Feito Pipa chegou com tudo no Dia do Cinema Nacional: uma nova foto exclusiva destaca Teca Pereira e Yuri Gomes, enquanto o longa dirigido por Allan Deberton segue colecionando prêmios e atenção.
- O que essa nova foto revela de Feito Pipa
- Allan Deberton e o jeito cearense de contar histórias
- Gugu, Dilma e os personagens que seguram a emoção
- Do Ceará para o mundo: Berlim, Guadalajara e impacto
- Onde a história ganha próxima rodada
O que essa nova foto revela de Feito Pipa
A nova imagem exclusiva de Feito Pipa coloca em primeiro plano a dupla formada por Teca Pereira e Yuri Gomes. E não é só mais um registro promocional: a composição reforça o tom afetivo do longa, com aquela cara de cinema brasileiro que puxa pro cotidiano e, do nada, acerta em cheio a gente lá no peito.
No Dia do Cinema Nacional, esse tipo de material importa porque funciona como um convite silencioso: é como se o filme dissesse “tá, eu tô aqui, presta atenção”. Ainda mais vindo de uma produção que já circulou por festivais internacionais e chamou atenção por mais do que apenas curiosidade geográfica, tipo “olha só, um filme do interior do Nordeste”.
Allan Deberton e o jeito cearense de contar histórias
Dirigido pelo cearense Allan Deberton, Feito Pipa carrega aquela assinatura que a gente reconhece quando começa a reparar em filmes brasileiros autorais. A direção não parece tentar impressionar pela pose. Ela prefere construir ritmo, olhar e silêncio dramático, como quem sabe que nem toda emoção precisa de trilha sonora berrando.
Aliás, para entender o contexto de onde vem esse olhar, dá uma olhada em Allan Deberton e no caminho que ele trilhou até chegar nesse projeto. É o tipo de leitura rápida que melhora a experiência quando você assiste, porque encaixa expectativas sem estragar a surpresa.
Gugu, Dilma e os personagens que seguram a emoção
O enredo acompanha Gugu, um menino de 12 anos interpretado por Yuri Gomes. Ele sonha em virar jogador de futebol e vive com a avó, Dil im a, vivida por Teca Pereira. O detalhe que torna tudo mais potente é a fragilidade que entra na rotina: quando a saúde da avó começa a piorar, Gugu tenta esconder a situação para não ter que lidar com a ideia de ir morar com o pai.
Essa tensão, no melhor sentido, lembra aquele drama familiar que não precisa de grandes reviravoltas. É mais sobre o que a criança entende antes da hora, e o que ela finge não ver para proteger quem ama. O elenco também conta com Lázaro Ramos como o pai, além de Carlos Francisco e Georgina Castro.
Se fosse pra traduzir em linguagem geek, seria aquele “side quest emocional” que vira o main plot da vida real. Você pensa que é só um personagem tentando seguir sonhos, mas aí percebe que o filme é sobre sobrevivência, afeto e escolhas difíceis.
Do Ceará para o mundo: Berlim, Guadalajara e impacto
Feito Pipa foi rodado em Quixadá, no Ceará. Produção da Deberton Filmes e Biônica Filmes, em coprodução com a Warner Bros., e distribuição no Brasil pela Paris Filmes. Ou seja: é daquelas histórias que começam local, mas têm estrutura para circular grande.
No circuito de festivais, o longa venceu dois prêmios no Festival de Berlim e também teve reconhecimento no Festival de Guadalajara. Esse tipo de percurso costuma virar selo de qualidade para quem segue cinema autoral, mas também serve como termômetro de impacto: quando o filme entra na conversa internacional, a gente começa a prestar atenção nos detalhes que, em outro cenário, passariam batidos.
E tem mais: a produção abre nesta terça-feira, 28 de abril, o 26º Festival Internacional de Cine en Puerto Vallarta, no México. Vai acumulando visibilidade e, de quebra, reforça a força do cinema nacional em palcos que não perdoam.
Onde a história ganha próxima rodada
Mesmo quem não acompanha festivais de perto pode se animar, porque Feito Pipa tem cara de filme que costuma manter conversa depois da sessão. A trama do Gugu, o olhar da avó e a tensão do “não posso contar agora” são elementos bem universais, mesmo quando a história é 100% brasileira.
Para quem curte trilhar o tema, vale acompanhar o título diretamente em sites de busca e acervos do próprio universo de cinema, como a página dedicada ao filme em Omelete. Além de facilitar o acesso a matérias relacionadas, ajuda a entender o que mais foi dito sobre o projeto antes da próxima exibição.
E, no fim do dia, Dia do Cinema Nacional é isso: lembrar que o Brasil não só produz, como também inventa novas maneiras de emocionar.
Vai perder essa pipa cinematográfica?
Se Feito Pipa chegou até aqui, com nova foto exclusiva e presença internacional, é porque tem algo raro: uma história simples, mas afiada, que encontra o público sem precisar de truques. No Dia do Cinema Nacional, a pipa sobe, o vento muda e a gente acompanha. Próxima parada: torcer para esse filme continuar voando alto.
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