Pôster de Street Fighter ganha visual de anime dos anos 90

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O pôster de Street Fighter ganhou uma versão em estilo anime, criada pelo estúdio Titmouse para celebrar a animação do filme.

Um pôster com espírito de anime

Street Fighter já nasceu com golpes que parecem feitos para virar espetáculo na tela. Agora, o filme live-action de 2026 ganhou uma peça promocional em estilo anime, produzida pelo estúdio Titmouse, responsável também pelas sequências animadas do longa. É uma escolha que conversa diretamente com a memória visual de quem cresceu vendo Ryu e Ken trocarem golpes dentro e fora dos videogames.

O pôster não é apenas um agrado para colecionadores de artes promocionais. Ele destaca uma parte específica da produção: os trechos animados ligados às lembranças dos dois lutadores. Em vez de tratar a animação como um enfeite isolado, a campanha aponta para uma linguagem que faz parte da própria narrativa do filme.

E vamos combinar: Street Fighter tem uma ligação antiga com o anime. A franquia já passou por adaptações animadas de diferentes estilos, então ver a nova produção abraçando essa estética parece uma piscadela certeira para os fãs. Não precisa transformar o filme inteiro em desenho para reconhecer que essa identidade faz parte do pacote.

A animação que volta no tempo

As sequências desenhadas à mão aparecem nos flashbacks de Ryu e Ken e buscam evocar animes dos anos 1990. A decisão combina com a ambientação do longa, que também se passa nessa década. É uma forma de unir o passado dos personagens ao clima de uma época que ainda ocupa um lugar especial no imaginário de muita gente que acompanhou a série.

Esse tipo de recurso pode fazer diferença numa adaptação de videogame. Uma luta em live-action precisa convencer pelo movimento, pelo impacto e, claro, por aquele exagero estilizado que é parte da graça. Já a animação permite brincar com a memória e com a linguagem visual sem exigir que cada imagem pareça obedecer às regras do mundo real. Em Street Fighter, isso não é um detalhe pequeno: os golpes sempre foram maiores que a vida.

A proposta também dá espaço para o filme construir um contraste entre o presente dos lutadores e as lembranças que os formaram. Se a mistura funcionar na tela, os flashbacks podem ter uma personalidade própria, em vez de parecerem apenas cenas de infância encaixadas para explicar o passado dos protagonistas.

Quem deu vida aos flashbacks

A direção de arte das sequências ficou com Khang Le, enquanto Young Heller supervisionou a animação. Andrius Matijosius cuidou do design de personagens. A equipe trabalhou ao lado do diretor do filme, Kitao Sakurai, e de Takayuki Nakayama, diretor de Street Fighter V e Street Fighter 6, que participou das conversas sobre o processo.

Ter alguém ligado aos jogos entre os nomes envolvidos ajuda a manter a ponte com a franquia original. Isso não garante automaticamente que cada fã vai aprovar todas as escolhas, porque adaptar personagens tão conhecidos é praticamente entrar numa arena com o medidor de expectativa já cheio. Mas mostra que a produção levou a sério a conexão entre a linguagem do cinema e a identidade dos games.

A participação da Titmouse também chama atenção por colocar um estúdio de animação no centro de uma parte importante da divulgação. O pôster funciona, assim, como uma amostra do trabalho artesanal feito para essas cenas, que seguem uma abordagem diferente da fotografia live-action do restante do filme.

O que esperar do filme

Ambientado nos anos 1990, o longa acompanha Ryu, interpretado por Andrew Koji, e Ken Masters, vivido por Noah Centineo. Os dois são levados a participar de um torneio misterioso, ponto de partida para uma história que precisa equilibrar rivalidade, espetáculo e a personalidade de uma franquia conhecida no mundo todo.

O filme está em cartaz nos cinemas brasileiros desde 15 de outubro de 2026. Para quem já está assistindo, o pôster dá um motivo extra para prestar atenção nas passagens animadas; para quem ainda vai conferir, aumenta a curiosidade sobre como esse visual vai funcionar dentro da narrativa. Como fã, eu gosto quando uma adaptação entende que não precisa escolher entre respeitar a origem e experimentar um pouco. Agora, resta ver se a energia dos golpes também acerta o alvo no cinema.

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