CURTA! Festival na 4ª edição vira um buffet de cinema nacional: tem obra recente, clássico cult e até séries, tudo rolando de forma gratuita online.
- Onde assistir o CURTA! Festival online
- Como funcionam as mostras e os prêmios
- O que chega em Produção Canal Curta! e Outras Janelas
- Brasiliana e Porta Curtas: clássicos e competição
- Vale a pena entrar na maratona?
Onde assistir o CURTA! Festival online
O CURTA! Festival liberou mais de 160 títulos, entre filmes e séries brasileiras, para assistir gratuitamente pelo site oficial. A janela para maratonar vai até 12 de julho, então dá pra encaixar na rotina como quem coloca “só mais um episódio” e acorda já no fim do binge.
As sessões ficam no ambiente virtual do evento e, além disso, a experiência não termina na tela: o festival também terá programação presencial no Rio em agosto, com atividades que incluem masterclasses e exibição de filmes em finalização. Ou seja, é aquele combo completo para quem curte cinema nacional com cheiro de memória e descoberta.
Para começar, o caminho é pelo site oficial do CURTA! Festival, onde a plataforma organiza as obras por mostras.
Como funcionam as mostras e os prêmios
O festival está dividido em quatro mostras, e a lógica é bem “modo RPG”: você consome os conteúdos, mas também participa do resultado. A premiação soma R$ 170 mil e o público ajuda a escolher vencedores por meio de votos nas melhores obras e indicações que serão avaliadas por um júri especializado.
As mostras são:
- Produção Canal Curta! (novidades que estrearam no canal nos últimos 12 meses);
- Outras Janelas (obras que não foram exibidas no Canal Curta!);
- Brasiliana (filmes renomados do cinema nacional);
- Porta Curtas (competição com curtas-metragens).
É quase como montar uma playlist de personagens: cada mostra tem uma vibe, mas todas convergem pro mesmo objetivo, que é evidenciar a força do audiovisual brasileiro.
O que chega em Produção Canal Curta! e Outras Janelas
Na Produção Canal Curta!, a proposta é bem contemporânea. Tem destaque para o longa Cazuza boas novas, além de séries como Fronteiras da memória, que cruza Argentina, Brasil e Chile para investigar como cada país lida com memórias do período ditatorial.
Outra série que chama atenção é Impressões do Brasil, focada no processo criativo de 13 autores brasileiros, incluindo Conceição Evaristo. Se você curte narrativa com identidade e contexto, essa mostra tende a fisgar.
Já em Outras Janelas, a pegada é “vamos abrir a porta e ver o que tem do outro lado”. Entre os destaques estão os documentários Black Future, eu sou o Rio e Fernanda Abreu — Da lata 30 anos, ambos dirigidos por Paulo Severo. A seleção também inclui Nelson Pereira dos Santos — Vida de cinema, de Aida Marques, e obras como Itacoatiaras e Como nascem os heróis.
Brasiliana e Porta Curtas: clássicos e competição
Se Produção Canal Curta! e Outras Janelas são o presente, Brasiliana é a viagem no tempo com direito a turbo. A mostra reúne clássicos do cinema nacional, como Bye Bye Brasil (1980), de Cacá Diegues, Dona Flor e seus dois maridos (1976), de Bruno Barreto, e Eles não usam black-tie (1981), de Leon Hirszman.
Também entram títulos marcantes como A hora da estrela (1985), de Suzana Amaral, Iracema, uma transa amazônica (1974), de Jorge Bodanzky e Orlando Senna, e Saneamento básico, o filme (2007), de Jorge Furtado. Esse mix tem cara de sessão que todo mundo termina dizendo: “como é que eu demorei pra ver isso?”
Por fim, a Porta Curtas coloca 10 curtas-metragens em competição, com destaque para Eu, negra, de Juh Almeida, e O condutor da cabine, de Cristiano Burlan. E ainda tem curtas clássicos em caráter hors concours, como A dama do Estácio (2012), com Fernanda Montenegro, além de Ilha das flores (1989), de Jorge Furtado, e Recife frio (2009), de Kleber Mendonça Filho.
Quando o cinema nacional chama, você aguenta a fila de títulos?
Na 4ª edição, o CURTA! Festival entrega o que todo fã de cultura audiovisual quer: variedade sem enrolação, participação do público e, de quebra, clássicos que atravessam gerações. É a chance perfeita de transformar o sofá em sala de cinema e descobrir obras que merecem mais espaço na sua timeline mental.
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