Filmes brasileiros favoritos: do clássico que virou fala de família ao lançamento que ainda dá aquele frio na barriga no cinema.
- O que a Glamour mais ama no cinema BR
- Clássicos que atravessaram gerações
- Produções mais recentes que seguem pegando hoje
- Por que esses filmes grudam na gente
- Monte sua sessão perfeita
O que a Glamour mais ama no cinema BR
Tem dia que a gente quer só dar play e sumir da vida por duas horas. E no Dia do Cinema Brasileiro, a curadoria da Glamour vai numa linha bem gostosa: reunir filmes brasileiros favoritos que atravessaram gerações, mas sem ignorar as produções mais recentes. É aquele combo em que tem clássico pra rever e filme novo pra discutir no grupo, sabe?
O resultado é uma lista que passeia por comédia romântica, drama social, política, resistência e até aquele suspense com tempero de ficção científica. Entre um “nossa, por que eu chorei?” e outro “como assim isso foi feito aqui?”, dá pra entender por que o cinema nacional consegue ser, ao mesmo tempo, íntimo e gigante.
Clássicos que atravessaram gerações
Se você cresceu ouvindo citações soltas na sala, provavelmente já esbarrou em O Auto da Compadecida. O filme, com humor e alma, vira quase uma herança cultural. E a cereja do bolo aqui é que ele vem de uma obra de Ariano Suassuna, que transforma cordel, religiosidade e contradições humanas em narrativa cinematográfica.
Outro nome que costuma aparecer na conversa dos que gostam de cinema “com ideias” é Jogo de Cena, do Eduardo Coutinho. O papo do filme é metalinguagem antes de virar tendência: mulheres contando histórias em cena, atrizes interpretando essas falas e o resultado ficando naquele espaço delicioso entre vida real e ficção. É tipo quando você assiste e pensa “ok, como isso foi costurado tão bem?”
E tem ainda Central do Brasil, com Dora (Fernanda Montenegro) vivendo uma jornada que mistura afeto, esperança e dureza. Não é só sobre “caminho”. É sobre como a gente muda quando cruza com alguém que faz a gente enxergar o próprio lugar no mundo.
Produções mais recentes que seguem pegando hoje
Agora, se a nostalgia é boa, a atualidade também morde. Manas, por exemplo, chega com uma abordagem sensível sobre exploração sexual infantil na Ilha do Marajó. O filme não tenta chocar pelo espetáculo, e sim pelo impacto narrativo. A sensação é de força com delicadeza, daquelas que ficam ecoando depois que você tira o fone.
Na mesma vibe de impacto emocional, Que Horas Ela Volta? continua atual porque toca em desigualdades com delicadeza e complexidade. A relação entre Val e Jéssica funciona como núcleo: maternidade, sonhos e escolhas que não deveriam ser tão limitadas. Se você já viu, sabe. Se ainda não viu, vai entrar numa fase de “preciso conversar sobre isso”.
Já Bacurau mistura resistência, identidade e memória, com um formato que flerta com suspense e ficção científica. O efeito é semelhante ao dos melhores universos: você entende o Brasil pelo avesso, como se a obra abrisse uma janela e dissesse “olha com calma”.
E Ainda Estou Aqui é o tipo de filme que te faz sair do cinema com a maquiagem borrada, literalmente ou metaforicamente. A atuação de Fernanda Torres guia a história com uma entrega crua e sensível, trazendo o período da ditadura militar para perto, sem transformar dor em espetáculo.
Por que esses filmes grudam na gente
Os filmes brasileiros favoritos desta seleção compartilham uma coisa: cada um encontra uma forma própria de falar do Brasil sem reduzir o país a uma única cor. Tem direção que encara política, como em Terra em Transe, de Glauber Rocha, que segue essencial para entender veias abertas e disputas ideológicas. E tem produções que usam imagem e silêncio como linguagem, caso de Praia do Futuro, que aposta no não dito para fazer o espectador montar sentido na própria cabeça.
Além disso, tem uma presença forte de personagens femininas e dinâmicas que provocam reflexão. Seja na coragem de quem tenta se libertar em Manas, na maternidade atravessada por escolhas em Que Horas Ela Volta?, ou na força narrativa em Jogo de Cena, a sensação é de que o cinema nacional sabe dar profundidade sem perder ritmo.
Se você quer acompanhar mais obras e debates, dá pra navegar por conteúdos de referência como a página sobre cinema do Brasil na Wikipédia, que ajuda a contextualizar movimentos e autores sem enrolação.
Monte sua sessão perfeita
Quer um plano rápido? Pensa assim: primeiro, escolha seu “modo de hoje”. Se for dia de romance que acalma, Lisbela e o Prisioneiro funciona como trilha sonora inesquecível e comédia romântica no ponto. Se a meta é ser impactado e sair pensando, Central do Brasil ou Ainda Estou Aqui entram como maratonas emocionais.
Se você curte experimento e forma, Jogo de Cena e Terra em Transe são viagem guiada, daquelas que elevam o cérebro e o coração ao mesmo tempo. E se a vontade é misturar gênero e resistência, Bacurau entrega um “festival de leitura” do começo ao fim.
No fim, o recado é simples: cinema brasileiro não é só “para quem entende”. Ele é para quem sente. E o melhor é que tem um filme na lista para cada tipo de humor. Hoje você quer catarse, amanhã você quer romance e depois você quer debater. Deal.
Qual desses filmes brasileiros favoritos vai ser o seu próximo?
Entre clássicos e lançamentos, a lista prova que o cinema do Brasil continua vivo, urgente e inesquecível. Então me diz: qual título você vai colocar na fila primeiro, o do coração ou o do debate?
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