Filmes sobre chefes ganham destaque na edição da newsletter Maratonar publicada no Dia do Chefe.
- Maratonar no Dia do Chefe
- Chefes que a ficção transforma
- Rir, odiar ou reconhecer
- O chefe também vira personagem
- Uma maratona com cara de expediente
Maratonar no Dia do Chefe
Tem gente que comemora o Dia do Chefe com um café caprichado. Outros preferem uma boa história de ficção para aliviar as tensões do escritório. A newsletter Maratonar, da Folha de S.Paulo, escolheu a segunda opção para a edição publicada na sexta-feira, 16 de outubro de 2026.
Daigo Oliva, editor da Homepage, recomenda filmes e séries para celebrar, odiar ou rir do chefe. A proposta já diz bastante sobre a relação curiosa que temos com essas figuras: elas podem ser inspiração, fonte de estresse ou simplesmente personagens perfeitos para uma boa comédia.
Quem quiser acompanhar a publicação pode assinar a newsletter Maratonar. A ideia é combinar uma data do calendário com histórias que ajudam a olhar para o trabalho por outro ângulo, sem transformar a sala de reunião em assunto proibido.
Chefes que a ficção transforma
Na vida real, um chefe pode ser aquela pessoa que organiza o time, dá espaço para a equipe e aparece para dividir a responsabilidade quando alguma coisa sai do trilho. Ou pode ser o motivo de a gente fechar o notebook no fim do dia e jurar que nunca mais vai abrir o e-mail. A ficção adora explorar esse contraste.
Em filmes e séries, a hierarquia vira combustível para conflitos, alianças improváveis e situações absurdas. O escritório, a cozinha profissional ou qualquer ambiente de trabalho pode funcionar como um pequeno campo de batalha, onde cada personagem tenta sobreviver às regras e às expectativas de quem está no comando.
O melhor é que nem todo chefe fictício precisa ser um vilão de desenho animado. Às vezes, a graça está em reconhecer comportamentos familiares, exagerados só o bastante para a gente rir sem pensar imediatamente na reunião de segunda-feira.
Rir, odiar ou reconhecer
A chamada da Maratonar abre três caminhos bem diferentes para uma sessão: comemorar, odiar ou rir do chefe. E cada escolha muda o clima da maratona. Uma história inspiradora pode lembrar que liderança não precisa vir acompanhada de autoritarismo; uma sátira, por outro lado, oferece aquela catarse que não cabe numa resposta atravessada no grupo do trabalho.
Já os personagens que dão nos nervos têm um talento especial: fazem a gente torcer para que alguém finalmente responda à altura. É um prazer seguro, porque o conflito está na tela e ninguém precisa marcar uma conversa de alinhamento depois dos créditos.
Também existe o caminho do reconhecimento. Às vezes, a gente ri de uma cena porque conhece alguém igualzinho. Outras vezes, a risada fica meio presa quando percebemos que já repetimos aquele comportamento. A cultura pop funciona como espelho, só que com figurino mais interessante e trilha sonora melhor.
O chefe também vira personagem
Histórias sobre trabalho não falam apenas de quem manda. Elas mostram como decisões, pressão e relações de poder afetam todo mundo ao redor. Um bom chefe pode mudar a trajetória de uma equipe; um péssimo líder pode transformar uma tarefa simples numa temporada inteira de drama.
É por isso que esse tipo de personagem rende tanto. Ele concentra tensões que muita gente conhece, mesmo quem não trabalha num escritório tradicional. Em qualquer grupo existe alguém que organiza, cobra, protege ou complica a vida dos demais. A ficção pega essas dinâmicas e aumenta o volume, como se estivesse girando o botão de uma reunião interminável.
Uma maratona com cara de expediente
A recomendação da Maratonar combina com uma data que costuma passar sem grandes cerimônias. Em vez de tratar o chefe como uma figura intocável, a seleção propõe usar filmes e séries para brincar com as diferentes versões dessa relação. É uma pauta leve, mas que toca num assunto presente em boa parte da vida adulta.
Fica o convite para escolher o humor da noite: celebrar uma liderança que faz diferença, descarregar a irritação por meio da ficção ou simplesmente rir de situações que parecem ter sido copiadas do último expediente. Só não vale transformar a sessão em treinamento corporativo. Às vezes, tudo de que a gente precisa é uma história boa e a liberdade de pausar o trabalho por algumas horas.
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