Da Magia à Sedução 2 já começou a semana com números interessantes: a sequência com Sandra Bullock e Nicole Kidman faturou US$ 4,7 milhões em prévias, mas as previsões ainda soam como alerta para quem esperava um “volta ao topo”.
- O nível do “encanto”: o que significam US$ 4,7 milhões
- A abertura doméstica é modesta para um filme de US$ 70 milhões
- A crítica não perdoa: Rotten Tomatoes em baixa
- Comparações com outros filmes da Bullock e Clooney
- E o impacto internacional: 77 territórios sem a China
O nível do “encanto”: o que significam US$ 4,7 milhões
A sequência Da Magia à Sedução 2: Feitiço de Amor (sim, aquele título que parece feitiço de RPG de tão longo) abriu as prévias na quinta-feira com US$ 4,7 milhões em 3.200 salas, segundo a Deadline. Esse total veio acima das estimativas iniciais, que giravam na faixa de US$ 3,5 milhões a US$ 4 milhões.
Ou seja: não é um fracasso de largada. É mais “chegou forte no começo” do que “acendeu o super sayajin da bilheteria”. O ponto é que, para uma produção com orçamento na casa dos US$ 70 milhões, os números de prévias são só a fase de aquecimento. A batalha mesmo começa na abertura completa.
A abertura doméstica é modesta para um filme de US$ 70 milhões
As projeções para a estreia doméstica apontam algo entre US$ 30 milhões e US$ 35 milhões. Traduzindo do idioma do mercado para o nosso idioma: é uma abertura ok, mas longe daquele “uau, tá todo mundo lotando” que faria o estúdio respirar aliviado.
Quando o custo sobe para US$ 70 milhões, o público precisa virar combustível. Se a estreia for apenas “regular”, a conta não fecha tão fácil, ainda mais quando a expectativa do público é alimentada pelo carisma do elenco. E aqui a cereja do bolo é Sandra Bullock e Nicole Kidman, duas presenças que naturalmente puxam audiência.
A crítica não perdoa: Rotten Tomatoes em baixa
O termômetro mais cruel do fandom é a crítica. E, nesse caso, ela não está ajudando muito. O Rotten Tomatoes registra um índice de aprovação de 36% para a sequência. Isso significa que boa parte do público vai assistir com aquela pulga atrás da orelha: “será que é só nostalgia?”.
Vale notar um detalhe interessante: o original de 1998 também não foi amado na época, com 29% de aprovação. Mas, mesmo assim, ele estreou em primeiro lugar com US$ 13,1 milhões e terminou a corrida doméstica com US$ 46,7 milhões, chegando a US$ 94,4 milhões no mundo.
Traduzindo: o histórico mostra que crítica ruim não mata necessariamente um filme. Porém, para repetir a mágica, a estreia precisa evoluir rápido e o boca a boca precisa compensar.
Comparações com outros filmes da Bullock e Clooney
Para entender o “quão bom ou ruim” são as prévias de Da Magia à Sedução 2, a comparação ajuda. As prévias superaram Cidade Perdida, também com a Sandra Bullock, que teve US$ 2,5 milhões em prévias e abriu com US$ 31 milhões. Já Ingresso para o Paraíso, com George Clooney e Julia Roberts, teve apenas US$ 1,1 milhão em prévias e estreou com US$ 16,5 milhões.
Então sim: a sequência está melhor posicionada do que alguns títulos em seus momentos iniciais. Mas, quando a conta é “filme de evento com duas estrelas gigantes”, a régua sobe. A pergunta vira: a abertura será grande o suficiente para transformar prévias em tração real?
E o impacto internacional: 77 territórios sem a China
No exterior, a previsão é de US$ 18 milhões a US$ 23 milhões. O dado que chama atenção é que o filme chega a 77 territórios, sem a China. Isso limita uma parte do potencial de bilheteria internacional, então o filme tende a depender mais de recepção global, marketing e distribuição para compensar o buraco.
A trama continua a ideia central do longa, acompanhando as irmãs Owens em uma nova batalha contra a maldição que atravessa gerações. E aqui entra o tipo de apelo que funciona bem em mercados que gostam de fantasia com toque de romance e drama familiar.
Para contextualizar melhor o universo do filme e a trajetória do elenco e franquia, dá para acompanhar informações gerais em página do filme na Wikipédia.
Da Magia à Sedução 2 vai virar “slow burn” que salva ou só nostalgia em câmera lenta?
Com US$ 4,7 milhões em prévias e crítica fria, a sequência tem um caminho possível: começar sem explodir e crescer no boca a boca. Mas será que vai acontecer… ou as bruxarias param no meio do caminho?
Eu apostaria em evolução se a recepção do público acompanhar. E você: acha que vai performar melhor do que a crítica está dizendo, ou as apostas são de decepção mesmo?
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