Jeremy Thomas no Oscar: morre aos 77 [REVELADO]

Twitter
LinkedIn
Threads
Telegram
WhatsApp

Jeremy Thomas, produtor vencedor do Oscar, morreu aos 77 anos. A notícia caiu como um patch raro no meio do grind, e o cinema britânico perdeu uma mente que ajudou a erguer clássicos modernos.

Quem foi Jeremy Thomas e por que ele marcava época

Jeremy Thomas era daqueles produtores que não apareciam tanto para a plateia, mas deixavam a marca no filme. Britânico, começou a trabalhar no cinema no início dos anos 1970 e, com o tempo, foi virando uma espécie de “chefe final” dos projetos com ambição artística. Em 1974, ele fundou a Recorded Picture Company. Depois, em 1998, criou a HanWay Films, que acabou se tornando matriz da própria Recorded.

Segundo a declaração dos representantes, ele faleceu na sexta-feira (11), aos 77 anos, em sua casa de campo em Oxfordshire, “em paz” e cercado por família e entes queridos. A causa da morte não foi divulgada. E é aquele tipo de nota que dá um aperto, porque você percebe que o cinema perde alguém que conhecia o jogo por dentro.

O Oscar e O Último Imperador: o auge da carreira

O principal troféu da história dele veio com O Último Imperador, de Bernardo Bertolucci, que venceu o Oscar de Melhor Filme em 1988. Thomas levou o prêmio na condição de produtor, um reconhecimento enorme para um trabalho que exigia escala, visão e controle de produção em níveis que pouca gente consegue sem virar refém do caos.

O legal aqui é notar como o papel do produtor é mais “estrutura” do que “holofote”. Ele conecta talentos, viabiliza escolhas criativas e, na prática, garante que o projeto sobreviva até o final do rendering. Dá para dizer que Thomas era muito do “bastidor que vira obra”.

A filmografia que parece lista de “must watch”

Quando você olha a filmografia do Jeremy Thomas, dá aquela sensação de que ele esteve perto de diretores que mexem com a cabeça do espectador. Entre os longas, estão Crash: Estranhos Prazeres (1996), do David Cronenberg; Sexy Beast (2001), de Jonathan Glazer; Um Método Perigoso (2011), também com Cronenberg; e Amantes Eternos (2013), de Jim Jarmusch.

Tem filme de choque, tem cinema provocador, tem obra que não fica pedindo desculpa. E é isso que combina com a ideia nerd de “curadoria”. No fundo, Thomas construiu um tipo de catálogo que serve tanto para quem gosta de cinema autoral quanto para quem quer sair do óbvio.

Para contextualizar ainda mais a carreira e os trabalhos dele, vale bater uma olhada na página de Jeremy Thomas na Wikipédia, que organiza a trajetória e a filmografia em um formato fácil de conferir.

O fim e o legado: o que fica dessa produção

O último trabalho do produtor como tal foi Good Boy (2025), do diretor polonês Jan Komasa. Ou seja: ele não ficou preso na memória, continuou atuando até o jogo virar. E, além das produções, o serviço dele para o cinema britânico rendeu o título de Comandante da Ordem do Império Britânico (CBE), além de ser sócio honorário da London Film School.

O legado, portanto, é duplo: o impacto direto nos filmes e o efeito indireto em quem aprende com aquele ecossistema. Em tempos de velocidade e troca infinita de conteúdo, um produtor desse tipo lembra que o cinema ainda é, sim, sobre construção. E agora fica a pergunta: quando você lembra do Jeremy Thomas, qual filme você coloca na frente da fila?

Jeremy Thomas vai ficar mais lembrado pelo Oscar ou pelos bastidores que sustentaram o cinema?

Porque, sinceramente, quando alguém com essa trajetória passa, a discussão não acaba na notícia: começa nos títulos. E você, gamer do cinema, vai concordar com a lista que sua memória montou?

Sugestão para o seu Set-up Nerd:

Encontramos produtos incríveis com desconto!

Ver DVD O Último Imperador edição especial na Amazon