Dafne Keen contou que recebeu ofertas de cocaína ainda criança e falou sobre o cuidado de Hugh Jackman.
- O relato que chocou
- Crescer sob os holofotes
- Jackman foi mais que um colega
- Uma carreira que segue em frente
O relato que chocou
Para muita gente, a fama chega depois de alguns anos tentando abrir caminho. Para Dafne Keen, ela veio quando ainda era criança, com o impacto de Logan em 2017. Em entrevista ao podcast Inside of You, a atriz revelou uma face bem menos glamourosa desse começo: em festas de encerramento, recebeu ofertas de cocaína quando tinha entre 11 e 13 anos.
Keen contou que percebeu cedo o que acontecia ao redor e que recusou as ofertas. O episódio é perturbador justamente por ser tão direto: uma menina ainda em idade escolar foi colocada diante de uma situação que nenhum adulto deveria tratar como normal. E vale frisar que ela falou de festas de Hollywood, não afirmou que isso aconteceu durante as filmagens de Logan.
A atriz explicou que essas experiências acabaram afastando-a das drogas e do álcool. Não é uma história para transformar em curiosidade de bastidor ou em elogio automático à “maturidade” de uma criança. É um lembrete desconfortável de como a exposição precoce pode colocar jovens em ambientes adultos antes que tenham ferramentas para lidar com eles.
Crescer sob os holofotes
Hoje com 21 anos, Keen disse que continua sóbria. Isso não significa que tenha abandonado a vida social: ela contou que gosta de sair, dançar, ouvir música e ficar acordada até tarde, mas sem consumir substâncias. Para ela, a diversão não depende de beber ou usar drogas. Parece simples, mas em certos círculos a pressão para acompanhar os outros pode transformar uma escolha pessoal numa espécie de teste de pertencimento.
Na adolescência, a atriz também recorria a uma pequena estratégia para escapar dessa cobrança: dizia que já tinha bebido ou usado alguma coisa, mesmo estando completamente sóbria. É uma saída que muita gente reconhece, ainda que não tenha vivido em festas de Hollywood. Às vezes, dizer “não” parece exigir uma justificativa; fingir que já fez aquilo pode ser o jeito mais fácil de encerrar a conversa.
O relato não deve ser lido como uma declaração contra quem faz escolhas diferentes. O ponto é outro: Keen descreve uma decisão própria e conta que, desde cedo, teve contato com situações que não despertaram nela vontade de experimentar. O mais importante é não romantizar a pressão nem esquecer que, naquela época, ela era uma criança.
Jackman foi mais que um colega
Na mesma conversa, Keen falou com carinho de Hugh Jackman, seu parceiro em Logan. No filme, a relação de Laura, também conhecida como X-23, com Logan dá ao drama uma energia quase familiar. Fora das câmeras, segundo a atriz, Jackman também assumiu uma postura protetora e ajudou a tornar o ambiente mais seguro para ela.
Keen afirmou que o ator cuidava para que seus horários fossem respeitados, procurava garantir que ela se divertisse no set e evitava que precisasse lidar com tensões dos bastidores. Ela o descreveu como uma figura parental e elogiou os conselhos e a gentileza que recebeu. Não é pouca coisa: trabalhar num grande filme já é intenso para qualquer pessoa, e ainda mais para alguém tão jovem.
Essa lembrança também mostra o contraste entre duas realidades do estrelato infantil. De um lado, a exposição a festas e comportamentos de adultos; de outro, a presença de alguém disposto a estabelecer limites e protegê-la no trabalho. Jackman não poderia controlar tudo o que acontecia fora das filmagens, mas, na memória de Keen, fez diferença no espaço em que dividiam a cena.
Uma carreira que segue em frente
Logan colocou Keen no radar de muita gente, mas sua trajetória não ficou presa à personagem que enfrentou o Wolverine. Depois do filme, ela estrelou His Dark Materials, participou de The Acolyte e voltou como X-23 em Deadpool & Wolverine. É um currículo que atravessa fantasia, ficção científica e super-heróis, sem exigir que a atriz passe a vida repetindo o mesmo papel.
O próximo passo citado é a participação na terceira temporada de Percy Jackson e os Olimpianos, na qual ela interpretará Ártemis. Para quem acompanha a carreira desde a estreia cinematográfica, há algo bem legal nessa evolução: Keen continua ligada a franquias gigantes, mas agora chega a esses projetos como adulta e com uma identidade profissional própria.
A lembrança das ofertas de drogas não apaga as conquistas, mas ajuda a enxergar o custo possível de crescer diante das câmeras. E o carinho por Jackman aponta para algo igualmente importante: talento abre portas, mas cuidado, limites e adultos confiáveis podem mudar a experiência de uma criança dentro dessa indústria.
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