Lançamentos da semana: Linkin Park, Verity e tensão

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Os lançamentos da semana misturam suspense, clássicos literários, música e um Tom Cruise que você talvez precise olhar duas vezes.

O que esperar desta semana

A virada de setembro para outubro vem com uma programação que parece montada por alguém que não quis escolher um único clima. Tem documentário musical, suspense psicológico, drama de época e gente tentando sobreviver pendurada em uma montanha. Ou seja: dá para montar uma agenda bem variada sem sair do cinema ou do sofá.

Entre 30 de setembro e 1º de outubro, chegam aos cinemas Linkin Park: Unshatter, Verity, Digger e A Queda 2: No Limite. Na Netflix, a aposta é a minissérie A Leste do Éden. Separei o que cada lançamento oferece, sem fingir que toda estreia precisa ser “imperdível”.

Linkin Park: recomeçar também é história

Em 30 de setembro, estreia nos cinemas Linkin Park: Unshatter, documentário dirigido por Joe Hahn, integrante da banda. O filme acompanha a reconstrução do grupo depois da perda de Chester Bennington e a chegada de Emily Armstrong e Colin Brittain à formação que abriu a era From Zero.

O material passeia por sessões de estúdio feitas desde 2022, entrevistas, imagens de arquivo e apresentações ao vivo. Um dos pontos que deve chamar a atenção dos fãs brasileiros é o registro do show de lançamento do álbum em São Paulo, em novembro de 2024.

É um tema delicado: seguir em frente sem apagar o que veio antes. Para quem cresceu ouvindo Linkin Park, a curiosidade não está só nas músicas novas, mas em entender como a banda encontrou um caminho possível depois de uma ausência impossível de preencher.

Suspense para roer as unhas

Verity chega aos cinemas em 1º de outubro adaptando o best-seller de Colleen Hoover. Dakota Johnson interpreta Lowen Ashleigh, uma escritora com dificuldades financeiras que aceita terminar a série de livros da famosa autora Verity Crawford, vivida por Anne Hathaway. A mudança para a casa da escritora e de seu marido, Jeremy (Josh Hartnett), logo transforma trabalho em investigação.

Lowen encontra um manuscrito autobiográfico cheio de revelações perturbadoras e passa a duvidar do que é verdade, invenção ou manipulação. A premissa tem aquele tipo de mistério que faz a gente desconfiar de todo mundo, inclusive de quem está contando a história. E com Johnson e Hathaway no mesmo espaço, o duelo de presença promete ser um dos atrativos do filme.

Já A Queda 2: No Limite troca os segredos domésticos por vertigem pura. Jax Hunter, interpretada por Harriet Slater, ainda lida com a morte da irmã quando se aproxima de Luce (Arsema Thomas), amiga da falecida. As duas encaram uma passarela suspensa nas montanhas da Tailândia, mas um deslizamento as deixa presas a mais de 3 mil metros de altitude.

Se o primeiro filme já fazia qualquer escada parecer uma escolha arriscada, a sequência aposta de novo no medo de altura e numa situação de sobrevivência. É o tipo de sessão em que até olhar para a tela pode dar um frio na barriga.

Tom Cruise fora do piloto automático

Também em 1º de outubro, Tom Cruise aparece irreconhecível em Digger, novo longa de Alejandro González Iñárritu, diretor de Birdman e O Regresso. Aqui, nada de herói de ação correndo contra o relógio: Cruise vive Digger Rockwell, um industrialista excêntrico e poderoso.

Depois que as próprias empresas ajudam a causar um desastre ambiental de proporções globais, Digger parte numa missão para convencer todo mundo de que também pode salvar o planeta. A ironia está pronta para ser explorada: o homem ligado ao problema tentando se vender como solução. Ver Cruise nesse registro, sob o comando de Iñárritu, é talvez a maior mudança de rota da semana.

Steinbeck chega à Netflix

A Netflix lança em 1º de outubro a minissérie A Leste do Éden, adaptação do romance de John Steinbeck criada por Zoe Kazan. Florence Pugh interpreta Cathy Ames, uma mulher independente e complexa cuja trajetória se cruza com diferentes gerações da família Trask.

Christopher Abbott e Mike Faist vivem os irmãos Adam e Charles. Com drama de época e conflitos familiares atravessando gerações, a produção tem espaço para investir em personagens cheios de contradições, não apenas em figurino bonito e cenários caprichados. Para quem gosta de histórias que deixam as relações familiares pegando fogo sem precisar de explosões, fica a dica.

Minha aposta para quem quer tensão é A Queda 2; para uma experiência mais inesperada, Digger parece o convite mais curioso. E, se a trilha sonora da sua adolescência ainda mora na playlist, Linkin Park: Unshatter tem um motivo especial para entrar na agenda.

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