Saiba mais sobre os dois filmes de Minas Gerais pré-selecionados ao Oscar 2027 e descubra detalhes das produções rodadas em Belo Horizonte.
- Shortlist do Oscar 2027: como a lista ficou
- Vicentina Pede Desculpas: o drama mineiro que chegou forte
- Nosso Segredo: reconstrução, segredos e vitória em festivais
- Por que rodar em BH virou vantagem narrativa
- Onde ver e o próximo passo rumo ao Oscar
Shortlist do Oscar 2027: como a lista ficou
A Academia Brasileira de Cinema anunciou a shortlist com seis longas que vão disputar a vaga do Brasil na categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar 2027. Do total de 15 inscritos habilitados, a peneira reduziu o elenco para produções com cara de “feito para prêmio grande”, dessas que a gente sente que nasceram para aparecer em tapete vermelho (mesmo que a produção tenha rolado longe dos holofotes clássicos de Hollywood).
Entre os seis pré-selecionados, dois têm raízes em Minas Gerais: Vicentina Pede Desculpas e Nosso Segredo, ambos rodados em Belo Horizonte. Agora, a comissão anuncia o representante definitivo no dia 16 de setembro, com a cerimônia do Oscar marcada para 14 de março de 2027.
Vicentina Pede Desculpas: o drama mineiro que chegou forte
Em Vicentina Pede Desculpas, Gabriel Martins volta às telas quatro anos depois de Marte Um. A trama acompanha uma professora aposentada de 75 anos, vivida por Rejane Faria, que perde o filho Wesley em um acidente de ônibus em que a maior parte dos passageiros morre.
O ponto que deixa o filme com tensão de investigação é a suspeita de que o motorista teria provocado a tragédia de propósito. A partir daí, Vicentina decide procurar as famílias das vítimas para pedir desculpas. Sim, é um enredo pesado, mas também é daquelas histórias que exigem presença, olhar humano e coragem emocional. Daquelas que não dá para “assistir por assistir”.
Antes do público brasileiro, o longa já circulou em festivais importantes: foi o único longa nacional na 51ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto, integrou a Seção Oficial do Festival de San Sebastián e passou por mostras como o AFI Latin American Film Festival e o Cinelatino Minneapolis Film Festival. (Para contexto do festival de Toronto, dá para acompanhar em Toronto em detalhes.)
Nosso Segredo: reconstrução, segredos e vitória em festivais
Nosso Segredo, de Grace Passô, segue uma rota emocional diferente. Aqui, a história acompanha uma família negra tentando reconstruir a rotina após uma perda recente. O detalhe que puxa a trama como uma quest de final de capítulo é que o filho caçula guarda um segredo diretamente ligado às raízes das dores da família.
O filme foi rodado em Belo Horizonte e produzido pela Entre Filmes. E, para chegar embalado na conversa do Oscar, ele vem com um “buff” de premiação: em agosto, levou o Kikito de Melhor Filme no 54º Festival de Cinema de Gramado, além de prêmios de Direção de Arte (com Lucas Osório) e Fotografia (com Wilssa Esser).
Quando recebeu o troféu, Grace Passô fez um discurso que parece manifesto de quem respeita a base: celebrou a força do cinema mineiro e lembrou que a cinematografia do estado tem contribuição real no país. É aquele tipo de fala que cola na cabeça e dá vontade de assistir “pra entender o hype”.
Por que rodar em BH virou vantagem narrativa
Ok, agora o lado nerd da análise. Quando duas produções diferentes para o Oscar compartilham o mesmo “palco” de filmagem, dá para perceber um padrão: Belo Horizonte oferece um retrato urbano que não é caricatura. Tem densidade, tem cotidiano, tem transições de paisagem que ajudam a história a respirar.
Em Vicentina Pede Desculpas, o peso emocional combina com cenários que parecem reais demais para serem “cenografia”. Já em Nosso Segredo, a ideia de reconstrução encontra espaço no urbano e no afeto familiar, transformando a cidade em mais do que locação: vira parte do subtexto.
Em resumo: a cidade funciona como memória viva. E, no cinema de premiação, isso é ouro. Porque não é só sobre “ter uma boa história”, é sobre a história sentir que pertence a um lugar.
Onde ver e o próximo passo rumo ao Oscar
Para quem quer acompanhar antes da decisão final, Vicentina Pede Desculpas teve estreia na mostra competitiva do Festival do Rio, entre 1º e 11 de outubro, com chegada aos cinemas selecionados em 5 de novembro e depois à Netflix em 20 de novembro, com lançamento simultâneo em mais de 190 países.
Enquanto isso, Nosso Segredo está em exibição em Belo Horizonte no Cine Belas Artes e no cinema do Centro Cultural Unimed-BH Minas. Ou seja: dá para ver a obra localmente, sentir o ritmo e comparar com o que a galera comenta online.
Agora é esperar a comissão anunciar o representante definitivo do Brasil no dia 16 de setembro. Até lá, essas duas apostas mineiras vão continuar fazendo barulho, do jeito que cinema bom faz.
Você acha que BH já provou que tem pedigree para Oscar… ou ainda vem mais surpresa?
Porque, sinceramente: quando dois filmes de Minas caem na shortlist e ambos respiram realidade de Belo Horizonte, a sensação é que estamos só começando a ver a “fase anime” do cinema mineiro, só que em versão live action. E aí, qual dos dois você tem mais vontade de assistir primeiro?
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