Hiro Shinosawa em Gakuen iDOLM@STER: músicas e impacto

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Hiro Shinosawa é o tipo de personagem que entra numa escola de ídolos só porque quer sofrer um bocadinho. E, sinceramente, em Gakuen iDOLM@STER isso funciona demais.

Regresso às imas e o “porquê agora”

Tal como prometido nos Sábados de Loucura, estou de volta com mais uma rubrica… e sim, desta vez a palavra mágica é The iDOLM@STER. Não sou o maior fã do estereótipo de “ídolos perfeitos” nipónicos, mas imas é a exceção que me ganhou o coração e não largou. Há uns anos eu ainda acreditava que a Bandai Namco ia trazer tudo ao Ocidente sem dramas. Spoiler: não veio. Apesar disso, lá fora a fandom nunca morreu, só ficou mais resistente, tipo boss final que só cai quando você aprende as mecânicas.

O lado curioso é que recentemente a Bandai Namco criou uma conta em inglês no Twitter para imas, a promover jogos, canções e concertos que vão acontecer na América em 2026. Isso é bom sinal? Pode ser. Pode também ser apenas marketing de evento. Mas do ponto de vista de fã, a esperança é sempre aquela coisa teimosa que vive no mesmo apartamento que o copium. Vamos ver se há novidades mais cedo do que eu fiz as pazes com a espera.

Hiro Shinosawa: génio, caos controlado e 0 força

No centro do tema de hoje está Hiro Shinosawa, personagem de Gakuen iDOLM@STER (aka gakumas), o jogo lançado em 16 de maio de 2024. Como manda a tradição, o jogo mete novas personagens e muda um bocadinho o setting: desta vez é uma escola para ídolos. A diferença mais visível? As personagens têm idades mais próximas entre si, ao contrário de outros títulos onde a diferença entre “criança” e “veterana de palco” às vezes é quase outro jogo.

Hiro é o completo oposto do que o estereótipo de ídolo costuma pedir. Ela é um génio, graduou em matemática e ciências com 14 anos e vivia uma vida sem grandes peripécias. Só que Hiro decidiu desafiar-se ao máximo: escola de ídolos. E sim, ela tem zero força física. Há relatos e situações em que basta um passeio rápido para a personagem parecer que viu o apocalipse. O detalhe que torna tudo mais interessante é o objetivo emocional: Hiro não quer “fácil”, quer aprender a sair do conforto custe o que custar.

É o tipo de premissa que funciona porque não é só “ela é inteligente”, é “ela quer ser melhor numa área onde não nasceu pronta”. E quando o tema é imas, isso dá músicas que quase vêm com suor incorporado.

Gakumas muda o jogo: mais estratégia, menos RNG

Além do enredo e do roster, a jogabilidade de Gakumas também dá um passo em frente em relação a títulos anteriores. Gestão e raising sim continuam lá, mas o foco parece mais orientado para estratégia. Quem vem de Uma Musume vai reconhecer a “vibe” porque há decisões, foco em treinos e gestão de recursos. E o engraçado é que a troca acontece: Gakumas também bebeu um bocadinho dessa inspiração.

O que eu achei mais agradável: em vez de depender tanto de RNG para desbloquear resultados, dá mais espaço para planeamento e escolhas coerentes. O modo de jogo mais curto também ajuda. Não é que “short” seja mau. É que às vezes a vida real merece uma vitória antes de começar outra maratona de treinos e falhas.

Se você gosta de jogos de performance, mas detesta o feeling de “o universo decidiu que hoje não”, aqui é mais provável que a sua estratégia faça sentido.

As músicas de Hiro: do suave ao “agora doeu”

Ok, agora a parte pela qual eu queria mesmo escrever este artigo: as músicas da Hiro, interpretadas por Reina Kawamura. Apesar de a Hiro ter uma voz suave e uma mensagem que quase sempre puxa para “quero mudar” e “quero desafiar-me”, ela acaba por receber algumas canções bem exigentes dentro do universo de imas.

Eu vou reduzir ao essencial, mas mantendo o espírito. Contrast para mim é das mensagens mais fortes de toda a série: Hiro farta-se de ser “boa em tudo”, sem achar graça nisso. Ela quer voltar a sentir prazer no dia a dia, seguindo o coração e procurando desafios novos. Já Contemporary Dance vai no mesmo sentido, com Hiro a querer que reconheçam as suas imperfeições e a aceitem quando ela não é perfeita. E tem aquela ideia de resiliência que fica a ecoar, tipo “se falhar faz parte”.

E depois vem Mekurume, que é onde Hiro muda o tom: a canção parece mesmo um desabafo ativo. Mesmo quando a voz continua calma, a energia entrega esforço de verdade. O jeito como a música empurra a Hiro para fora da zona de conforto é quase um “ok, agora aguenta”. Para mim, é uma das melhores representações do esforço que ela faz para evoluir, mesmo quando o corpo diz “não”.

Fecho com Sunfaded: a minha leitura pessoal é que a performance começa a pesar no meio, com Hiro cansada e com olhares preocupados ao fundo. Mesmo assim, ela segue. E a música parece ter esse arco de memória, até ao momento em que encontra alguém que acredita nela e dá aquele empurrão necessário. Para quem gosta de narrativa emocional em música, aqui bate certo.

E se tudo isto te fez querer mais contexto sobre Gakuen iDOLM@STER, um bom ponto de partida é o canal de YouTube oficial de iDOLM@STER, onde há materiais que ajudam a ligar as músicas ao jogo.

Quando a Hiro desafia o sistema, o Ocidente pode finalmente responder?

No fim do dia, Hiro Shinosawa não é só “a minha personagem favorita” por causa do design ou da história. É porque ela personifica a ideia mais imas de todas: crescimento real, mesmo quando é desconfortável, mesmo quando falha, mesmo quando dói. E eu espero sinceramente que a Bandai Namco faça a coisa certa desta vez.

Com concertos a acontecer fora do Japão e uma conta em inglês a mexer com o público internacional, talvez este seja o momento em que a maré vira. Vamos ver. Se a Bandai Namco resolver acordar, eu faço as pazes com a nostalgia e volto a ser aquele otimismo teimoso de dez anos atrás. Só que desta vez com mais música e menos espera.

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