Miguel Lallo se machuca em Quinze Dias: “Fui pro hospital”

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Protagonista de 15 Dias se machucou gravando uma das cenas musicais mais esperadas do filme e contou que foi direto para o hospital.

A sequência inspirada em Hairspray e o momento do “aparece e some”

Em Quinze Dias, existe uma sequência que muita gente já deve ter imaginado antes mesmo de assistir: uma cena musical com aquela energia “teatro filmado” que lembra diretamente Hairspray. No filme brasileiro, Felipe, vivido por Miguel Lallo, canta uma versão em português de “Good Morning, Baltimore”. E o timing é absurdo: o momento acontece logo depois da primeira noite em que Felipe e Caio (Diego Lira) começam a viver de verdade a história do casal.

O que deixa tudo ainda mais interessante é como a cena foi construída. Segundo Miguel Lallo, dá para perceber na montagem o famoso “fica e some”: em certo ponto, ele entra no quadro cantando e dançando, mas depois se afasta e o take segue só com os bailarinos. Sim, é de propósito. E o motivo não é só artístico, é bem mais “cinematográfico da vida real”.

O medo de cantar e a virada na gravação

Se você acha que gravar cena musical é só colocar o figurino e mandar ver, respira: Miguel conta que o processo bateu um medo bem específico. Ele não canta nem dança profissionalmente como quem vive disso, então rolou aquela tensão de “vou virar piada”. Nas palavras dele, quando soube que ia cantar, falou para o diretor Daniel Lieff algo na linha de que não faria sentido estar naquilo.

O diretor puxou o argumento mais simples e honesto possível: Felipe também não canta profissionalmente, então a ideia era manter o clima amador, coração na mão, atuação em primeiro plano. E aí a cena foi ficando boa de verdade, do jeito que musical funciona quando tem entrega, não perfeição. O ator disse que na gravação acabou se divertindo muito, tipo “ok, eu não sabia que era possível gostar disso”.

Pra temperar o caos, Débora Falabella, que interpreta Rita, disse que queria participar, mas acabou ficando de fora daquela parte. Mesmo assim, ela também elogiou a performance do elenco, com aquela sensação de “tá, eles arrasaram demais, vocês tinham que ver”.

O pé torcido, a pressão caindo e o raio-X

Agora vem a parte que ninguém espera, mas que explica o “sumiu do set” de um jeito bem real. Miguel Lallo revelou que se machucou durante a gravação da sequência. Ele torceu o pé, e a produção parou tudo. Não foi aqueles “arranhãozinho” que dá para ignorar. Ele contou que estava com aparência bem ruim, boca branca, além de sentir a pressão caindo.

O plano foi direto pro básico e pro essencial: hospital e raio-X. E mesmo com toda a preocupação, rolou uma conversa mental típica de produção de cinema: tinham pessoas envolvidas, eram dezenas de bailarinos, e eles estavam em Minas Gerais. Parar significava bagunçar logística, agenda e o próprio cronograma da equipe.

O detalhe é que Miguel queria terminar. Ele falou que foi com a mentalidade de “a gente vai terminar essa cena”. E olha, no cinema isso é quase uma falha de caráter… mas também é paixão. Quando você vê o resultado na tela, dá para perceber que teve esforço de sobra.

Pra entender o impacto de Hairspray na cultura pop musical, vale lembrar que a obra é uma referência clássica do gênero. E se você quiser um ponto de partida, a própria página de Hairspray ajuda a contextualizar o filme por trás da inspiração.

Último take, pôr do sol e a teimosia de terminar

Diego Lira trouxe outro detalhe que deixa o bastidor ainda mais “filme de verdade”. A cena era a última da sequência e, pior, o último take. E como se não bastasse, tinha um limite real de tempo por causa do pôr do sol. Ou seja: se não desse naquele momento, não dava para “remarcar o clima”. Cinema adora isso, você sabe.

Depois do machucado, Miguel saiu do set para o hospital e ficou em repouso. Ainda assim, parte da história visual foi salva: a equipe gravou cenas posteriores mostrando ele se recuperando, inclusive momentos em que o personagem precisava correr. Traduzindo: o personagem avançava no ritmo do roteiro, enquanto o ator tentava acompanhar no ritmo do corpo, do jeito que dá.

Ele também contou que isso aconteceu no primeiro dia de chegada em Minas Gerais, e que ainda teve mais tempo pela frente de gravações. Ou seja: foi um “começo de temporada” bem literal, só que no modo hard.

Quem viu a cena entendeu: foi atuação, mas também foi sobrevivência

No fim, o que fica é simples. A cena musical de Quinze Dias não é só referência de Hairspray, nem só aquela montagem caprichada que parece mágica. Teve medo, teve disciplina, teve bastidor correndo atrás do tempo de luz, e teve um ator indo parar no hospital por causa de um pé torcido.

É o tipo de história que cola ainda mais a gente no filme. Porque, quando Miguel some do quadro mais cedo do que você imagina, dá para suspeitar: não é só “arte”. É resultado de alguém que preferiu terminar a cena, mesmo machucado, e deixar isso registrado na versão final que chega na tela. E, sinceramente, respeito demais.

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