Joe Manganiello e o Exterminador tinham tudo para render uma grande rivalidade com o Batman, mas o DCEU tomou outro rumo.
- Um papel pronto para a ação
- O plano foi por água abaixo
- Seis anos de promessas
- Um capacete com outro significado
Um papel pronto para a ação
Joe Manganiello voltou a falar sobre uma das grandes oportunidades perdidas do universo da DC nos cinemas. Escalado em 2016 para viver Slade Wilson, o Exterminador, o ator chegou a se preparar para um projeto que prometia colocá-lo no caminho de Bruce Wayne. Só que, como muita coisa no DCEU, o plano não sobreviveu às mudanças de bastidores.
A ideia era apresentar o mercenário na cena pós-créditos de Liga da Justiça, revelando que ele descobriu a identidade secreta do Batman. A deixa prepararia o terreno para o filme solo do herói que seria dirigido e estrelado por Ben Affleck. Em outras palavras: a promessa era uma caçada entre dois personagens que adoram transformar qualquer conversa em uma ameaça.
Para Manganiello, não era apenas mais um papel de ação. Ele contou, ao divulgar seu livro Bloodlines, que estava focado em ficar em forma para uma produção extensa e fisicamente exigente. O ator acreditava que teria cerca de seis meses de filmagem pela frente e já organizava a própria rotina em torno desse objetivo.
O plano foi por água abaixo
A saída de Affleck da direção do filme do Batman mudou o cenário. A versão de Liga da Justiça lançada nos cinemas também seguiu outro caminho: nela, o Exterminador aparece ligado aos planos de Lex Luthor e à formação de um grupo de vilões. O confronto que parecia estar sendo preparado ficou no campo das possibilidades.
A cena com a proposta original só ganhou espaço para o público em Liga da Justiça de Zack Snyder, lançado em 2021. Foi um gostinho do que poderia ter sido, mas não o começo de uma nova história. Um filme solo do personagem chegou a ser associado ao diretor Gareth Evans, porém também não saiu do papel.
É o tipo de situação que deixa qualquer fã imaginando a versão alternativa: Manganiello contra o Batman de Affleck, num filme que talvez explorasse o lado mais tático e brutal de Slade. Mas imaginar não paga ingresso, e a produção nunca chegou a existir. O ator resumiu a sensação como uma mistura de sorte por ter sido escolhido e azar por ver o projeto desaparecer.
Seis anos de promessas
Depois do cancelamento, o nome do Exterminador continuou circulando em conversas sobre outros filmes da DC. Manganiello relatou que, ao longo dos seis anos seguintes, recebeu notícias de que o personagem poderia aparecer em diferentes projetos, inclusive em Aquaman 2 e O Esquadrão Suicida. As possibilidades mudavam, os diretores também, mas nada se concretizava.
O vai e vem soa quase como uma piada interna de um universo cinematográfico que vivia anunciando peças antes de decidir qual seria o tabuleiro. Para o público, eram rumores e teorias. Para o ator, cada ligação do agente podia significar que Slade finalmente teria uma história. E aí vinha mais uma mudança de planos.
Mesmo com a frustração, Manganiello não descreve aquele período apenas como uma chance desperdiçada. A preparação para o papel teve impacto na vida dele, e o ator relaciona aquela fase a mudanças importantes em sua saúde e bem-estar. Isso dá outra dimensão ao que poderia parecer só uma reclamação sobre um filme cancelado.
Um capacete com outro significado
Manganiello revelou que guarda o capacete do Exterminador em seu escritório e considera a peça uma de suas maiores conquistas. É um símbolo curioso: não representa uma longa trajetória nas telas, porque sua participação acabou sendo breve, mas carrega o peso de uma fase decisiva da vida do ator.
No fim das contas, o personagem ficou marcado por uma promessa que o DCEU nunca cumpriu. Ainda assim, reduzir essa história a mais um projeto cancelado seria ignorar o que ela significou para Manganiello fora do universo da DC. O Exterminador não ganhou o filme que parecia estar a caminho, mas deixou uma lembrança que, para o ator, vale muito mais do que uma cena pós-créditos.
E para quem ficou curioso com o duelo contra o Batman: ele continua sendo um daqueles confrontos que a gente só pode escalar na imaginação. Pelo menos ali, ninguém cancela a produção no meio do caminho.
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