Esqueleto dark: remake de He-Man por David S. Goyer

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Esqueleto em remake de He-Man sempre foi um problema para o Reino de Eternia, mas a versão imaginada por David S. Goyer prometia levar isso para um nível bem mais sombrio. E sim, tinha gente que perdeu a respiração com as artes conceituais.

O que rolou com o Esqueleto na era Goyer

Antes de Mestres do Universo ganhar a cara de filme do diretor Travis Knight, o projeto passou por várias equipes criativas. Uma das etapas mais comentadas foi a participação do roteirista David S. Goyer, conhecido por trabalhar histórias com tempero dark em franquias grandes. Só que, em vez de ficar no clássico “vilão cartunesco”, a abordagem dele parecia mirar um Esqueleto com clima de ameaça real, daqueles que dão vontade de checar as portas antes de dormir.

Em 2018, Goyer deixou o projeto para focar na série Foundation, do Apple TV+. Mesmo assim, as ideias não ficaram 100% enterradas. Um dos responsáveis por transformar essas visões em imagem foi o artista Constantine Sekeris, que desenvolveu artes conceituais de personagens importantes. Entre eles, Esqueleto e Maligna. E é justamente o Esqueleto que chama atenção porque a diferença para a versão final de Knight é, literalmente, gigante.

A estética sombria: por que muda tudo

O ponto central dessas artes é o tom. Na versão proposta por Goyer, o Esqueleto não parecia só um “cara malvado com caveira”. Ele entrava numa vibe mais corpórea e ameaçadora, com um visual mais pesado, coerente com uma narrativa mais séria. É como se o filme quisesse lembrar que Eternia não é um parque temático, é um lugar onde cada batalha deixa cicatriz.

Em termos práticos, essa mudança de estética afeta diretamente: presença em cena, linguagem corporal e até o jeito como o público lê o conflito. Quando o vilão tem um design mais carregado, a história tende a pedir um ritmo mais tenso. E, convenhamos, isso combina com o tipo de universo que Goyer costuma construir em projetos como Batman Begins. Ele não foge do drama. Ele usa o drama.

Como isso difere da versão de Travis Knight

A versão final do filme, dirigida por Travis Knight, segue outra pegada. Mesmo mantendo a identidade de He-Man, a direção aposta em uma linguagem mais adaptada ao live-action moderno, com um certo equilíbrio entre fantasia e espetáculo. Resultado: o Esqueleto que vemos hoje tende a soar mais “cinematográfico” na leitura geral, sem perder totalmente o charme do design original.

Mas quando você compara com o Esqueleto concebido por Goyer, fica claro o que mudou: a ideia era puxar mais para o sombrio, o que provavelmente faria o filme parecer mais próximo de um thriller de fantasia do que de uma aventura de arena. É aquela sensação de “mesmo personagem, outra alma”. E, para quem gosta de lore, isso é quase um prato de nostalgia com molho novo.

Quem vive o vilão e como isso conversa com o visual

No elenco do novo filme, o Esqueleto é interpretado por Jared Leto. Leto é do tipo que topa transformação total. Então, mesmo que a versão do personagem tenha passado por mudanças, a escolha do ator sugere que a produção quer algo marcante e teatral, do jeito que vilão bom tem que ser. E, olhando o histórico do Esqueleto em adaptações anteriores, faz sentido: o personagem sempre virou um teste de “qual é o nível de estranheza que a história vai permitir?”

Também existe o contraste com o resto do elenco: Nicholas Galitzine como Príncipe Adam e He-Man, Camila Mendes como Teela e Idris Elba como Mentor. Quando o protagonista vem com carisma e o universo já tem personagens definidos, o vilão precisa ser o ponto de tensão máxima. Aí entram o design e a atmosfera pensados em etapas anteriores, como as artes conceituais de Sekeris na era Goyer.

Vai dar para sentir esse Esqueleto sombrio no filme?

No fim, a gente nunca vai ter “o Esqueleto completo de Goyer” na tela, porque o projeto foi reorganizado. Mas as artes conceituais deixam uma pista saborosa: existia uma chance real de o filme ir mais fundo no lado dark de Eternia. E, honestamente, depois de ver como o personagem foi tratado em diferentes etapas, fica impossível não imaginar qual seria o impacto disso na relação entre He-Man, Grayskull e o medo que o Esqueleto espalha.

Enquanto o filme do novo He-Man não chega, o que sobra é a curiosidade: será que algum pedaço dessa versão sombria sobrevive na produção final? Spoiler geek: a chance é alta. Franchises costumam reaproveitar DNA, nem que seja em detalhes de postura, textura e intenção.

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