Mostra de SP: programação completa da 50ª edição

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A Mostra de SP divulgou 391 títulos para sua edição de 50 anos, com cinema brasileiro, estreias e clássicos.

Quando e onde acontece

A 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo acontece entre 15 e 29 de outubro, na capital paulista. São 391 títulos entre longas, curtas e séries, um cardápio daqueles que pede planejamento: tentar escolher os filmes só na fila, com tanta opção, é quase um teste de resistência digno de final de temporada.

A programação completa foi anunciada, mas a lista de títulos é só uma parte da missão. Para montar seu roteiro, vale conferir também sessões, horários e locais de exibição nos canais oficiais do festival. Assim você evita aquele clássico drama de descobrir que dois filmes desejados passam ao mesmo tempo.

Os títulos que chamam atenção

Entre os destaques está Feito Pipa, de Allan Deberton, representante brasileiro na disputa pelo Oscar 2027. A presença do filme coloca a produção nacional em evidência, mas a seleção internacional também tem atrações que devem fisgar quem acompanha cinema para além dos grandes lançamentos comerciais.

A lista inclui O Outro Lado das Redes, dirigido por Aaron Sorkin e apontado como sequência de A Rede Social. Para quem saiu do filme original querendo mais bastidores de tecnologia, poder e ambição, a curiosidade é imediata. Também aparecem I Love Boosters, de Boots Riley, Ray Gunn, animação de Brad Bird, e RRR: Revolta, Rebelião, Revolução, de S.S. Rajamouli.

Tem ainda Look Back, de Hirokazu Kore-eda, e Fjord, de Cristian Mungiu, entre os nomes que ajudam a mostrar a variedade da seleção. Não é uma programação montada em torno de um único gênero ou de uma tendência só. A graça da Mostra é justamente abrir espaço para filmes que talvez não apareçam no radar de quem acompanha apenas os lançamentos mais barulhentos.

Brasil em destaque

A produção brasileira marca presença com uma seleção ampla, organizada na Mostra Brasil e em outras seções. Além de Feito Pipa, aparecem títulos como Elza, de Eryk Rocha, Funk, de Aly Muritiba, O Sertão das Nossas Memórias, de Lúcia Murat, e Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.

Também há séries brasileiras na programação, caso de Coligay, Colônia e Sócrates Brasileiro. Essa mistura é bem-vinda: cinema e audiovisual não precisam ficar presos a uma divisão rígida entre tela grande e episódios. Para o público, significa mais caminhos para encontrar histórias feitas por gente daqui, com estilos e assuntos bem diferentes.

Uma programação para explorar

Os 391 títulos estão distribuídos por seções como Competição de Novos Diretores, Perspectiva Internacional, Mostra Brasil, Mostrinha, Retrospectiva e Apresentação Especial. Há espaço para descobrir realizadores estreantes, levar a criançada ao cinema e reencontrar obras importantes. A retrospectiva, por exemplo, inclui filmes de nomes como James Gray, Manoel de Oliveira, Raúl Ruiz e João César Monteiro.

Na prática, a melhor estratégia é filtrar a lista por seção, país ou diretor e montar uma seleção com alguma margem para imprevistos. Também vale deixar um espaço para o desconhecido: festival de cinema é uma das poucas ocasiões em que entrar numa sessão sem saber muito pode render uma ótima surpresa. A edição de 50 anos chega com opções para cinéfilos de carteirinha e para quem só quer escolher um filme diferente para ver. Agora é separar os horários e decidir por onde começar.

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