Reboot de Resident Evil chega aos US$ 400 milhões

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O reboot de Resident Evil já passou dos US$ 400 milhões e colocou a franquia em um novo patamar nas bilheterias.

Um recorde para a franquia

O novo filme de Resident Evil, dirigido por Zach Cregger, alcançou US$ 400 milhões em bilheteria mundial. A marca foi divulgada pela Variety e coloca o longa na liderança entre as adaptações cinematográficas da série de jogos da Capcom.

Até então, o posto era de Resident Evil 6: O Capítulo Final, lançado em 2016, que encerrou sua carreira nos cinemas com US$ 312 milhões. A diferença agora é considerável: o reboot não apenas ultrapassou o antigo recordista, como deixou claro que ainda existe público para uma nova visita a Raccoon City.

O resultado também representa o maior sucesso comercial da carreira de Cregger. Seu filme anterior, A Hora do Mal, arrecadou US$ 270 milhões, enquanto Noites Brutais chegou a US$ 46 milhões. É um salto daqueles que fazem qualquer estúdio prestar atenção, especialmente em um mercado que adora transformar sucesso de bilheteria em conversa sobre continuação.

A estreia que abriu caminho

A arrancada começou forte: o reboot somou US$ 108 milhões mundialmente em seu primeiro fim de semana, a maior estreia já registrada pela franquia. Depois, o filme manteve fôlego suficiente para cruzar a barreira dos US$ 400 milhões, com US$ 157,4 milhões arrecadados na América do Norte e US$ 242,6 milhões nos mercados internacionais.

Entre esses mercados, a China teve papel de destaque, com US$ 71,4 milhões. Reino Unido e México também contribuíram bastante, somando US$ 19,4 milhões e US$ 12,7 milhões, respectivamente. Para um filme de terror baseado em videogame, esses números mostram que a marca continua viajando bem além da base de fãs que já conhece cada corredor escuro e cada susto calculado dos jogos.

O que os números dizem

Produzido pela Sony com orçamento de US$ 75 milhões, o longa acompanha um entregador de medicamentos que precisa sobreviver a um surto viral em Raccoon City. Austin Abrams protagoniza essa nova tentativa de levar o universo da Capcom para o cinema, agora sob o comando de Cregger, cineasta que vem construindo uma carreira ligada ao terror.

Há uma ressalva importante para quem gosta de fazer conta de guardanapo: arrecadação mundial não é lucro líquido. Os cinemas ficam com parte da bilheteria, e ainda entram na conta custos de distribuição e divulgação. Mesmo assim, a relação entre o orçamento de produção e os US$ 400 milhões arrecadados é um sinal comercial bastante expressivo. O filme já superou com folga o desempenho de seus antecessores e pode entrar no grupo das dez maiores bilheterias de terror de todos os tempos.

Mais do que uma vitória isolada, o resultado sugere que o público topou conhecer uma nova versão da franquia. Isso não significa que todo reboot de game esteja automaticamente salvo, mas dá à Sony um argumento forte para continuar investindo nesse universo. E, convenhamos, Raccoon City é o tipo de lugar que nunca parece ficar livre de problemas por muito tempo.

E agora para a franquia?

Com o recorde estabelecido, a pergunta inevitável é se esse sucesso vai abrir espaço para novos capítulos. Ainda não há anúncio de sequência nos dados divulgados, então qualquer plano futuro segue no campo da especulação. Mas, quando um filme supera o maior resultado anterior da série e ainda se aproxima do ranking histórico do terror, é difícil imaginar que os estúdios não estejam acompanhando de perto.

Para os fãs, o próximo desafio será manter o equilíbrio entre novidade e identidade. Resident Evil funciona melhor quando o perigo é palpável, os recursos são limitados e cada porta parece esconder uma péssima decisão. A bilheteria já provou que existe interesse; agora, a franquia precisa mostrar que essa nova fase tem fôlego para além do primeiro grande susto.

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