais excêntrico que quebra a tensão nos momentos certos. A assinatura do produtor garante que o longa fuja do cinismo, entregando algo vibrante.

Porém, um dos pontos mais altos do filme — e que rivaliza diretamente com o brilho de Alcock — é a tão aguardada aparição de Jason Momoa. Deixando o tridente de Aquaman no passado, Momoa assume o manto do mercenário espacial Lobo e a interação dele com Kara é simplesmente ouro puro na tela. O ator abraça o caos, a truculência e o humor ácido do anti-herói com tamanha naturalidade que a constatação é imediata: parece que ele realmente nasceu para interpretar esse personagem. A dinâmica contrastante entre a rigidez de Supergirl e a anarquia de Lobo rouba todas as cenas em que dividem o espaço.

No fim das contas, Supergirl é um respiro muito bem-vindo para os fãs de filmes de heróis. Uma obra que respeita seu público entregando uma introdução fantástica, um desenvolvimento de personagem sólido e interações explosivas, provando que o amanhã da DC está em ótimas mãos.

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