PSYREN anime finalmente transforma em animação o mangá cult de Toshiaki Iwashiro, e já está em exibição na Crunchyroll.
- Uma espera de dezesseis anos
- Um cartão vermelho e um jogo mortal
- Quem entra na batalha
- Onde assistir e o que esperar
Uma espera de dezesseis anos
Tem mangá que termina e continua morando na cabeça dos leitores por muito tempo. PSYREN é bem esse caso: a obra de Toshiaki Iwashiro encerrou sua publicação em 2010, mas os pedidos por uma adaptação animada não desapareceram. Agora, dezesseis anos depois do fim do mangá, essa vontade finalmente virou realidade.
Publicado na revista semanal Shonen Jump entre dezembro de 2007 e novembro de 2010, o título teve 145 capítulos reunidos em 16 volumes pela Shueisha. Não é pouca coisa para uma série que, mesmo concluída há anos, continuou aparecendo entre os mangás que os fãs mais queriam ver animados no AnimeJapan. Três vezes, para sermos exatos. A persistência dos leitores merecia pelo menos uma salva de palmas.
PSYREN mistura ação, poderes psíquicos e mistério, mas o que dá o tom à aventura é aquela sensação de que há algo muito errado por trás do cotidiano. É um gancho que combina com a época em que nasceu e que ainda tem apelo: antes de sair distribuindo golpes, a história faz a gente querer descobrir o que está acontecendo.
Um cartão vermelho e um jogo mortal
O ponto de partida parece simples, mas já vem com uma bandeira vermelha do tamanho de um navio de One Piece. O estudante Ageha Yoshina encontra um misterioso cartão telefônico vermelho numa cabine. Pouco depois, Sakurako Amamiya, sua amiga de infância e colega de classe, desaparece. Ela também estava com um cartão igual.
Na tentativa de encontrá-la, Ageha começa a investigar uma onda de desaparecimentos atribuída a uma organização secreta chamada Psyren. Quando consegue entrar nesse mundo, o mistério dá lugar a um jogo mortal, e a vida que ele conhecia fica para trás. Sem revelar as surpresas da trama, dá para dizer que o cartão funciona como uma porta para um conflito bem maior do que uma busca por uma pessoa desaparecida.
Essa combinação de investigação e batalha é uma das cartas mais interessantes da série. Em vez de começar com um torneio e pedir que a gente aceite tudo na base da empolgação, PSYREN constrói uma pergunta central: quem está por trás dos sumiços e por que essas pessoas são envolvidas nesse jogo?
Quem entra na batalha
Ageha é o protagonista, um estudante com forte senso de justiça e lealdade. Depois de perder a mãe ainda criança, ele vive com a irmã mais velha, enquanto o pai passa muito tempo fora a trabalho. A chegada do cartão vermelho vira seu mundo do avesso, mas também coloca à prova essa vontade de proteger quem importa.
Sakurako, antes uma aluna brilhante e popular, agora mantém distância dos outros e ganhou o apelido de Rainha de Gelo. Hiryu Asaga, conhecido como Dragão, tem físico imponente, mas um jeito calmo e dócil. Ele também procura alguém que desapareceu. Já Oboro Mochizuki é um jovem ator atraído por situações intensas, enquanto Kabuto Kirisaki, sobrinho de um jornalista, prefere dinheiro, mulheres e o caminho mais fácil. Um grupo bem variado, o que costuma ser um bom sinal quando a história vai jogar todo mundo em situações-limite.
O elenco japonês anunciado traz Rikuya Yasuda como Ageha, Mayuko Kazama como Sakurako, Shunsuke Takeuchi como Hiryu, Soma Saito como Oboro e Yukihiro Nozuyama como Kabuto. A plataforma também informou que haverá dublagem em português, uma boa notícia para quem gosta de alternar entre áudio original e dublado sem precisar esperar uma eternidade.
Onde assistir e o que esperar
O anime está disponível na Crunchyroll, com episódios novos às segundas-feiras, às 11h30 no horário de Brasília. O primeiro cour terá 13 episódios, e a equipe confirmou que a adaptação pretende levar o mangá até o fim. A quantidade total de episódios ainda não foi divulgada, então não dá para cravar como a produção vai organizar toda essa jornada.
A animação é do estúdio Satelight, com Katsumi Ono na direção e Shin Yoshida responsável pelos roteiros. Akira Ōkuma assina o design de personagens. A trilha reúne Takashi Ōmama, Tatsuhiko Saiki e Shū Kanematsu. É uma equipe com experiência em produções de anime, mas o grande teste será equilibrar a ação psíquica, o suspense e o desenvolvimento dos personagens ao longo da história.
Depois de tantos anos de espera, a adaptação tem uma tarefa dupla: apresentar PSYREN a quem nunca leu o mangá e fazer jus à memória afetiva de quem acompanhou a publicação. O material tem mistério, elenco numeroso e uma trama planejada para chegar ao final. Agora é acompanhar se a versão animada consegue transformar esse cartão vermelho numa passagem de ida para uma nova geração de fãs.
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