Danny McBride, o cérebro por trás de The Righteous Gemstones, foi confirmado como diretor do novo filme de G.I. Joe pela Paramount. E sim, isso tem cara de “dá ruim” do jeito mais divertido possível.
- Quem é Danny McBride e por que isso importa
- O que a Paramount provavelmente quer acertar
- Comandos, Duke e Snake Eyes: por onde a trama deve passar
- O que pode dar muito certo (ou muito errado)
- Esse G.I. Joe vai ser o reboot que a gente queria mesmo?
Quem é Danny McBride e por que isso importa
McBride não chega nesse projeto como “diretor de ação genérico”. Ele vem do universo de comédia suja, personagens caóticos e um gosto bem específico por humor de borda. Em séries como The Righteous Gemstones, Eastbound & Down e Vice Principals, ele sabe construir narrativas onde todo mundo erra e ainda assim você torce. Isso vira uma vantagem interessante quando a franquia é movimentada, tem mascotes, gerações diferentes de fãs e uma linha de brinquedos que pede identidade própria.
E tem mais: no cinema, ele também aparece em trabalhos como Segurando as Pontas, Trovão Tropical e Alien: Covenant. Ou seja, não é só comédia pura. Ele transitou por gêneros e, principalmente, manja de timing. Agora imagina a mistura: G.I. Joe com aquele tempero de humor ácido, mas ainda com o peso de “equipe de combate” que o público espera.
O que a Paramount provavelmente quer acertar
Segundo as informações divulgadas, McBride foi contratado inicialmente para escrever o roteiro e depois assumiu a direção. Esse tipo de escolha costuma significar uma coisa: a Paramount quer que o projeto tenha uma voz consistente, sem ficar naquele “vai e volta” criativo entre quem escreve e quem dirige.
Em frentes grandes de estúdio, isso também indica prioridade. A franquia já passou por fases diferentes nos cinemas, e agora existe uma pressão extra para entregar algo que não pareça só mais um filme de “missão com explosão”. O objetivo tende a ser: recuperar o encanto dos anos 1980, sem soar datado, e ainda conectar com quem entrou no fandom mais recentemente.
Se esse plano funcionar, a franquia ganha um novo capítulo com cara de autoria. Se não funcionar, a gente vai assistir a um “G.I. Joe torto”, daqueles que viram meme antes de virar clássico. E, pô, nós amamos um caos bem escrito.
Comandos, Duke e Snake Eyes: por onde a trama deve passar
A linha de brinquedos da Hasbro ficou popular nos anos 1980 e virou referência por conta da estética militar e das equipes icônicas. A expectativa para o novo filme é explorar a força de ataque dos Comandos, com personagens como Duke, Roadblock e Snake Eyes em evidência.
Historicamente, Snake Eyes já recebeu atenção em produções próprias e esse interesse “no ninja” do universo tende a continuar. Mas o que chama atenção agora é a tentativa de ampliar o foco para a unidade, e não apenas para um único personagem. Isso pode dar mais espaço para dinâmica de grupo, confrontos de personalidade e aquela sensação de “time completo” que faz franquia render.
Para situar: a franquia teve G.I. Joe: A Origem de Cobra (2009), G.I. Joe: Retaliação (2013) e o spin-off Snake Eyes (2021). O próximo passo parece ser equilibrar legado com novidade. E com McBride mandando, é bem provável que o tom seja um pouco mais esperto e menos “heroísmo quadrado”.
O que pode dar muito certo (ou muito errado)
Vamos ser honestos: humor estilo McBride pode ser uma arma nuclear ou uma bomba-relógio dependendo do material. O lado bom é que G.I. Joe tem elementos naturalmente dramáticos: hierarquia militar, missões arriscadas, conspiração e personagens com identidades fortes. O humor pode servir para tornar tudo mais humano, menos solene e mais rápido de engolir.
O risco é a franquia perder o “sério suficiente” que fãs esperam. Se o filme virar só piada, pode frustrar quem quer ação com peso e mundo crível. Por outro lado, se o estúdio deixar McBride manter a assinatura, a chance de termos cenas memoráveis, diálogos bons e um ritmo diferente é real.
Para quem acompanha a cultura nerd, também vale observar como isso se encaixa num cenário maior de adaptações: agora o público quer personagens mais interpretáveis, não só slides com explosões. E um diretor que já trabalhou com comédia e drama tem ferramentas para equilibrar.
Se você curte o histórico da franquia, uma referência útil é a página de G.I. Joe na Wikipédia, que ajuda a visualizar a estrutura e o legado antes do próximo lançamento.
Esse G.I. Joe vai ser o reboot que a gente queria mesmo?
Se a Paramount apostar na voz do Danny McBride e manter o core militar dos Comandos, tem tudo para esse G.I. Joe virar uma mistura deliciosa de ação com humor na medida. Agora me diz: você quer um G.I. Joe mais “sério e militar” ou mais “caótico e engraçado” como o McBride costuma fazer?
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